Horários De Atendimento

Segundas - 20 Hs - Mãe Claudete e Pai Joãozinho.
Quartas - 20 Hs - Mãe Marta e Pai Ney.
Sextas --- 20 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.
Sábados - 19 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.


Endereço - Rua Meciaçu 145 Vila Ipê - Campinas SP.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A Umbanda do Terreiro da Vò Benedita...

Nossa Umbanda não é adivinhação e troca de coisas por conseguir objetivos mais fáceis.

Mas sim a psicologia do Preto Velho e a verdadeira caridade do Umbandista...

Nossa Umbanda não é a arrogância do Pai de Santo que se acha o “Santo”.

Mas sim um terreiro onde todos são iguais, pois senão fosse assim, estaríamos indo contra uma lei básica da Umbanda, Todos Somos Iguais...

Nossa Umbanda não é a Arrogância ou a soberba dos que “sabem tudo” e “tudo podem”.

Mas sim a Humildade, amizade a carinho que temos uns pelos outros...

Nossa Umbanda não pede dinheiro para resolver nada.

Mas sim a caridade e vontade que temos de ajudar...

Nossa Umbanda não pede nada em troca nem mesmo um “Obrigado”.

Mas sim, nos deitamos em paz em nossas camas com o sentimento de dever cumprido...

Nossa Umbanda não vive de magias ou mandingas.

Mas sim de pensar no melhor caminho para solucionar os problemas...

Nossa Umbanda não é um terreiro onde os filhos ficam em posição de Soldados.

Mas sim com alegria, pois essa é nossa maior força, nossa Alegria e União.

Nossa Umbanda não demanda com ninguém...

Mas sim quebramos demandas com essa Alegria de ser Umbandista.

Para alguns nossa Umbanda é bagunçada e desorganizada...

Para Nós ela é alegria é vida é renovação é aprendizado a cada dia.

Na ,nNossa Umbanda todos estão em desenvolvimento, pois a vida toda é um desenvolvimento.

Nossa Umbanda é Humildade e não Humilhação (Vò Benedita)

Para os que acham que nosso terreiro é uma Bagunça, façam sua Umbanda...

Pois a Nossa é Alegria!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

João Carlos Galerani Junior





Ao Velho Pai Jaú, por seu Dia de Glória

Guarulhos/SP - 27 de maio de 1984 - domingo de sol brilhante em praça de esportes apinhada de amigos e companheiros de ontem, hoje e sempre, todos ávidos por abraçar aquela figura simples e humilde, que irradia amor e respeito. A gratidão dos ali presentes se manifesta no riso e nas lágrimas, no abraço fraterno e nas reminiscências.

Uma partida de futebol em sua homenagem, à volta, em torno do gramado sob aplausos comovidos, pois presente estava, bem junto de nós, aquele garoto que confortou e cuidou dos hansenianos, que transmitiu aos seus contemporâneos de outrora a palavra de incentivo à prática esportiva, formadora de homens de corpo e mente sãos, haja vista que, com seu comportamento digno, fazia chegar às consciências os exemplos de uma vida sem mácula, dedicada ao trabalho e ao auxílio fraterno a quantos o procuravam; muita caridade, muita fé e trabalho, sem esmorecimento e sempre olhando para frente. Ali presente; o menino da várzea, o rapaz de campo do matadouro, onde fundou seu primeiro clube esportivo no município; o homem que capitaneou e honrou as cores da camisa do selecionado brasileiro de futebol; o Babalorixá que durante todos esses anos vem praticando e prestando a caridade a todos os irmãos em humanidade, e que no passado a incom­preensão e a perseguição inquisitorial algum dia afastou por breves anos daquele município.

Mas, alguns anos são nada diante da eternidade e, neste domingo de sol e reconhecimento do povo, dos amigos e das autoridades ao nosso venerado Pai Jaú, sentia-se nele felicidade e o prazer ao correr a vista à sua volta e rever o cenário, algo modificado pelo tempo e pelo progresso, todavia, aqueles mesmos locais, os companheiros já também encanecidos pelo tempo, e divisava-se em cada rosto a alegria festiva de rever, naquele homem simples e bom, a árvore frondosa de uma existência digna, exemplo vivo do cidadão eterno, quer em sua vida particular, quer na sua vida pública, mais ainda com o emérito sacerdote de uma Umbanda que a cada dia vê crescer em número e represen­tatividade. Ainda hoje as suas palavras são de amor e respeito às crianças e aos idosos, de incentivo aos que tempo­rariamente encontram-se no desespero e, primordialmente, de união entre os seus irmãos de fé e para a humanidade, a fim de que cheguemos todos à paz.

