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terça-feira, 12 de maio de 2009

CABOCLOS, AFRICANOS E KARDECISTAS



CABOCLOS, AFRICANOS E KARDECISTAS
Por Lourenço Braga - 1942

Lourenço Braga, um dos pioneiros da Umbanda publicou em 1942 o livro “Umbanda e Magia Branca – Quimbanda Magia Negra”, cujo trecho nós reproduzimos com intenção de dar seqüência ao tema que vem sendo abordado em algumas edições, sobre "kardecismo e Umbanda". Publicado por Jornal de Umbanda Sagrada em Abril de 2009. Veremos assim que em 1942 Leal de Souza já questionava os mesmos temas que nós hoje em dia. Vamos ao texto:

“Trecho de um artigo que publiquei na “A Vanguarda” do dia 11 de março de 1941, em resposta a um outro artigo onde um conforme Kardecista dava a entender que o espírito caboclo ou de africano não podia ser guia nem protetor de médiuns ou de Centros”.


Deus, a Natureza, o Absoluto, enfim co­mo queiram entender, é, como todos sa­bem, sumamente justo, bom miseri­cor­dioso, onipotente, onisciente, etc, etc. Dito isto pergunto agora aos senhores Karde­cistas – qual a condição para um espírito ser guia ou protetor? Todos responderão naturalmente: Ter luz! Pergunto: Qual é a condição para um espírito ter luz? Todos responderão: Ter virtude, isto é, ser sim­ples, bom, carinhoso, humilde, piedoso, etc, e não ter ódio, inveja, orgulho, ciú­me,maldade, vaidade, avareza, etc. Pergunto ainda: Ter virtudes é privilégio da raça branca? Se é privilégio, então che­gamos ao absurdo de admitirmos Deus como sendo injusto por ter criado uma raça privilegiada. Se, porém, não é pri­vilégio das criaturas da raça branca, pois que Deus é sumamente justo, poderão, portanto, as criaturas das outras raças possuir virtudes também e assim, depois de desencarnada, ter luz e ser guia ou protetores de pessoas ou Centros.
É preciso não confundir luz intelectual com luz provinda da evolução espiritual, bem diferente uma da outra!
Digo mais, um espírito reencarna-se numa tribo de caboclos ou de selvagens africanos, como missionário, isto é, para levar àqueles no meio dos quais reen­car­nou, uma certa soma de conhecimentos. Quan­do ele desencarnar é um espírito de luz, porquanto luz bastante já possuía, tanto que reencarnou como missionário e nin­guém poderá dizer que ele não foi africano ou caboclo em sua ultima reencarnação.
Sabem muito bem todos os Kardecistas que os espíritos tomam a forma que querem e assim sendo, nada impede que os espíritos de luz, por afinidade, se agrupem em fa­langes para praticar o bem e tomem a forma de caboclos, africanos, etc, ou para pra­ticar o mal, se forem inferiores, e tomem a forma de bichos e outra qualquer.
Como sabeis a Terra é um planeta de trevas, expiações e sofrimentos e nós que aqui habitamos estamos sujeitos a sofrer as conseqüências do meio, mesmo porque somos imperfeitos, assim sendo, o mal predomina neste planeta e dessa forma no meio ambiente terreno, existem ca­madas fluídicas pesadas, formadas umas pelos nossos pensamentos e outras pelos fluídos dos espíritos sofredores e trevosos.
Justamente para combater o mal e dissipar as camadas densas de fluidos pesados, e mais ainda, para encaminhar os irmãos desencarnados que se acharem mergulhados em trevas ou sofrimento, é que uma grande quantidade de espíritos já evoluídos agruparam-se em falanges, por afinidades, e tomaram as formas hu­mildes de caboclos, africanos e outros ma­is, notando-se que possuem luzes de variadas cores, tais como sejam: roxa, rosa, alaranjada, verde, dourada, pratea­da, amarelas e outras intermediárias, sendo que os chamados espíritos quimbandeiros possuem luz vermelha.
Texto extraído do livro “Umbanda e Magia Branca
Quimbanda Magia Negra” de Lourenço Braga
-Edições Spiker – 1942.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Por Que Mistificar?

