PADRINHO JOÃOZINHO DIRETOR EXECUTIVO da ARMAC Membro do FOESP - Fórum das Comunidades de Terreiro e de Tradições de Matriz Afro-Brasileira de SP Vice-presidente da FEUCEM Membro do Conselho de Desenv. Participação da Comunidade Negra de Campinas Dirigente Espiritual do Terreiro da Vó Benedita Membro do Comitê Técnico de Saúde da População Negra de Campinas Membro do Coletivo de Combate ao Racismo da CUT Membro da Comissão da Verdade sobre a Escravidão no Brasil da OAB
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Segundas - 20 Hs - Mãe Claudete e Pai Joãozinho.
Quartas - 20 Hs - Mãe Marta e Pai Ney.
Sextas --- 20 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.
Sábados - 19 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.
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sábado, 11 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Espaço do Erveiro

Espaço do Erveiro
por Adriano Camargo
Jornal de Umbanda Sagrada - 03 - 2009
por Adriano Camargo
Jornal de Umbanda Sagrada - 03 - 2009
Salve sagrados irmãozinhos e irmãzinhas nas ervas!
Existem tantas variáveis para um benzimento, banho ou defumação, quanto para uma simpatia de proteção, independente de ser umbandista ou não.
A maioria das simpatias tem base sustentadora na energia de algum santo católico.
Por exemplo, é muito comum a simpatia de São José, onde a pessoa deve abdicar de alguma fruta (ou alimento) por um ano; simpatias de Santa Edwiges, Santo Antonio, etc...
Esse é um campo de magia religiosa, popular é claro, mas não desprezível, pois movimenta energias.
Existem tantas variáveis para um benzimento, banho ou defumação, quanto para uma simpatia de proteção, independente de ser umbandista ou não.
A maioria das simpatias tem base sustentadora na energia de algum santo católico.
Por exemplo, é muito comum a simpatia de São José, onde a pessoa deve abdicar de alguma fruta (ou alimento) por um ano; simpatias de Santa Edwiges, Santo Antonio, etc...
Esse é um campo de magia religiosa, popular é claro, mas não desprezível, pois movimenta energias.
Muita gente não sabe, mas nesse momento de se fundamentar uma simpatia acontece um pacto energético.
Isso mesmo, um pacto, que muitas vezes é para o bem da pessoa.
E podemos dizer sem medo de errar que esse é um pacto consigo mesmo, mais do que com um fator externo aos propósitos individuais. Esses acordo servem como contrato estabelecido, e a pessoa que o propõe, se coloca inteiramente dentro daquele campo energético, o que propicia a realização deste. Muito bem, e o que isso tem a ver com as ervas?
E podemos dizer sem medo de errar que esse é um pacto consigo mesmo, mais do que com um fator externo aos propósitos individuais. Esses acordo servem como contrato estabelecido, e a pessoa que o propõe, se coloca inteiramente dentro daquele campo energético, o que propicia a realização deste. Muito bem, e o que isso tem a ver com as ervas?
Na verdade, a Umbanda, como religião baseada no sincretismo, acabou absorvendo esse dito conhecimento popular, e vemos muitos médiuns passando isso para seus guias – opa, é isso mesmo!
O médium aceita esse conhecimento e as entidades acabam fluindo por esse estado de pensar do aparelho mediúnico e transmitindo-o por certo como parte ritualística da Umbanda. O sincretismo serve para termos parâmetro de comparação das energias dos Orixás com nosso padrão humano; é a forma humanizada, dentro de um contexto, dessa energia.
Ervas, pedras, elementos naturais de modo geral, esses sim fazem parte da religião de Umbanda.
Quando dizemos que a Umbanda; e estendo isso aos cultos de matriz africana; é a religião da natureza, entendemos que a natureza a nosso dispor vibra a favor da natureza humana.
Ervas, pedras, elementos naturais de modo geral, esses sim fazem parte da religião de Umbanda.
Quando dizemos que a Umbanda; e estendo isso aos cultos de matriz africana; é a religião da natureza, entendemos que a natureza a nosso dispor vibra a favor da natureza humana.
Mediunidade é auto conhecimento acima de tudo.
Conhecer a si próprio, sua capacidade e entender o caminho a percorrer na escala da evolução.
Entender que temos muito o que aprender e melhorar e não ter vergonha de reconhecer sua deficiências.
Conhecer a si próprio, sua capacidade e entender o caminho a percorrer na escala da evolução.
Entender que temos muito o que aprender e melhorar e não ter vergonha de reconhecer sua deficiências.
Conhecer a função mediúnica é fundamental.
Responder as perguntas básicas é fundamental:
Porque sou médium?
Qual minha função?
O que posso fazer de bom com isso?
Responder as perguntas básicas é fundamental:
Porque sou médium?
Qual minha função?
O que posso fazer de bom com isso?
Amigo médium, sua função não é somente prever o futuro de alguém e preveni-lo de algo.
Sua função primordial é compreender a natureza.
Seja a natureza a sua volta e principalmente a natureza humana.
Sua função primordial é compreender a natureza.
Seja a natureza a sua volta e principalmente a natureza humana.
Seja menos julgador e mais observador.
Sinta a necessidade de cada pessoa em seu intimo e não apenas o que ela fala.
O ser humano tem uma capacidade incrível de mentir para si próprio e exteriorizar isso, principalmente quando em consulta espiritual, ou conversando com um médium, que ele sabe que tem um trabalho religioso.
Esse é o conhecimento sobre a natureza humana.
E o médium precisa aprender lidar com isso.
Os guias espirituais são craques em deixar a pessoa à vontade para que sua verdade venha à tona.
E mostram isso pra nós o tempo todo, inclusive lidando com a nossa própria verdade.
Esse é o conhecimento sobre a natureza humana.
E o médium precisa aprender lidar com isso.
Os guias espirituais são craques em deixar a pessoa à vontade para que sua verdade venha à tona.
E mostram isso pra nós o tempo todo, inclusive lidando com a nossa própria verdade.
E a natureza a nossa volta, as ervas, pedras, banhos de mar, cachoeira ou rio, oferendas nos pontos de força, são fundamentos da Magia Natural de Umbanda. Aprender e compreender o que são e como funcionam dependem de empenho, dedicação e força de vontade do médium.
