PADRINHO JOÃOZINHO DIRETOR EXECUTIVO da ARMAC Membro do FOESP - Fórum das Comunidades de Terreiro e de Tradições de Matriz Afro-Brasileira de SP Vice-presidente da FEUCEM Membro do Conselho de Desenv. Participação da Comunidade Negra de Campinas Dirigente Espiritual do Terreiro da Vó Benedita Membro do Comitê Técnico de Saúde da População Negra de Campinas Membro do Coletivo de Combate ao Racismo da CUT Membro da Comissão da Verdade sobre a Escravidão no Brasil da OAB
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domingo, 10 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A Importância do Batismo na Umbanda.

É muito comum médiuns umbandistas serem batizados sem nenhum tipo de consciência sobre o que significa esse sacramento. Pais e Mães espirituais simplesmente batizam seus filhos sem ao menos perguntarem se é isso mesmo que eles desejam, sem ao menos prepararem ou explicarem o que significa esse ritual, assim como é comum vermos médiuns trabalhando há anos em seus terreiros com várias confirmações, mas sem terem sido batizados ou convertidos para a Umbanda, religião que comunga, ama e pela qual se dedica.
Nessas duas situações percebo a falta de atenção desses Pais e Mães espirituais que, talvez por falta de conhecimento ou por falta de tempo, deixam de lado esse importantíssimo e fundamental ritual para qualquer Ser, independente de religião. Aliás, o Batismo é o mais importante sacramento para qualquer religião, e isso é tão claro que percebemos com facilidade o quanto as religiões de forma geral incentivam, divulgam e trabalham em prol do batismo entre sua comunidade e seus fiéis, algumas inclusive chegam a exigir tal sacramento.
É fato que existe hoje em dia um movimento de valorização da Umbanda, mas será que as principais regras estão sendo cumpridas? Será que os fundamentos básicos e iniciais estão sendo preparados? Será que o Batismo ou a Conversão Religiosa, sacramentos fundamentais para todo Ser que dão “vida ao Espírito”, estão sendo realizados nos terreiros com total consciência, responsabilidade e beleza?
Assunto para se pensar não acham?
Tem um ponto muito bonito em nossa Umbanda que diz “a Umbanda tem fundamento é preciso preparar…”, portanto é preciso trabalhar, estudar, organizar, estruturar e REALIZAR A UMBANDA. É preciso transmitir a Graça Divina, satisfazer as necessidades, nutrir de fé e de Sagrado cada fase da vida, evitando assim que os médiuns umbandistas procurem outras religiões para realizarem determinados ritos e sacramentos.
É preciso realizar belíssimos batismos, emocionantes conversões, maravilhosos casamentos, grandiosos rituais de amaci tudo com muito AXÉ, FUNDAMENTO e AMOR. É fazer com que esses sacramentos se tornem inesquecíveis a qualquer um, seja para os convidados, para o médium, para o Terreiro, para os Pais de Santo e claro, para toda espiritualidade que engrandece, vibra e agradece ao término de cada ritual.
E para que esse assunto não fique só na ‘boa vontade’, coloco um pouco dos fundamentos básicos que envolvem o Ritual de Batismo em nossa Umbanda, esclarecendo que cada Terreiro acrescentará suas particularidades ao ritual, o que não tem nada de errado, mesmo porque isso acontece de acordo com a Linha e o Orixá que comanda esse Terreiro.
Batismo
É um rito de passagem, feito principalmente com água sobre o iniciado através da imersão, efusão (derramamento) ou aspersão (borrifo). Segundo o Dicionário Aurélio, o termo batismo vem do grego, baptismós, que significa mergulhar, em latim, baptismu. É um sacramento religioso onde através da imersão, da ablução (lavagem) ou simplesmente da aspersão (borrifo) de água significa um renascer espiritual.
A origem deste sacramento é tão antiga quanto a humanidade. Cada povo, de uma forma ou de outra, sempre teve seu ritual iniciático. Na Igreja Católica, por exemplo, o Batismo liberta do pecado original e regenera o Ser tornando-o membro de Cristo. Portanto, após o Batismo aquele membro incorpora a Igreja e é feito participante dela.
O BATISMO NA UMBANDA
É realizado para revestir o espírito e o mental do Ser com uma aura protetora semelhante a proteção divina que o espírito recebe ao reencarnar. É a “entrada” do espírito na dimensão religiosa da Umbanda, é quando o médium se torna Filho de Olorum e seguidor de Pai Oxalá, passando a fazer parte de seu “exército branco”.
Ele é o primeiro e o mais importante Sacramento, pois é a porta de entrada para o recebimento das bênçãos divinas e dos demais sacramentos. Pelo batismo, a pessoa é incorporada à Umbanda, passando a ter os direitos e deveres próprios da religião. É um cerimonial litúrgico poético, santificado e participativo da vida divina onde preces, toques, cantos e atos litúrgicos específicos compõem a linguagem expressiva e encantadora de nossa religião.
O ritual pode ser praticado dentro do próprio terreiro, como também na cachoeira, local de vibração pura de Mãe Oxum, mãe e protetora de todos os filhos de Umbanda e Senhora das Águas Doces. Pode-se também, por orientação do Chefe da Casa, ser realizado na praia, consagrando assim, os filhos a Iemanjá. No entanto é indispensável a água da cachoeira que tem o poder de limpar, purificar e alimentar nosso espírito e quando jogada ou aspergida na coroa, chacra coronário, faz a purificação desse chacra e ativa-o promovendo uma unificação com as forças espirituais superiores além de fortalecer, equilibrar e alimentar nossa alma com vibrações puras e harmoniosas.
Há ainda o cruzamento com a pemba, ato sagrado que coloca o Ser sob a ação da Lei de Pemba da Umbanda, lei que sustenta e conduz nosso espírito. Com esse ato também se cruzam os chacras, vórtices captadores e irradiadores de energia, fechando-os às energias negativas e ligando-os à supremacia espiritual, ativando-os assim à entrada de energias positivas e benéficas.
A banha de ori que é colocada no centro do chacra coronário, coroa, tem o poder de fazer a ligação com o Astral Superior formando um canal Divino que auxiliará o médium em qualquer momento, precisando somente, que ele eleve seus pensamentos para ter o auxilio necessário. A banha de ori é também chamada de limo da costa e é uma substância gordurosa extraída da glândula supra-renal do carneiro, também existe a banha de ori vegetal que é extraída do fruto de Karité, árvore encontrada somente na África e seus frutos guardam poderes místicos.
A vela batismal que é acessa simboliza a luz, o ‘espírito vivo’, que deve ser entregue ao batizando para que se lembre da luz que o acolheu e que sempre o acolherá.
Na Umbanda ainda, mais que padrinhos encarnados, contamos com o amparo dos Guias Espirituais e/ou Orixás que se manifestam na hora da consagração adquirindo a guarda desse médium. Momento mágico e divino que exprime a verdadeira realidade do amor, da bondade e da benevolência, superando qualquer sentimento.
Um ótimo final de semana a todos e muito Axé !
Escrito por Mãe Mônica Caraccio
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Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguem reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento..."
Joaozinho
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