É imprescindível ter ciência que o médium, antes de médium é uma pessoa comum, nem melhor, nem pior que as outras. E como tal, tem seus problemas, suas psicopatias, suas neuroses, etc. como qualquer outra pessoa.
Muitos fazem do terreiro um lugar onde podem “colocar o papo em dia”, um grupo social onde muitos se vestem de branco e dizem que louvam a Deus, por isso estão ali. Não raro vemos nos terreiros de Umbanda situações como esta.
Muitos médiuns (pessoas) pensam assim: se este meu pequeno grupo (panelinha) pode incorporar então eu também posso. Se eles têm essa capacidade então eu também vou ter.
E vemos situações como: o “meu” Caboclo é assim… o “meu” Exú disse isso, fez aquilo… o “meu” Cigano tem uma capacidade enorme, parece-me ser melhor que os outros… “Meu” Preto-Velho é o chefe da falange e é um dos mais importantes de Aruanda… Pura vaidade! O que alimenta constantemente uma grande mentira que, dentro do ramo espiritualista chama-se mistificação. É comum encontrarmos fora do ambiente do terreiro médiuns enaltecendo os valores das entidades que com eles trabalham, mas infelizmente de forma muitas vezes exagerada. Entidade não precisa de propaganda, quem precisa é o médium para sentir-se melhor que os outros, massagear seu ego e “dar de comer” à sua vaidade e orgulho exagerados.