A espiritualidade vem fornecendo ferramentas cada vez mais poderosas, simples e objetivas para nós. E não tem desculpa: estudar é preciso, buscar é necessário, aprender é fundamental.
Conhecendo sua religião, evita-se misturar simpatias católicas com processos de magia natural, e assim levar conhecimento, bom senso e responsabilidade ao trabalho caritativo de benefício à evolução do semelhante.
É isso turminha, benção de Papais e Mamães Orixás em nossa vida !
Sucesso e muita saúde a todos!
É isso turminha, benção de Papais e Mamães Orixás em nossa vida !
Sucesso e muita saúde a todos!
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Preto Velho no Kardecismo


Preto Velho no Kardecismo
Por Alexandre Cuminoalexandrecumino@uol.com.br
O objetivo desta matéria é observar diferentes pontos de vista sobre o"preto-velho" no Espiritismo(aqui chamado popularmente de "Kardecismo")para uma reflexão umbandista sobre tais conceitos.
Muitos de nós, umbandistas, temos amigos e parentes kardecistas e passamos "saiasjustas" quando não paramos para pensar nestas questões antes que elas venham à tona, no que diz respeito a "evolução" dos espíritos que trabalham na Umbanda.
DIVALDO E OS PRETOS-VELHOS
Abaixo vemos algumas linhas do irmão Divaldo Pereira Franco, que é muito respeitadono meio kardecista, portanto formador de opinião, também nós o respeitamos e admiramos seu esforço, trabalho e dedicação a obra espírita de Allan Kardec no planomaterial.
"Na cultura brasileira, remanescente do africanismo, há uma postura muitopieguista, que é a do preto-velho.E muitas pessoas acham que é sintoma de boa mediunidade ser instrumento de preto-velho.Quando lhes explicamos que não há pretos-velhos, nem "brancos-velhos" (?!), que todos são Espíritos, ficam muito magoadas, dizendo que nós, espíritas, não gostamos de pretos-velhos.E lhes explicamos que não é o gostar ou não gostar.Se tivessem lido em O Livro dos Médiuns, O Laboratório do Mundo Espiritual, saberiam que se a entidade mantém determinadas características do mundo físico, é porque se trata de um ser atrasado.Imagine o Espírito que manquejava na Terra, porque teve uma perna amputada, ter de aparecer somente com a perna amputada.Ele pode aparecer conforme queira, para fazer-se identificar, não que seja o seu estado espiritual.Quando, ao retornar à Pátria da Verdade, com os conhecimentos das suas múltiplasreencarnações anteriores, pode apresentar-se conforme lhe aprouver.
Então, a questão do preto velho é um fenômeno de natureza animista africanista, de natureza piegas.Porque nós achamos que o fato de ter sido preto e velho, tem que ser Espírito bom,e não é.Pois houve muito preto velho escravo que era mau, tão cruel quanto o branco,insidioso e venal.E também houve e há muito branco velho que é venal, é indigno e corrompido.
O fato de ter sido branco ou preto não quer dizer que seja um Espírito bom.
Cabe ao médium ter cuidado com esses atavismos,e quando esses Espíritos vierem falando errado,ou mantendo os cacoetes característicos das reencarnações passadas,aclarar-lhes quanto à desnecessidade disso". [...]
Encontramos este "fragmento de texto" ou "recorte", acima, nos sites: www.abadeesp.hpg.ig.com.br/requisitosmediuni.htm
Como parte de um texto intitulado "Requisitos para Educar a Mediunidade" por DivaldoPereira Franco.
No site:www.scribd.com/doc/6670433/Divaldo-Franco-mEdiuns-e-Mediunidade
encontramos o mesmo texto como a segunda parte de uma apostila, 10 páginas, intitulada "Médiuns eMediunidade". Esta postura e ponto de vista de Divaldo Pereira Franco também pode ser observada nosite: http://www.youtube.com/watch?v=jiSlMMCtSlE
Conferido na data de 02/04/2009 onde podemos ouvir a seguinte gravação: "O Espírito que se apresenta para o grupo como preto-velho ou preta-velha e se diz orientador de sofredores e amigo ou amiga do grupo pode ser levado a sério? Não pode.Esse espírito pode ser muito bom, mas é muito ignorante.E a nossa tarefa é retirar a ignorância, os amigos notem bem, porque que ele tem queser um "preto-velho"?"Ah! Eu sou um Preto-velho!" Dr. Bezerra é velho, mas não é um "branco-velho",notem uma discriminação, está no nosso inconsciente discriminar. "Ah! Eu sou um "preto-velho".- Não meu irmão, você foi, você agora não tem cor, você superou, esta encarnaçãofoi muito benéfica para você, desenvolveu sua humildade, mas você agora, note vocêé um espírito! Espírito não tem cor! Você pode reassumir outras reencarnações, entãotire de sua mente esta sua condição de escravo". [...]
Vejamos agora a postura de Chico Xavier:
CHICO XAVIER E OS PRETOS-VELHOS
Chico Xavier também foi questionado sobre "Preto-velho" no programa Pinga Fogo, ondefoi entrevistado, em 28 de Julho de 1971 na extinta TV Tupi:
Reali Júnior - O senhor acha que os espíritos que se manifestam nos Terreiros deUmbanda, dizendo-se guias de cura, pretos velhos, índios, caboclos, são espíritosevoluídos? Como explica as curas conseguidas por muita gente conhecida, emterreiros? Será que o mal, pode apresentar-se através do bem, ou então tomando a suaforma?
