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sábado, 26 de março de 2011

A Conduta nos Templos Umbandistas

A Conduta nos Templos Umbandistas

Por Sandra Alves

O sucesso dos trabalhos efetuados em uma sessão espiritual depende, em grande parte,

da concentração e da postura de médiuns e assistentes presentes.

Os templos umbandistas são locais sagrados, especialmente preparados para atividades espirituais,

e que têm sobre seus espaços uma cúpula espiritual responsável pelas diretrizes básicas de amparo,

orientação e segurança daqueles que, ou buscam ali a solução ou o abrandamento de seus males,

ou dos que emprestam sua estrutura física para servirem de veículos à prática da caridade.

Apesar disto, alguns participantes julgam que, por tratar-se de culto de invocação,

não se deve dar a devida atenção e respeito aos trabalhos espirituais.

Conversas paralelas, algazarras, exibicionismos, bajulações, fofocas, má índole etc.,

atraem e “alimentam” os kiumbas desqualificados, que,

aproveitando-se das vibrações negativas emanadas por estas pessoas,

desarmonizam e quebram a esfera fluídica positiva,

comprometendo assim os trabalhos assistenciais.

Devemos lembrar que o silêncio e a pureza de pensamentos são essenciais ao exercício da fé.

Infelizmente, alguns assistentes, e mesmo alguns médiuns,

dirigirem-se desrespeitosamente aos espíritos trabalhadores.

Debocham de suas características e duvidam de sua eficiência.

Entretanto, quando passam por uma série de sofrimentos físicos e espirituais,

tendo recorrido inclusive a médicos, sem êxito,

recorrem àqueles mesmos espíritos que outrora foram alvos de sua indiferença.

Restabelecidos, atribuem sua melhora ao acaso.

Devem, médiuns e assistentes,

observar o silêncio e o pensamento em situações ou coisas que representem fluídos do bem.

Este procedimento tem como conseqüência à irmanação energética com os espíritos,

decorrendo daí o derramamento sobre o terreiro do elixir etéreo da paz e da fraternidade.

O que se consegue do mundo astral é, antes de tudo,

fruto da bondade e do merecimento de cada um.

A conduta reta e positiva deve ser a tônica em um templo umbandista,

para que os Guias e Protetores possam instalar no mental e no coração

de cada participante sementes de bondade, amor e proteção.

A homogeneidade de pensamentos é instrumento de poder do ser humano,

rumo a concretização de seus desejos,

sendo fundamental que se apresentem límpidos e sinceros em uma Casa de Umbanda.

sexta-feira, 18 de março de 2011

É criada Frente Parlamentar para impedir manifestações e ações discriminatórias

Meus amigos, vamos aguardar as novidades que os Parlamentares nos trarão.

São Paulo também já entrou na luta.

Sandra Santos

Deputados e Comunidades Negras em defesa de Terreiros

Evento marcou a criação da Frente Parlamentar para impedir manifestações e ações discriminatórias

17 de março de 2011 - Brasília - A fiscalização do poder executivo para a aplicação de políticas públicas propostas por Comunidades de Terreiro foi o principal tema discutido na última quarta-feira, dia 16, pela manhã, em Brasília, durante café da manhã entre deputados e representantes de comunidades negras. O evento marcou a criação da Frente Parlamentar em defesa das Comunidades Tradicionais de Terreiros, que tem como objetivo não apenas fiscalizar, mas impedir manifestações e ações discriminatórias contra as comunidades negras no Brasil.

Um dos idealizadores da frente, o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) disse que “é inadmissível nós termos esse tipo de discriminação com as Religiões de Matriz Africana em um país laico, onde conseguimos tantos avanços. Essa mobilização é a expressão maior que estamos reafirmando a nossa resistência”, avaliou o deputado. A representante do Ilê Axé Oyá Bagan, Mãe Baiana, afirmou que as entidades deverão estar mobilizadas e alertas contra as práticas discriminatórias. “Devemos ter o cuidado para que não volte como no tempo da escravidão, onde não podíamos cultuar os nossos santos”, alertou.

A criação da Frente Parlamentar foi uma demanda de organizações do movimento negro, entre os quais o Coletivo de Entidades Negras (CEN), e contou com o apoio dos deputados Valmir Assunção (PT-BA) e Érika Kokai (PT-DF). A frente terá o papel de promover ações em defesa das Religiões de Matriz Africana para a promoção da liberdade de culto e contra a intolerância religiosa, de modo que os Terreiros tenham o mesmo tratamento que outros Templos Religiosos.

Fonte: R2C Press

O Filósofo e o Preto Velho

O Filósofo e o Preto Velho

Texto do Jornal Nacional de Umbanda

www.jornaldeumbanda.com.br

Certo dia, um filósofo adentra a uma tenda de umbanda e senta-se no banquinho de um preto velho. Sua intenção era questionar, investigar; enfim, experimentar.