Um bom trabalho espiritual não pode ocorrer onde há balbúrdia. Num grupo qualquer, seja do tamanho que for, onde a energia gerada não é de ascendência à Deus, espíritos zombeteiros farão parte da festa e trabalharão incessantemente para que a mistificação seja algo comum, atrapalhando enormemente para o desenvolvimento de médiuns que ainda têm uma boa índole e boa vontade para com o próximo. Existem nessas casas um estímulo incontrolável à mistificação, à vaidade, à arrogância, ao orgulho o que, por muitas vezes, é re-estimulado por espíritos de baixa-vibração, de pouca elevação, que se alimentam destas energias, fazendo-se um mórbido ciclo vicioso.
Também precisamos observar que os necessitados que procuram estas casas o fazem por basicamente dois motivos: ou o desconhecimento total do que realmente ocorre nestes lugares, ou por afinidade vibratória, pois estes somente se encaixam em lugares de baixa vibração pela própria vibração que geram ou que carregam nesta encarnação.
Também vejo a mistificação causada pelos “achismos” e pela falta de instrução do dirigente das casas.
Os “achismos” são ferramentas maravilhosas para o desajuste dos médiuns. Aquelas famosas frases começadas com “eu acho que é assim porque…” mostram o verdadeiro despreparo de quem fornece uma informação muitas vezes errônea e o descaso da pessoa que recebe essa informação em não checar a sua veracidade. Este tipo acaba formando um médium baseado nos achismos que mais têm de verdadeiras mentiras e pouquíssimas verdades. Lembre-se que as mentiras, muitas vezes ditas tornam-se perigosas verdades.
Existem fraudes de médiuns e de espíritos que nada têm a ver com o animismo e o mediunismo. Pode ocorrer o desejo de promoção pessoal e de grupos. Existem a dos espíritos que usam nomes falsos para desequilibrarem aqueles que se esquecem de estudar e julgam assim serem superiores demais e aos demais. Devemos conservar a humildade e agradecer constantemente a oportunidade de servir.
Enquanto o médium alimentar a vaidade, a arrogância e o orgulho doentio sempre estará fadado a mistificar!
Médiuns, acordem!!! A freqüência vibracional gerada pela pessoa que mistifica somente trará para sua proximidade espíritos de baixa vibração, mistificadores, fascinadores, vampirescos, malfazejos, etc. Não pense que isso só acontece com os outros! Todos estão sujeitos a isso e você também!
Consulentes, acordem!!!
Percebam os lugares onde entram, onde pisam.
Onde se louva a Deus não pode haver mistificação.
Onde se louva a Deus não pode haver falta de caráter.
Uma casa de oração é um lugar onde se elevam os pensamentos e as energias (vibrações) ao plano superior. É onde nos encontramos para o nosso religare. É onde procuramos espíritos de luz que possam nos curar e nossas mazelas e que nos ajudem a aceitar o que carregamos como cruz nesta vida, não é lugar para festas e testes sombrios de pseudo-capacidades espirituais.
Onde se louva a Deus não há espaço para arrogância, para vaidades, para luxúria.
Casa de Deus não é lugar de dança sensuais, não é lugar onde se cometem erros crassos como a matança de animais!
Não sejam cobaias!!!
Combatendo a mentira…
Não se combate a mistificação senão pelo caráter do médium.
Não se combate a mistificação senão pela índole das pessoas.
Não se combate a mistificação senão pela desconfiança dos próprios necessitados.
Não somos mais tão incultos com relação ao mundo espiritual. Temos muitas e muitas obras que relatam com maestria o que realmente acontece e como realmente é o além-túmulo. Temos internet e muitos outros meios de comunicação, o que faz com que as informações nos sejam mais fáceis. Então somente se está inculto aquele que realmente deseja, aquele que insiste em permanecer na ignorância dos fatos do universo, aquele que absurdamente prefere estar longe da verdade.
A única maneira de combater a mistificação é talhando o caráter de cada um através de ensinamentos, de religiosidade, de aprendizado sobre o que realmente é a caridade, a humildade e o amor ao próximo.
Um bom médium somente se consegue através da sua boa índole, da sua humildade, do seu bom caráter. E essas qualidades muitas vezes devem ser despertas dentro de uma casa séria, onde o objetivo principal é a senda que leva a Deus.
Não acredito em bons médiuns dentro do terreiro, mas que em suas vidas cotidianas expõem um alto grau de arrogância, vaidade e orgulho.
Não acredito em bons médiuns que em seu dia-a-dia usam a mentira e o descaso absoluto para com o próximo.
Não acredito em bons médiuns que explicam dentro do terreiro o que é caridade e no seu dia-a-dia não são capazes de estender a mão a quem mais precisa de ajuda quando este lhe aparece.
Não acredito em bons médiuns que fazem da traição dos valores dos outros e de seus próprios valores parte do seu dia-a-dia e tratam isso como parte integrante do seu “bom viver”.
Não acredito em bons médiuns que usam o famoso termo “mironga de congá” para segurar seus médiuns mistificando algo que sequer sabem o que é.
Não acredito em bons médiuns que escondem o conhecimento como um livro fechado na estante ou servindo de peso de papel.
Lapidando o diamante bruto…
Quando se fala de mistificação, vem logo à mente o trabalho do médium.
Este deve estudar com atenção, seriedade e responsabilidade a doutrina que se encontra explanada nos diversos livros já trazidos ao nosso plano por espíritos evoluidíssimos, estudá-los no geral e, em particular, a parte específica da mediunidade, enriquecendo a sua armadura intelectual e espiritual, em sua própria defesa, porque é de grande responsabilidade o ingente trabalho que presta à humanidade, como intermediário dos espíritos do Astral Superior.
É do conhecimento de todos quantos militam no Racionalismo Cristão que “os bons ou maus pensamentos se atraem, na razão direta de sua afinidade, e o seu instrumento de captação é a faculdade mediúnica”.
Com os pensamentos direcionados para o Bem, o indivíduo prepara o seu arsenal de defesa e, concomitantemente, ascende a planos cada vez mais elevados e de luz mais rutilante.
O médium, consciente dos seus deveres como porta-voz dos espíritos do Astral Superior, procura estar sempre bem humorado, de bem para consigo mesmo, formando um psicoambiente adequado, evitando assim maus elementos, que nada mais fazem senão provocar distúrbios predisponentes à aproximação dos espíritos do astral inferior, os quais estão permanentemente vigilantes nos seus postos estratégicos e prontos para assaltar, por meio de suas intuições, as pessoas desprevenidas que, por este fato, fraquejam no cumprimento dos seus deveres. Nessa situação de fraqueza, os médiuns são os mais alvejados por serem mais sensíveis e dóceis instrumentos para receber intuições, sendo as dos espíritos inferiores de natureza e índole maldosa e destruidora.
Quanto mais sensível for o médium, mais perseguido será pelos espíritos inferiores.
Por isso, impõe-se-lhe investir na mais valia dos seus conhecimentos, cumprindo os princípios doutrinários, que o conduzem à sua valorização espiritual e intelectual, como ápice e/ou meta a atingir enquanto prisioneiro da matéria, para, quando do seu desenlace, poder galgar a seu mundo de origem.
O médium atento ao cumprimento dos seus deveres sabe o que deve fazer, porque está consciente do Bem que pratica como instrumento das Forças Superiores, que o encorajam com fluidos benéficos. Todo cuidado é pouco. Nenhum militante da Doutrina está imune a perseguições do astral inferior, tendo em conta que os bem intencionados são potenciais inimigos dos espíritos inferiores.
Estudo constante e metódico da Doutrina, em grupo; evangelização do médium e dos demais integrantes; cultivo dos valores morais; mente equilibrada; senso de autocrítica; prática da caridade; humildade; altruísmo; tolerância; desinteresse material nas atividades mediúnicas; não alimentar conflitos e discussões estéreis são alguns dos recursos para evitar-se as mistificações.
Quando o médium entender muito bem o que quer dizer responsabilidade, a palavra mistificação será somente uma pequena abordagem nos dicionários de sinônimos.
O verdadeiro sentido da palavra caridade:
Benevolência para
com todos;
Indulgência para as imperfeições dos outros;
Perdão das ofensas.