Chico Xavier - Nós respeitamos a religião de Umbanda, como devemos respeitar todas as religiões. Vamos recorrer aos casos das leis cármicas. Nos séculos passados, nos três, quatro séculos passados, nós - vamos dizer coletivamente - não estamos falando do ponto de vista individual, mas na condição de brasileiros, buscamos no berço onde nasceram milhões de irmãos nossos reencarnados nas plagas africanas para que eles servissem nas nossas casas, nas nossas famílias, instituições e organizações, na condição de alimárias. Eles se incorporaram, depois de desencarnados, às nossas famílias. Eles renasceram de nosso próprio sangue, nas condições de nossos irmãos para receberem, de nossa parte, uma compensação que é a compensação chamada do amor,para que eles sejam devidamente educados, encaminhados, tanto quanto nos pretendemos educar-nos, e encaminhar-nos para o progresso. Então temos a religião da Umbanda,que vem como uma organização dos espíritos, recentemente, porque quatro séculos significam um tempo curto nos caminhos da eternidade. Recentemente trazidos para oBrasil eles se organizaram agora, seja numa condição ou noutra. Nós, no Brasil, não conseguimos pensar em termos de cor. Nós todos somos irmãos. De modo que eles organizaram uma religião sumamente respeitada também. Eles também veneram a Deus,com outros nomes. Veneram os emissários de Deus, com outros nomes. Respeitamos todos e acreditamos que em toda parte onde o nome de Deus é pronunciado, o bem pode sefazer.
Chico Xavier também deu uma entrevista para a revista "Seleções de Umbanda",jornalista Alcione Reis, com a presença do querido irmão Umbandista e Sacerdote Omolubá:
Seleções de Umbanda: A seu ver como sente a Umbanda atual?
Chico Xavier: Eu sempre compreendi a Umbanda como uma comunidade de corações profundamente veiculados a caridade com a benção de Jesus Cristo e nesta base eu sempre devotei ao movimento umbandista no Brasil o máximo de respeito e a maior admiração.
PRETO-VELHO FALA COM KARDEC
Para uma reflexão mais abrangente, colocamos abaixo o texto encontrado no blog denosso irmão umbandista "Mestre Azul":
"PRETO VELHO FALA COM KARDEC"
Pouca gente sabe, mas numa das reuniões realizadas na Sociedade Parisiense deEstudos Espíritas, Allan Kardec evocou um Espírito que, segundo as terminologias da cultura brasileira, poderia ser classificado como um "preto velho". Esse encontro,narrado pelo próprio Kardec nas páginas da sua histórica "Revista Espírita" (RevueSpirite), de junho de 1859, aconteceu na reunião do dia 25 de março daquele mesmoano.
Pai César - este o nome do Espírito comunicante - havia desencarnado em 8 defevereiro também de 1859 com 138 anos de idade - segundo davam conta as notícias daépoca -, fato este que certamente chamou a atenção do Codificador, que logo se interessou em obter, da Espiritualidade, mais informações sobre o falecido, que havia encerrado a sua existência física perto de Covington, nos Estados Unidos.Pai César havia nascido na África e tinha sido levado para a Louisiana quando tinhaapenas 15 anos.Antes de iniciar a sessão em que se faria presente Pai César, Allan Kardec indagouao Espírito São Luís, que coordenava o trabalho, se haveria algum impedimento emevocar aquele companheiro recém-chegado ao Plano Espiritual. Ao que respondeu São Luís que não, prontificando-se, inclusive, a prestar auxílio no intercâmbio. E assim se fez. A comunicação, contudo, mal iniciada, já conclamou os participantesdo grupo a muitas reflexões. Na sua mensagem, Pai César desabafou, expondo a todos as mágoas guardadas em seu coração, fruto dos sofrimentos por que passara na Terra em função do preconceito que naqueles dias graçava em ainda maior escala do que hoje. E tamanhas eram as feridas que trazia no peito que chegou a dizer a Kardec que não gostaria de voltar à Terra novamente como negro, estaria assim, no seu entendimento, fugindo da maldade, fruto da ignorância humana. Quando indagado também sobre sua idade, se tinha vivido mesmo 138 anos, Pai César disse não ter certeza,fato compreensível, como esclarece o Codificador, visto que os negros não possuíam naqueles tempos registro civil de nascimento, sobretudo os oriundos da África, pelo que só poderiam ter uma noção aproximada da sua idade real.A comunicação de Pai César certamente ajudou Kardec, em muito, a reforçar as suas teses contra o preconceito, o mesmo preconceito que o levou a fazer, dois anos depois, nas páginas da mesma "Revista Espírita", em outubro de 1861, a declaração a seguir, na qual deixou patente o papel que o Espiritismo teria no processo evolutivo da Humanidade, ajudando a pôr fim na escuridão que ainda subjuga mentes e corações: "O Espiritismo, restituindo ao espírito o seu verdadeiro papel na criação,constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais só o orgulho fundou as castas e os estúpidos preconceitosde cor." A fonte deste texto está no site: http://mestreazul.blogspot.com/2008/05/umbanda-preto-velho-kardec.html do irmão Mestre Azul que cita uma outra fonte: SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES ed. nº 2090 (19/04/2008)Este diálogo pode ser confirmado no livro "Tesouros da Revista Espírita de AllanKardec", Ed. FEESP, 2008, pp.101- 102 e abaixo coloco apenas um fragmento do textooriginal:
Kardec: Em que o senhor utiliza seu tempo, agora?
Pai César: Procuro me esclarecer e pensar em que corpo seria melhor eu nascer de novo. Kardec: Quando estava vivo, o que achava dos brancos?
Pai César: Achava que eram bons, mas tinham orgulho de uma brancura que não é mérito deles Kardec: O senhor disse que estava procurando um corpo para reencarnar; vai escolher um corpo branco ou negro?
Pai César: Branco, porque o desprezo das pessoas me faz sofrer [...]