"A nós outros, que temos a felicidade e o privilégio de poder compartilhar os passos de Pai Jaú, fica indelevelmente gravado em nossas mentes suas palavras e ações, sua vida, nomes e acontecimen­tos que não caberiam em um único livro, mas o exemplo maior de infinita caridade e amor, distribuídos à mancheias que a nossa pequenez permite apenas e mui palidamente tentar imitar. Que Oxalá o abençoe e guarde hoje e sempre. Sua benção Pai Jaú."

Rui N. Chagas

domingo, 12 de junho de 2011

Tranca Rua das Almas


Tranca ruas das almas (O Guardião dos Caminhos), não é demônio que muitos acreditam que ele seja. Sua atribuição é trancar a evolução dos desqualificados, desequilibrados e desvirtuados espíritos humanos. Não deseja ser amado ou odiado, mas apenas respeitado e compreendido.

Surpreenda-se com esse Mehi Guardião de Mistérios a serviço da Lei Maior!

“O Guardião Tranca Ruas pode ser tudo o que queiram, menos como tentam mostrar: Um demônio. Jamais foi ou é o que este termo deturbado significa na atualidade e nem o aceita como qualificativo das suas atribuições:

Trancar a evolução dos desqualificados, desequilibrados e desvirtuados espíritos humanos. Odeia os que odeiam, sente asco dos blasfemos, nojo dos invejosos, repulsa pelos falsos, ira pelos soberbos e pena dos libidinosos. Saibam que foi um dos Mehis que velaram a descida do “ACH-ME ou MISTÉRIO JESUS CRISTO”.

Assim é TRANCA-RUAS, Mehi por Origem, Natureza e Formação. Não importa a Religião que tens que guardar, pois nela, dela e para ela, Mehi, sempre será.”

Senhor Tranca-Rua das Almas, senhor do Sétimo Grau de Evolução da Lei Maior de Ogum, conhecedor de todas as magias e demandas praticadas por seres sem luz, interceda no caminho de todos os filhos de fé, livrando-os de toda a energia que possa atrapalhar a evolução de todos os seres iluminados; fazei dos pensamentos uma porta fechada para a inveja, discórdia e egoísmo.

Dos sete caminhos por ti ultrapassados, foi na rua que passou a ser dono de direito, abrindo as portas para os espíritos que merecem ajuda e evolução e fechando para os que querem praticar a maldade e a inveja contra seus semelhantes. Fazei dos nossos corações o mais puro que nossos próprios atos; Senhor (Pai) Tranca-Ruas das Almas agradeçemos por tudo que fizeste apren-der nesta vida e em outras que passamos lado a lado, rogo por vós a proteção, para os irmãos de fé, para toda a família e porque não para os inimigos Abençõe a guarde esses filhos que um dia entenderão o verdadeiro sentido da palavra Umbanda.

Muito grande, muito forte, Seu Tranca Ruas vem trazendo a sorte

Salihed, Mehi Mahar Selmi Laresh Lach Me Yê!

Saravá, Senhor Exu Guardião Tranca Ruas!

Saravá, Ogum Sete Lanças da Lei e da Vida!

Saravá Pai Ogum!

Saravá Mãe Iemanjá!

Saravá, Regente Oxalá!

Saravá, Umbanda!!!

Ensinamentos de Exu João Caveira


Estava lá fora, sentada, fumando, quando senti a aproximação de um guia espiritual que me acompanha, o Exu João Caveira.

Nossa conversa, apesar de se estender um pouco, foi bem interessante, discutimos acerca do uso do álcool e do fumo na umbanda, tão mal falado por seguidores de outras religiões e mal explicado por nós, médiuns.

Ele se aproximou de mim e eu disse:

- Salve compadre!

- Salve moça!

- Eu vou comprar o uísque que te prometi, mas gostaria de saber se o senhor vai tomar na garrafa.

- Sim, porquê?

- Hum, porque eu acho que não vão deixar o senhor tomar na garrafa, lá no terreiro, o uso do álcool é controlado.

- Sei disso, mas tomarei na garrafa assim mesmo.