Esclarecer é também amar.
(Emmanuel - Consolador - pág. 161)
Fabio Fittipaldi

DEZ MANDAMENTOS PARA O TRABALHO ESPIRITUAL


1. Não se desconectar da matéria. O excesso de espiritualismo pode criar uma descompensação com graves prejuízos para a vida pessoal e material de uma pessoa. A matéria é tão importante quanto o espírito; ambos são matizes, graus da mesma manifestação. Nenhum dos dois pode prevalecer sobre o outro.
Antídoto: Equilíbrio.
2. Não despertar os poderes antes da consciência. Os poderes estão a serviço da consciência. Não é preciso buscá-los; quando chega o momento, eles surgem naturalmente. Buscar o poder antes do saber é inverter a ordem natural do processo. Para que sirvam a consciência, os poderes devem ser doados a partir de algo além de nossa vontade.
Antídoto: Eqüanimidade.
3. Não fixar-se em pessoas em vez de em suas informações. Você não monta uma casa em um túnel. Ele é só um meio para se chegar até ela. Quem depende de um mestre volta à infância psicólogica. Em um processo de iniciação ou terapêutico isso pode ser necessário, mas somente como uma fase a superar, e não como um estado onde parar.
Antídotos: Discernimento e Moderação.
4. Não sentir excesso de autoconfiança. Quem se crê autosuficiente é uma presa fácil para os agentes do engano e não raro se vê envolvido por eles. Quem crê demais na própria capacidade está fadado a equivocar-se.
Antídoto: Desconfiar de Si Mesmo.
5. Não sentir-se superior. Nunca julgue que a própria linha de trabalho é superior às demais. Essa superioridade é a antítese do esoterismo, que afirma justamente a onipresença da consciência em todos os seres e caminhos. Essa postura desconecta uma pessoa das autênticas correntes da consciência amplificada, e é o ponto de partida para a via negra.
Antídoto: Eqüidade.
6. Não deixar-se levar por impulsos messiânicos. A vontade de salvar os demais é uma armadilha fatal. Sua tela de fundo é a vaidade e a insegurança. Essa fobia paranóica rompe com os canais de conexão com o mestre interior, bloqueia o processo de autoconhecimento e lança a espiritualidade numa espiral involuta, além de inibir o direito ao “livre-arbítrio de cada um”.
Antídoto: Confiança na Existência.
7. Não tomar medidas inconseqüentes. O entusiasmo pode levar uma pessoa a romper com seu círculo profissional e familiar sem necessidade. Com o “fluir” ou o “fechar os olhos e saltar” — axiomas que só deveriam ser usados em situações muito especiais —, os idiotas mais entusiasmados do mundo esotérico incentivam os recém-chegados a se arrebentarem logo na largada.
Antídoto: Responsabilidade Serena.
8. Não agir com demasiada rigidez. Encantada com as novas informações que lhe ampliam a consciência, uma pessoa pode-se tornar intolerante. Ela tem a tentação de impor sua forma de pensar e seus modelos de conduta aos demais. Limitando sua capacidade de ver a partir de outras perspectivas, ela perde o acréscimo de consciência que havia conquistado.
Antídoto: Tolerância e Relaxamento.
9. Não se dispersar. Estudar ou praticar demasiadas coisas ao mesmo tempo sem aprofundar-se em nenhuma delas leva a uma falsa sensação de saber. Nessa atitude, pode-se passar uma vida inteira andando em círculos, enquanto se faz passar por um sábio.
Antídoto: Concentração.
10. Não abusar. Manipuladas, as informações espirituais servem de álibis ou justificativas convincentes para os piores atavismos. Usar essas informações para fins muito particulares é um crime. Ninguém profana impunemente o que pertence a todos.
Antídoto: Retidão e Integridade.