PRETO-VELHO NA UMBANDA
Salvo estar totalmente enganado, Divaldo e Chico tem posicionamento diferente com relação ao "preto-velho" e Kardec não encontrou nenhum entrave em estabelecer comunicação com o espírito de um ex-escravo, "Pai César". Não vamos fazer juízo de valor, nem questionar a postura kardecista, mas, enquanto umbandista, quero esclarecer a condição espiritual daquele que se apresenta como"preto-velho" na Umbanda, que tem orgulho de sua condição e que não mais é atingido pelas injúrias da carne.Para tal invoco os fatos registrados no dia 15 de Novembro de 1908, quando Zélio deMoraes, participando de uma sessão kardecista presenciou espíritos de ex-escravos,negros, "pretos-velhos", serem "convidados a se retirar" de tal sessão. Zélio incorpora uma entidade que pergunta: "Porque expulsam estes humildes?" em seguida explica que foi Frei Gabriel de Malagrida, no entanto também havia sido um índio brasileiro e era como índio que se apresentaria em uma nova religião, a Umbanda,assumindo o nome de Caboclo das Sete Encruzilhadas.Sei que muitos estão cansados de ouvir a história do Caboclo das Sete Encruzilhadas,no entanto as palavras diretas deste caboclo não deixam duvidas, de que se manifesta como índio por que quer, vem como caboclo por opção e não por falta de opção.Da mesma forma os "pretos-velhos" da Umbanda, se manifestam de tal forma por opção,muitos nem foram negros e nem velhos na ultima encarnação, muito menos escravos. A identidade "preto-velho" é uma forma de manifestação, é um grau ou se preferir algo como uma "patente". É também uma homenagem a tantos espíritos iluminados e missionários que encarnaram como escravos negros, apenas para orientar a nós outros que convivemos com eles naquele tempo.Por fim, devemos esclarecer que "pretos-velhos" se manifestam em falanges, vários espíritos assumem um mesmo nome e uma mesma forma plasmada, o que caracteriza a organização astral de suas atividades, em uma hierarquia que responde a um irmão mais velho - um hierarca, "dono do nome" - que foi ou assumiu para si o nome de Pai João, Mãe Maria e outros.A opção de se manifestar como um "negro-escravo" que é o "preto velho" causa deforma automática um impacto doutrinário, que nos faz entrar em reflexões de autoanálise com relação a nossos valores de credo e raça. E implicada um questionamento de "quem somos nós?" para reclamar de tantas coisas pequenas em nossa vida para alguém que sofreu no cativeiro. "Preto velho" é uma"roupagem", uma forma plasmada opcional e se bebem ou fumam é por manipular estes elementos, na Umbanda que é mágica, nunca por vício ou apego. Os textos desta página foram organizados e comentados por Alexandre Cumino. Contatos: alexandrecumino@uol.com.br
Caso retransmita o texto por favor mantenha a autoria e a origem do texto.
"Umbanda é Religião, portanto só pode fazer o BEM !!!"
Alexandre Cumino
Por Alexandre Cuminoalexandrecumino@uol.com.br
O objetivo desta matéria é observar diferentes pontos de vista sobre o"preto-velho" no Espiritismo(aqui chamado popularmente de "Kardecismo")para uma reflexão umbandista sobre tais conceitos.
Muitos de nós, umbandistas, temos amigos e parentes kardecistas e passamos "saiasjustas" quando não paramos para pensar nestas questões antes que elas venham à tona, no que diz respeito a "evolução" dos espíritos que trabalham na Umbanda.
DIVALDO E OS PRETOS-VELHOS
Abaixo vemos algumas linhas do irmão Divaldo Pereira Franco, que é muito respeitadono meio kardecista, portanto formador de opinião, também nós o respeitamos e admiramos seu esforço, trabalho e dedicação a obra espírita de Allan Kardec no planomaterial.
"Na cultura brasileira, remanescente do africanismo, há uma postura muitopieguista, que é a do preto-velho.E muitas pessoas acham que é sintoma de boa mediunidade ser instrumento de preto-velho.Quando lhes explicamos que não há pretos-velhos, nem "brancos-velhos" (?!), que todos são Espíritos, ficam muito magoadas, dizendo que nós, espíritas, não gostamos de pretos-velhos.E lhes explicamos que não é o gostar ou não gostar.Se tivessem lido em O Livro dos Médiuns, O Laboratório do Mundo Espiritual, saberiam que se a entidade mantém determinadas características do mundo físico, é porque se trata de um ser atrasado.Imagine o Espírito que manquejava na Terra, porque teve uma perna amputada, ter de aparecer somente com a perna amputada.Ele pode aparecer conforme queira, para fazer-se identificar, não que seja o seu estado espiritual.Quando, ao retornar à Pátria da Verdade, com os conhecimentos das suas múltiplasreencarnações anteriores, pode apresentar-se conforme lhe aprouver.
Então, a questão do preto velho é um fenômeno de natureza animista africanista, de natureza piegas.Porque nós achamos que o fato de ter sido preto e velho, tem que ser Espírito bom,e não é.Pois houve muito preto velho escravo que era mau, tão cruel quanto o branco,insidioso e venal.E também houve e há muito branco velho que é venal, é indigno e corrompido.
O fato de ter sido branco ou preto não quer dizer que seja um Espírito bom.
Cabe ao médium ter cuidado com esses atavismos,e quando esses Espíritos vierem falando errado,ou mantendo os cacoetes característicos das reencarnações passadas,aclarar-lhes quanto à desnecessidade disso". [...]
Encontramos este "fragmento de texto" ou "recorte", acima, nos sites: www.abadeesp.hpg.ig.com.br/requisitosmediuni.htm
Como parte de um texto intitulado "Requisitos para Educar a Mediunidade" por DivaldoPereira Franco.
No site:www.scribd.com/doc/6670433/Divaldo-Franco-mEdiuns-e-Mediunidade
encontramos o mesmo texto como a segunda parte de uma apostila, 10 páginas, intitulada "Médiuns eMediunidade". Esta postura e ponto de vista de Divaldo Pereira Franco também pode ser observada nosite: http://www.youtube.com/watch?v=jiSlMMCtSlE
Conferido na data de 02/04/2009 onde podemos ouvir a seguinte gravação: "O Espírito que se apresenta para o grupo como preto-velho ou preta-velha e se diz orientador de sofredores e amigo ou amiga do grupo pode ser levado a sério? Não pode.Esse espírito pode ser muito bom, mas é muito ignorante.E a nossa tarefa é retirar a ignorância, os amigos notem bem, porque que ele tem queser um "preto-velho"?"Ah! Eu sou um Preto-velho!" Dr. Bezerra é velho, mas não é um "branco-velho",notem uma discriminação, está no nosso inconsciente discriminar. "Ah! Eu sou um "preto-velho".- Não meu irmão, você foi, você agora não tem cor, você superou, esta encarnaçãofoi muito benéfica para você, desenvolveu sua humildade, mas você agora, note vocêé um espírito! Espírito não tem cor! Você pode reassumir outras reencarnações, entãotire de sua mente esta sua condição de escravo". [...]