- E como o senhor tem tanta certeza disso?

- Simples, eu sou um Exu guardião, trabalho dentro das leis da umbanda, que provêm do Alto, não bebo por vício ou prazer, se eu quisesse apenas beber, seria mais fácil encostar num médium que estivesse no bar, bebendo, e não num terreiro de umbanda, entende?

- Sim. Já que o senhor está por aqui, poderia me explicar um pouco sobre essa questão do uso do álcool e do fumo na umbanda?

- Posso. O álcool é apenas um extrato da planta, pode ser da cana, da uva entre outras plantas, logo, quando estou com o marafo na mão, estou utilizando o elemento vegetal, porém, tendo em vista que a planta se abastece de água, e é composta por água em seu caule e folhas, o álcool tem uma parte do elemento mineral, sendo assim, quando eu estou com meu marafo, estou manipulando duas energias de elementos distintos da natureza, que se fundem e me dão um resultado, o elemento mineral mesclado com o elemento vegetal. Quando incorporado, bebo o marafo para limpar o médium e alterar o seu estado de consciência, fazendo com que ele fique mais disperso e facilite o meu trabalho, quando sirvo ao consulente, serve para descarrego e também para deixá-lo mais à vontade, sabe, parece que não é fácil conversar com exu, o povo fica tenso, então eu uso dessas propriedades para deixá-lo mais tranqüilo e também serve como um contraste pois eu adentro o “interior” do consulente.

- Legal, e o fumo?

- O fumo é feito de uma combinação de ervas. Claro que hoje em dia eles misturam um monte de porcaria, esses fumos industrializados não são muito fortes porque contem mais agentes químicos do que ervas, por isso que se fuma muito. Para manter o charuto aceso ele forma uma brasa certo?

- Certo.

- Esse é o elemento ígneo, e a fumaça que sai é o elemento eólico. Essa combinação dos três elementos: vegetal, ígneo e eólico ajuda a equilibrar a aura do consulente, envolvendo-a como um manto protetor, e também, dissolvem alguns tipos de larvas astrais, miasmas, entre outras funções.

- Mas e…

- Já sei, vai me perguntar onde está o elemento terra não é?

- Pois é…

- O elemento telúrico esta presente o tempo todo, é o único que o guia não pode ficar sem utilizar em uma sessão. Mesmo em terreiros que não se utilizam de álcool e fumo pois encontraram uma outra alternativa para suprir essas necessidades, veja bem, eles se utilizam de outras alternativas, não porque são mais ou menos evoluídos, apenas trabalham diferente, mas nunca poderão deixar de utilizar o elemento telúrico, que está abaixo dos nossos pés, e isso explica porque não se usam calçados nas giras.

- É verdade.

- A terra é uma ótima condutora de eletricidade, sem perceber, numa combinação de passes, toda a energia é descarregada na terra, mas há também o sentido contrário.

- Como assim?

- Para aquela pessoa que está ansiosa, irritada, o corpo dela está conduzindo eletricidade em demasia, sofrendo diversas descargas elétricas em virtude do desequilíbrio emocional, o passe é dado de forma que essas descargas sejam descarregadas na terra, deixando o consulente mais calmo, tranqüilo e esperançoso. O sentido inverso ocorre quando o consulente está, por exemplo, desanimado, seu corpo produz uma estática, ou seja, há uma ausência total ou quase total de descargas elétricas, dessa forma, é dado um passe ao contrário, ou seja, a terra, por meio de descargas elétricas, provocam essa estática e reanimam o consulente, dando uma sensação de força e fé a ele. Entenda que o corpo também necessita de eletricidade, mas esta não pode ficar ausente totalmente ou em demasia, deve ter uma quantidade certa para que o corpo, a mente e o espírito estejam em equilíbrio.

- Poxa, que interessante.

- É muito simples, não tem muito mistério não. Só vim ver como andam as coisas por aqui, tenho outras coisas a fazer agora, e não vim te cobrar meu uísque. Até mais!

- Até mais compadre! Salve tuas forças.

E ele se foi, me deixando com a cabeça cheia de informações. Parece até que tantas respostas eram até óbvias, mas a gente nem imagina que é tão simples como parece.

Salve todos os Exus!!!

Salve Sr. João Caveira, por sua luz, força e sabedoria!

Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguem reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento..."
Joaozinho

paijoaozinho@terreirodavobenedita.com