Equilíbrio, eqüanimidade, discernimento e moderação, eqüidade, tolerância e relaxamento, confiança na existência, responsabilidade serena, desconfiança de si mesmo, concentração, retidão e integridade são a grande proteção daquele que se aventura pelo mundo espiritual e esotérico.
Por outro lado, quem se assegura dessas qualidades pode fazer o que quiser nesse campo que estará sempre num bom caminho.
Fabio Fittipaldi

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O SACERDOTE DE UMBANDA E O SACERDÓCIO UMBANDISTA


O SACERDOTE DE UMBANDA E O SACERDÓCIO UMBANDISTA

Por Rubens Saraceni

Observando a forma como surgem os centros de Umbanda e conversando com muitas pessoas que dirigem seus centros, cheguei a algumas conclusões aqui expostas e que, espero, não despertem reações negativas mas sim levem todosà reflexão.

Só isto é o que desejo, e nada mais.

Todos os dirigentes com os quais conversei foram unânimes em vários pontos:

a) foram solicitados pelos seus guias espirituais para que abrissem suas casas.

b) todos relutaram em assumir responsabilidade tão grande.

c) todos, de início, se sentiam inseguros e não se achavam preparados para tanto.

d) todos só assumiram missão tão espinhosa após seus guias afiançarem-lhes que tinham essa missão e que teriam todo o apoio do astral para levá-la adiante e ajudarem muitas pessoas.

e) todos sentiam então que lhes faltava uma preparação adequada para poderem fazer um bom trabalho como dirigente espiritual.

f) todos confiavam nos seus guias espirituais e no magnífico trabalho que eles realizavam em benefício das pessoas.

g) todos, sem exceção, só levaram adiante tal missão porque acreditaram nos seus guias.

h) todos se sentem gratos aos seus guias por tê-los instruído quando pouco ou quase nada sabiam sobre tantas coisas que compõem o exercício da mediunidade e sobre sua missão de dirigir uma tenda de Umbanda.

i) mas todos ainda acham que há algo a ser aprendido e acrescentado ao seu trabalho, mesmo já tendo muitos anos de atividade como dirigente e de já haver formado médiuns que hoje também já montaram e dirigem suas próprias casas.

j) e todos acreditam que sempre é tempo de aprenderem um pouco mais e não têm vergonha de ouvir o que outros dirigentes têm a dizer.