Vejamos agora a postura de Chico Xavier:
CHICO XAVIER E OS PRETOS-VELHOS
Chico Xavier também foi questionado sobre "Preto-velho" no programa Pinga Fogo, ondefoi entrevistado, em 28 de Julho de 1971 na extinta TV Tupi:
Reali Júnior - O senhor acha que os espíritos que se manifestam nos Terreiros deUmbanda, dizendo-se guias de cura, pretos velhos, índios, caboclos, são espíritosevoluídos? Como explica as curas conseguidas por muita gente conhecida, emterreiros? Será que o mal, pode apresentar-se através do bem, ou então tomando a suaforma?
Chico Xavier - Nós respeitamos a religião de Umbanda, como devemos respeitar todas as religiões. Vamos recorrer aos casos das leis cármicas. Nos séculos passados, nos três, quatro séculos passados, nós - vamos dizer coletivamente - não estamos falando do ponto de vista individual, mas na condição de brasileiros, buscamos no berço onde nasceram milhões de irmãos nossos reencarnados nas plagas africanas para que eles servissem nas nossas casas, nas nossas famílias, instituições e organizações, na condição de alimárias. Eles se incorporaram, depois de desencarnados, às nossas famílias. Eles renasceram de nosso próprio sangue, nas condições de nossos irmãos para receberem, de nossa parte, uma compensação que é a compensação chamada do amor,para que eles sejam devidamente educados, encaminhados, tanto quanto nos pretendemos educar-nos, e encaminhar-nos para o progresso. Então temos a religião da Umbanda,que vem como uma organização dos espíritos, recentemente, porque quatro séculos significam um tempo curto nos caminhos da eternidade. Recentemente trazidos para oBrasil eles se organizaram agora, seja numa condição ou noutra. Nós, no Brasil, não conseguimos pensar em termos de cor. Nós todos somos irmãos. De modo que eles organizaram uma religião sumamente respeitada também. Eles também veneram a Deus,com outros nomes. Veneram os emissários de Deus, com outros nomes. Respeitamos todos e acreditamos que em toda parte onde o nome de Deus é pronunciado, o bem pode sefazer.
Chico Xavier também deu uma entrevista para a revista "Seleções de Umbanda",jornalista Alcione Reis, com a presença do querido irmão Umbandista e Sacerdote Omolubá:
Seleções de Umbanda: A seu ver como sente a Umbanda atual?
Chico Xavier: Eu sempre compreendi a Umbanda como uma comunidade de corações profundamente veiculados a caridade com a benção de Jesus Cristo e nesta base eu sempre devotei ao movimento umbandista no Brasil o máximo de respeito e a maior admiração.
PRETO-VELHO FALA COM KARDEC
Para uma reflexão mais abrangente, colocamos abaixo o texto encontrado no blog denosso irmão umbandista "Mestre Azul":
"PRETO VELHO FALA COM KARDEC"
Pouca gente sabe, mas numa das reuniões realizadas na Sociedade Parisiense deEstudos Espíritas, Allan Kardec evocou um Espírito que, segundo as terminologias da cultura brasileira, poderia ser classificado como um "preto velho". Esse encontro,narrado pelo próprio Kardec nas páginas da sua histórica "Revista Espírita" (RevueSpirite), de junho de 1859, aconteceu na reunião do dia 25 de março daquele mesmoano.
Pai César - este o nome do Espírito comunicante - havia desencarnado em 8 defevereiro também de 1859 com 138 anos de idade - segundo davam conta as notícias daépoca -, fato este que certamente chamou a atenção do Codificador, que logo se interessou em obter, da Espiritualidade, mais informações sobre o falecido, que havia encerrado a sua existência física perto de Covington, nos Estados Unidos.Pai César havia nascido na África e tinha sido levado para a Louisiana quando tinhaapenas 15 anos.Antes de iniciar a sessão em que se faria presente Pai César, Allan Kardec indagouao Espírito São Luís, que coordenava o trabalho, se haveria algum impedimento emevocar aquele companheiro recém-chegado ao Plano Espiritual. Ao que respondeu São Luís que não, prontificando-se, inclusive, a prestar auxílio no intercâmbio. E assim se fez. A comunicação, contudo, mal iniciada, já conclamou os participantesdo grupo a muitas reflexões. Na sua mensagem, Pai César desabafou, expondo a todos as mágoas guardadas em seu coração, fruto dos sofrimentos por que passara na Terra em função do preconceito que naqueles dias graçava em ainda maior escala do que hoje. E tamanhas eram as feridas que trazia no peito que chegou a dizer a Kardec que não gostaria de voltar à Terra novamente como negro, estaria assim, no seu entendimento, fugindo da maldade, fruto da ignorância humana. Quando indagado também sobre sua idade, se tinha vivido mesmo 138 anos, Pai César disse não ter certeza,fato compreensível, como esclarece o Codificador, visto que os negros não possuíam naqueles tempos registro civil de nascimento, sobretudo os oriundos da África, pelo que só poderiam ter uma noção aproximada da sua idade real.A comunicação de Pai César certamente ajudou Kardec, em muito, a reforçar as suas teses contra o preconceito, o mesmo preconceito que o levou a fazer, dois anos depois, nas páginas da mesma "Revista Espírita", em outubro de 1861, a declaração a seguir, na qual deixou patente o papel que o Espiritismo teria no processo evolutivo da Humanidade, ajudando a pôr fim na escuridão que ainda subjuga mentes e corações: "O Espiritismo, restituindo ao espírito o seu verdadeiro papel na criação,constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais só o orgulho fundou as castas e os estúpidos preconceitosde cor." A fonte deste texto está no site: http://mestreazul.blogspot.com/2008/05/umbanda-preto-velho-kardec.html do irmão Mestre Azul que cita uma outra fonte: SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES ed. nº 2090 (19/04/2008)Este diálogo pode ser confirmado no livro "Tesouros da Revista Espírita de AllanKardec", Ed. FEESP, 2008, pp.101- 102 e abaixo coloco apenas um fragmento do textooriginal:
Kardec: Em que o senhor utiliza seu tempo, agora?