*Bem, só com essas observações acima já temos um retrato fiel dos dirigentes umbandistas, e posso afirmar com convicção algumas conclusões a que cheguei:

a) na Umbanda o sacerdócio é uma missão.

b) o sacerdote de Umbanda (a pessoa que deve dirigir um centro e comandar os trabalhos espirituais) não é feito por ninguém; ele já traz desde seu nascimento essa missão.

c) o sacerdote de Umbanda invariavelmente é escolhido pela espiritualidade.

d) só consegue dirigir uma tenda quem traz essa missão pois esta também é dos guias espirituais.

e) mesmo não se sentindo preparado para tão digno trabalho, no entanto, a maioria crê nos seus guias e leva adiante sua incumbência.

f) mesmo não sabendo muito sobre como dirigir uma tenda os guias suprem essa nossa deficiência e vão nos ensinando coisas muito práticas que, com o passar dos anos, se tornam um riquíssimo aprendizado.

g) todos gostariam de se preparar melhor para o exercício sacerdotal, ainda que já sejam ótimos dirigentes espirituais.

h) todos lêem muito sobre a Umbanda e procuram nas leituras informações que os auxiliem no seu sacerdócio.

i) muitos fazem vários cursos holísticos para expandirem seus horizontes e a compreensão do que lhe foi reservado pela espiritualidade.

j) todos gostariam de ter alguém (uma escola, uma federação, uma pessoa) que pudesse responder certas dúvidas que vão surgindo no decorrer do exercício da sua missão.


Bem, o que deduzi é que ninguém faz um dirigente espiritual porque só o é ou só o será quem receber essa missão dos seus guias espirituais.Mas, se assim é na Umbanda, no entanto o exercício do sacerdócio pode ser organizado, graduado e direcionado por uma "escola", e isto facilita muito porque traz confiança e orientações fundamentais ao dirigente espiritual.Devíamos ter na Umbanda mais escolas preparatórias tradicionais que auxiliassem as pessoas que trazem essa missão, tornando mais fácil as coisas para elas.E, lamentavelmente, além de só termos alguns cursos voltados para esse campo, ainda assim quem ousou montá-los é injustamente acusado de charlatão,embusteiro, aproveitador e outros termos pejorativos.Eu mesmo, só porque montei um "colégio" sob orientação espiritual e só porque psicografei algumas dezenas de livros de Umbanda (muitos ainda não publicados) já sofri todo tipo de discriminação, de calúnia, de ofensas e de acusações que espero que cessem, pois os umbandistas acabarão por entender que todas as religiões têm escolas preparatórias dos seus sacerdotes.Só assim, com todos aprendendo as mesmas diretrizes e doutrina umbandista, a nossa religião conseguirá organizar-se e expurgar do seu meio os espertalhões que têm feito coisas condenáveis e cujos atos têm refletido negativamente sobre o trabalho sério de todos os verdadeiros umbandistas.


O texto acima faz parte do livro Tratado Geral de Umbanda / Rubens Saraceni/ Ed. Madras, publicado na edição de Julho do Jornal de Umbanda Sagrada

CURIMBA NA UMBANDA




Por Jorge Scritori
Costumo perguntar aos irmãos Umbandistas:

- O que mais te chamou a atenção quando você pisou no terreiro a primeira vez?

Muitos respondem:
- O som, a música, as palmas, o atabaque...

Eis uma das grandes maravilhas da nossa religião, ela é musicada!

Música que mexe com os nossos sentidos e torna o trabalho muito mais prazeroso.

Mas sabemos também que não é somente música e sim um processo ritualístico que envolve som, melodia, ritmo e tempo.

Conhecer os fundamentos de uma Curimba é conhecer o funcionamento dos nossos trabalhos, pois um Ogã tem em mãos a chave de abertura e fechamento dos trabalhos espirituais, incluindo tudo o que acontece dentro do terreiro.

Você sabia:
- Que o Ogã possui ferramentas para a realização de rituais sacros como:
casamentos, batizados e coroações?

- Que o Ogã através do atabaque pode realizar um descarrego, corte de magia negativa e levantamento energético?

- Que através do canto e do toque bem direcionado o Ogã pode interagir e auxilar um médium com dificuldades na sua incorporação?

- Que para realizar um trabalho bem tocado o Ogã não precisa machucar ou sangrar as mãos?

Muitos são os parâmetros para se entrosar em uma Curimba, isso porque não adentramos aqui no universo dos toques e também na infinidade de pontos cantados que existem...ou faz cinco anos que você canta o mesmo ponto de defumação?!?!
Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguem reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento..."
Joaozinho

paijoaozinho@terreirodavobenedita.com