Pai César: Procuro me esclarecer e pensar em que corpo seria melhor eu nascer de novo. Kardec: Quando estava vivo, o que achava dos brancos?
Pai César: Achava que eram bons, mas tinham orgulho de uma brancura que não é mérito deles Kardec: O senhor disse que estava procurando um corpo para reencarnar; vai escolher um corpo branco ou negro?
Pai César: Branco, porque o desprezo das pessoas me faz sofrer [...]
PRETO-VELHO NA UMBANDA
Salvo estar totalmente enganado, Divaldo e Chico tem posicionamento diferente com relação ao "preto-velho" e Kardec não encontrou nenhum entrave em estabelecer comunicação com o espírito de um ex-escravo, "Pai César". Não vamos fazer juízo de valor, nem questionar a postura kardecista, mas, enquanto umbandista, quero esclarecer a condição espiritual daquele que se apresenta como"preto-velho" na Umbanda, que tem orgulho de sua condição e que não mais é atingido pelas injúrias da carne.Para tal invoco os fatos registrados no dia 15 de Novembro de 1908, quando Zélio deMoraes, participando de uma sessão kardecista presenciou espíritos de ex-escravos,negros, "pretos-velhos", serem "convidados a se retirar" de tal sessão. Zélio incorpora uma entidade que pergunta: "Porque expulsam estes humildes?" em seguida explica que foi Frei Gabriel de Malagrida, no entanto também havia sido um índio brasileiro e era como índio que se apresentaria em uma nova religião, a Umbanda,assumindo o nome de Caboclo das Sete Encruzilhadas.Sei que muitos estão cansados de ouvir a história do Caboclo das Sete Encruzilhadas,no entanto as palavras diretas deste caboclo não deixam duvidas, de que se manifesta como índio por que quer, vem como caboclo por opção e não por falta de opção.Da mesma forma os "pretos-velhos" da Umbanda, se manifestam de tal forma por opção,muitos nem foram negros e nem velhos na ultima encarnação, muito menos escravos. A identidade "preto-velho" é uma forma de manifestação, é um grau ou se preferir algo como uma "patente". É também uma homenagem a tantos espíritos iluminados e missionários que encarnaram como escravos negros, apenas para orientar a nós outros que convivemos com eles naquele tempo.Por fim, devemos esclarecer que "pretos-velhos" se manifestam em falanges, vários espíritos assumem um mesmo nome e uma mesma forma plasmada, o que caracteriza a organização astral de suas atividades, em uma hierarquia que responde a um irmão mais velho - um hierarca, "dono do nome" - que foi ou assumiu para si o nome de Pai João, Mãe Maria e outros.A opção de se manifestar como um "negro-escravo" que é o "preto velho" causa deforma automática um impacto doutrinário, que nos faz entrar em reflexões de autoanálise com relação a nossos valores de credo e raça. E implicada um questionamento de "quem somos nós?" para reclamar de tantas coisas pequenas em nossa vida para alguém que sofreu no cativeiro. "Preto velho" é uma"roupagem", uma forma plasmada opcional e se bebem ou fumam é por manipular estes elementos, na Umbanda que é mágica, nunca por vício ou apego. Os textos desta página foram organizados e comentados por Alexandre Cumino. Contatos: alexandrecumino@uol.com.br
Caso retransmita o texto por favor mantenha a autoria e a origem do texto.
"Umbanda é Religião, portanto só pode fazer o BEM !!!"
Alexandre Cumino
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Os perigos e conseqüências da mediunidade mal orientada.

A falta de doutrina e de comprometimento que existe, em muitas casas espiritualistas, coloca em risco a saúde física e psicológica dos médiuns.
Para se ter idéia, há casas que iniciam qualquer pessoa que tenha vontade em trabalhos de desenvolvimento mediúnico de incorporação.
E as pessoas que começam a frequentar os trabalhos, por não terem a menor noção do que é certo ou errado, se submetem.
Na verdade, existem casos em que a mediunidade de incorporação nunca vai se manifestar porque o médium deverá desenvolver outras formas de mediunidade.
Consequentemente, tentando fazer incorporar quem não deve, surgem atrapalhações de toda ordem.
A mediunidade deve ser desenvolvida de forma progressiva e individualizada, e o bom desenvolvimento do corpo mediúnico depende muito da firmeza e da competência do chefe encarnado do grupo e do espírito dirigente dos trabalhos.
Na Terra, a esfera material das diversas formas de religião é conduzida pelos encarnados, o que inclui a organização das casas, a orientação das pessoas e até a redação dos textos que explicam os fenômenos espirituais.
É justamente por se tratar de “coisa de humanos” que a religião muitas vezes é deturpada.
Se os espíritos de luz pudessem atuar sozinhos, várias situações inoportunas deixariam de acontecer.
Mas os trabalhos religiosos na Terra precisam da união do plano físico e do espiritual.
Sem o fluido animal dos médiuns, não é possível para os espíritos atuar em nosso nível vibratório.. Daí a grande importância dos médiuns e também da assistência nos trabalhos religiosos.
Quando um dirigente religioso, independente da linha em que trabalhe, se deixa envolver pelo ego, passa a acreditar que é dono-da-verdade e, o que é ainda pior, que é dono das pessoas sua mente se fecha para as orientações do plano espiritual que deveriam orientar sua conduta, porque sua vontade passa a ser mais importante.
Quando o chefe dos trabalhos “se perde”, os espíritos não compactuam com os erros cometidos, mas respeitam o livre-arbítrio de todos. Ficam à parte, aguardando que a situação se modifique para novamente poderem trabalhar com seus médiuns.
As pessoas não ficam desamparadas, mas os espíritos não compactuam com o ego. Há trabalhos que, irresponsavelmente, surgem em função da vontade que têm algumas pessoas de dirigirem grupos. Se uma pessoa resolve iniciar uma sessão, a responsabilidade é dela. Os seus protetores não vão puni-la por isso, mas toda a carga que surge em função dos trabalhos vai ser também responsabilidade dela.
Surgem, em função disso, muitas complicações, para quem dirige e para quem é dirigido. Portanto, não bastando atrapalhar a si mesmo, o chefe deverá arcar com as consequencias do que provoca para o corpo mediúnico de sua casa.
O mesmo vale para quem decide que vai prestar “atendimentos espirituais” ou outros tipos de “trabalho” relacionados, sem as devidas proteções que só uma casa, com os devidos calços, pode ter.
Toda aplicação do dom mediúnico deve estar sobre a proteção de uma corrente espiritual e de uma chefia realmente capacitada.
Infelizmente, em muitas casas sem boa direção espiritual, exerce-se o hábito de desenvolver a mediunidade em pessoas obsediadas, causando-lhes desequilíbrios ainda piores do que a própria obsessão.
São pessoas que, estando claramente doentes, são levadas a abrirem seus canais de mediunidade, irresponsavelmente, a fim de supostamente se curarem.
A pessoa perturbada chega nos trabalhos e é aconselhada a desenvolver… porque tem mediunidade. Deveria procurar entender o que acontece consigo, através da doutrina, e não sair procurando um lugar para “desenvolver” Situações como essa, ocorrem devido ao pouco conhecimento doutrinário dos dirigentes das casas e até dos médiuns que dão consultas, acreditando que estão falando pelos espíritos.
A mediunidade perturbada pela obsessão não merece incentivo.
No aspecto patológico, existem aqueles que, por desequilíbrios neurológicos, se comportam como vítimas de processos obsessivos.
Nestes casos, também é inoportuno o desenvolvimento das faculdades mediúnicas.
Mentores espirituais de casas honestas cuidam de tratar desses processos obsessivos até que os fenômenos cessem, e o enfermo, curado, possa retomar suas atividades normais e, quem sabe, desenvolver sua mediunidade.
Tudo está muito bem, se o médium está preparado, saudável e consciente de que desenvolver a mediunidade é o que realmente deseja e de que realmente precisa.
Por outro lado, se a pessoa está desequilibrada, doente, desenvolvendo algo que nem sabe exatamente o que é, possuir um canal aberto será algo muito perigoso.
Em ambos os casos, haverá a possibilidade da comunicação com o mundo dos espíritos, e um médium despreparado não vai saber identificar, nem filtrar,mensagens boas de mensagens oriundas de espíritos obsessores.
Por isso, desenvolver a mediunidade em quem não está preparado permite que as obsessões se manifestam pelo canal mediúnico que foi aberto, ocasionando demências em diferentes graus.
A mediunidade não é causadora da enfermidade ou da loucura. É o seu desenvolvimento indevido que permite que um espírito obsessor dela se utilize para instalar, na mente de sua vítima, a enfermidade mental.
Pensar na mediunidade como causa desses distúrbios seria o mesmo que culpar a porta de uma casa pela entrada do ladrão. A porta foi somente o meio ou a via de acesso utilizada para a realização do furto, por negligência e desatenção do dono da casa.
Precisamos também conhecer a fadiga mediúnica. O exercício da mediunidade provoca perda de fluidos vitais do corpo do médium e tende a esgotar os seus campos energéticos. Por isso os dirigentes capacitados dedicam especial atenção e cuidado para com os médiuns iniciantes.
É comum encontrar médiuns desequilibrados, atuando em grupos espiritualistas, onde incluem-se até mesmo os brandos trabalhos de mesa kardecistas.
Em alguns casos, o descontrole psíquico pode levar o indivíduo à loucura,principalmente no caso das pessoas predispostas ao desequilíbrio.
Convém que o dirigente espiritual esteja atento à conduta dos médiuns, para perceber indícios de anormalidade.
Mediunidade é uma atividade psíquica séria, e a ela só devem se dedicar pessoas que se disponham a ter conduta religiosa, ou seja, uma moral sadia e hábitos disciplinados.
A prática da mediunidade em obsediados é capaz de produzir a loucura.
A irresponsabilidade e incompetência de dirigentes nos critérios de admissão e instrução de seus trabalhadores pode culminar em demência. Basta imaginar a situação em que uma pessoa obsediada é submetida a entidades hipócritas.
É fácil imaginar que se estabelecerá um processo de fascinação que pode culminar em demência.
Lembremos que a humildade, a dedicação, a paciência e a renúncia são os caminhos do crescimento mediúnico.
O orgulho e os maus espíritos são seus obstáculos.
A mediunidade, assim como todos os dons, possui dois lados.
Se, por um lado, é fonte de abençoadas alegrias; por outro, pode ser também de profundas decepções.
Mas isso nunca deve ser motivo para que alguém desista de desenvolver a sua mediunidade, de cumprir a sua missão, pois ela é simples e gratificante na vida das pessoas que a abraçam como missão de serviço nas legiões do Grande
Pai Oxalá.
*Por Jorge Menezes*
Para se ter idéia, há casas que iniciam qualquer pessoa que tenha vontade em trabalhos de desenvolvimento mediúnico de incorporação.
E as pessoas que começam a frequentar os trabalhos, por não terem a menor noção do que é certo ou errado, se submetem.
Na verdade, existem casos em que a mediunidade de incorporação nunca vai se manifestar porque o médium deverá desenvolver outras formas de mediunidade.
Consequentemente, tentando fazer incorporar quem não deve, surgem atrapalhações de toda ordem.
A mediunidade deve ser desenvolvida de forma progressiva e individualizada, e o bom desenvolvimento do corpo mediúnico depende muito da firmeza e da competência do chefe encarnado do grupo e do espírito dirigente dos trabalhos.
Na Terra, a esfera material das diversas formas de religião é conduzida pelos encarnados, o que inclui a organização das casas, a orientação das pessoas e até a redação dos textos que explicam os fenômenos espirituais.
É justamente por se tratar de “coisa de humanos” que a religião muitas vezes é deturpada.
Se os espíritos de luz pudessem atuar sozinhos, várias situações inoportunas deixariam de acontecer.
Mas os trabalhos religiosos na Terra precisam da união do plano físico e do espiritual.
Sem o fluido animal dos médiuns, não é possível para os espíritos atuar em nosso nível vibratório.. Daí a grande importância dos médiuns e também da assistência nos trabalhos religiosos.
Quando um dirigente religioso, independente da linha em que trabalhe, se deixa envolver pelo ego, passa a acreditar que é dono-da-verdade e, o que é ainda pior, que é dono das pessoas sua mente se fecha para as orientações do plano espiritual que deveriam orientar sua conduta, porque sua vontade passa a ser mais importante.
Quando o chefe dos trabalhos “se perde”, os espíritos não compactuam com os erros cometidos, mas respeitam o livre-arbítrio de todos. Ficam à parte, aguardando que a situação se modifique para novamente poderem trabalhar com seus médiuns.
As pessoas não ficam desamparadas, mas os espíritos não compactuam com o ego. Há trabalhos que, irresponsavelmente, surgem em função da vontade que têm algumas pessoas de dirigirem grupos. Se uma pessoa resolve iniciar uma sessão, a responsabilidade é dela. Os seus protetores não vão puni-la por isso, mas toda a carga que surge em função dos trabalhos vai ser também responsabilidade dela.
Surgem, em função disso, muitas complicações, para quem dirige e para quem é dirigido. Portanto, não bastando atrapalhar a si mesmo, o chefe deverá arcar com as consequencias do que provoca para o corpo mediúnico de sua casa.
O mesmo vale para quem decide que vai prestar “atendimentos espirituais” ou outros tipos de “trabalho” relacionados, sem as devidas proteções que só uma casa, com os devidos calços, pode ter.
Toda aplicação do dom mediúnico deve estar sobre a proteção de uma corrente espiritual e de uma chefia realmente capacitada.
Infelizmente, em muitas casas sem boa direção espiritual, exerce-se o hábito de desenvolver a mediunidade em pessoas obsediadas, causando-lhes desequilíbrios ainda piores do que a própria obsessão.
São pessoas que, estando claramente doentes, são levadas a abrirem seus canais de mediunidade, irresponsavelmente, a fim de supostamente se curarem.
A pessoa perturbada chega nos trabalhos e é aconselhada a desenvolver… porque tem mediunidade. Deveria procurar entender o que acontece consigo, através da doutrina, e não sair procurando um lugar para “desenvolver” Situações como essa, ocorrem devido ao pouco conhecimento doutrinário dos dirigentes das casas e até dos médiuns que dão consultas, acreditando que estão falando pelos espíritos.
A mediunidade perturbada pela obsessão não merece incentivo.
No aspecto patológico, existem aqueles que, por desequilíbrios neurológicos, se comportam como vítimas de processos obsessivos.
Nestes casos, também é inoportuno o desenvolvimento das faculdades mediúnicas.
Mentores espirituais de casas honestas cuidam de tratar desses processos obsessivos até que os fenômenos cessem, e o enfermo, curado, possa retomar suas atividades normais e, quem sabe, desenvolver sua mediunidade.
Tudo está muito bem, se o médium está preparado, saudável e consciente de que desenvolver a mediunidade é o que realmente deseja e de que realmente precisa.
Por outro lado, se a pessoa está desequilibrada, doente, desenvolvendo algo que nem sabe exatamente o que é, possuir um canal aberto será algo muito perigoso.
Em ambos os casos, haverá a possibilidade da comunicação com o mundo dos espíritos, e um médium despreparado não vai saber identificar, nem filtrar,mensagens boas de mensagens oriundas de espíritos obsessores.
Por isso, desenvolver a mediunidade em quem não está preparado permite que as obsessões se manifestam pelo canal mediúnico que foi aberto, ocasionando demências em diferentes graus.
A mediunidade não é causadora da enfermidade ou da loucura. É o seu desenvolvimento indevido que permite que um espírito obsessor dela se utilize para instalar, na mente de sua vítima, a enfermidade mental.
Pensar na mediunidade como causa desses distúrbios seria o mesmo que culpar a porta de uma casa pela entrada do ladrão. A porta foi somente o meio ou a via de acesso utilizada para a realização do furto, por negligência e desatenção do dono da casa.
Precisamos também conhecer a fadiga mediúnica. O exercício da mediunidade provoca perda de fluidos vitais do corpo do médium e tende a esgotar os seus campos energéticos. Por isso os dirigentes capacitados dedicam especial atenção e cuidado para com os médiuns iniciantes.
É comum encontrar médiuns desequilibrados, atuando em grupos espiritualistas, onde incluem-se até mesmo os brandos trabalhos de mesa kardecistas.
Em alguns casos, o descontrole psíquico pode levar o indivíduo à loucura,principalmente no caso das pessoas predispostas ao desequilíbrio.
Convém que o dirigente espiritual esteja atento à conduta dos médiuns, para perceber indícios de anormalidade.
Mediunidade é uma atividade psíquica séria, e a ela só devem se dedicar pessoas que se disponham a ter conduta religiosa, ou seja, uma moral sadia e hábitos disciplinados.
A prática da mediunidade em obsediados é capaz de produzir a loucura.
A irresponsabilidade e incompetência de dirigentes nos critérios de admissão e instrução de seus trabalhadores pode culminar em demência. Basta imaginar a situação em que uma pessoa obsediada é submetida a entidades hipócritas.
É fácil imaginar que se estabelecerá um processo de fascinação que pode culminar em demência.
Lembremos que a humildade, a dedicação, a paciência e a renúncia são os caminhos do crescimento mediúnico.
O orgulho e os maus espíritos são seus obstáculos.
A mediunidade, assim como todos os dons, possui dois lados.
Se, por um lado, é fonte de abençoadas alegrias; por outro, pode ser também de profundas decepções.
Mas isso nunca deve ser motivo para que alguém desista de desenvolver a sua mediunidade, de cumprir a sua missão, pois ela é simples e gratificante na vida das pessoas que a abraçam como missão de serviço nas legiões do Grande
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Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguem reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento..."
Joaozinho
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Joaozinho
paijoaozinho@terreirodavobenedita.com















