Ao se sentar, o preto velho já sabia o que ele queria, mas mesmo assim saudou-o gentilmente e perguntou em que poderia ajudar. O filósofo respondeu:

_ Meu preto velho, na era da biotecnologia vemos os cientistas avançarem cada vez mais nas pesquisas referentes à manipulação do material genético humano. Além disso, estamos na era do multiculturalismo, de forma tal que a diversidade, inclusive no sentido intelectual, se faz cada vez mais presente. Pergunto eu: _ o que pode um preto velho dizer sobre assuntos de tamanha complexidade?

Preto Velho, com toda sua calma, respondeu gentilmente ao filósofo:

Misin fio, vós suncê (Sic) tem palavra bonita na boca, por causa de que tu és homem letrado (Sic). Nego véio cá, num estudou nem escrevinhou essas coisa. Mas daqui do meu cantinho, aonde os ventos de Aruanda tocam em meus ouvidos, recebo as notícias que vem da Terra. Vejo também com meus próprios olhos e presencio as lágrimas e sorrisos que brotam como flores e espinhos no âmago de meus filhos.

Vou dizer a vós suncê uma coisa. Esse bicho chamado “biotecnologia”, eu sei muito bem como funciona. Misin fio, [bio] vem do grego “bios” = vida. “Téchne” e “Logos” também vem do grego, fio. Logo, biotecnologia é o conhecimento sobre as práticas (manipulação) referentes à vida.

Assim sendo, nego véio é a favor de tudo que respeita a vida e que é usado para o bem. O bem, não só de si mesmo, mas da humanidade. Uma faca pode ser uma ferramenta de cozinha e ajudar a preparar um alimento. No entanto, a mesma faca pode ser uma arma a machucar alguém. Não é a ferramenta, mas sim o que se faz com ela que torna perigosa a humanidade.

Pasmo, o intelectual não sabia o que dizer, tamanha sua surpresa sobre tão sábias palavras. E não só isto, o conhecimento até sobre a origem das expressões que vem do grego, aquela humilde entidade possuía.

Por alguns segundos sentiu um misto de inveja e indignação, uma vez que pensou ser mais conhecedor sobre as coisas da vida que o Preto Velho. Daí então indagou:

_ Você acha que suas opiniões podem superar a luz da ciência? Este, respondeu:

_ Fio, o que nego véio fala, nego véio comprova, pois este nego vivenciou. Caminhou na terra que vós suncê pisa hoje. Sorriu, chorou, se emocionou, amou. Conviveu com homens de bem e também com homens do mal. Fez suas escolhas e por isso é hoje um espírito guia. E só pude aqui chegar porque acertei na maioria das escolhas que fiz. Naquelas em que não acertei, tive que vivenciar novamente, até aprender. Assim como vós, na Terra.

Quanto aos estudos (risos), esse nego véio aqui não frequentou escola na última encarnação. Mas, das muitas encarnações que tive, eu estudei, me formei e, em algumas delas me doutorei. A medicina chinesa, a filosofia grega, a sabedoria hindu; tudo isso fez parte da minha evolução. Da matemática egípcia até os estudos astronômicos de Galileu pude aprender.

E depois de aprender tudo isso, sabe qual o maior ensinamento que obtive misin fio?!

A ter h –u- m- i- l- d- a- d- e.

Por isto, doutor, vós me vês na aparência de um velho escravo brasileiro,

semeador das raízes deste lindo país chamado Brasil, terra da diversidade, da multi culturalidade.

Que cada um formule a sua moral da história.

Porém, questione seus conhecimentos e veja se estão alinhados com os propósitos de simplicidade.

Pois sem ela, não se faz jus a benção do saber.

A Umbanda é Cristã? O Umbandista é Cristão? Uma visão particular e pessoal

Olá meus irmãos, faço parte de umas 5 ou 6 listas de debates sobre Umbanda.

Tenho uma grande dificuldade em ler todos os e-mails que chegam por aqui.

Tenho na caixa postal centenas de e-mails não respondidos, por não dar conta de

Tudo que chega. No entanto fiz a proposta, nas listas virtuais, de apresentar

Nossas opiniões sobre o assunto Cristianismo e Umbanda.

Coloco abaixo minha reflexão sobre o assunto com passagens das

Colocações de outros irmãos, espero que tenham uma boa leitura.

Alexandre Cumino

A Umbanda é Cristã? O Umbandista é Cristão?

Uma visão particular e pessoal

Por Alexandre Cumino

Tenho certa dificuldade em ler tudo que chega por aqui, mas como fiz esta proposta, fiz questão de ler todos os e-mails sobre este tema. Se agente conseguisse ter assuntos que interessam a todos ou a maioria e cada um colocasse sua opinião creio que alcançaríamos os antigos e primeiros objetivos de todas as listas (de debates sobre Umbanda). Muito mais, cada um de nós carrega ensinamentos preciosos colhidos junto á espiritualidade de forma direta e outros por dedicação e estudo as religiões de forma geral e a Umbanda de forma específica.

Irmãos (a) Etiene, Arnaldo, Marcia, Sandro, Fabio, Alexandre, André, Edmundo, Douglas, Claudio, Erci, Cristina, Solano, Ciganinha, Victor, Ayrton, Eduardo, Marcus, Edson, Uilson... desculpe se esqueci alguém, a opinião de todos é muito imprtante, mesmo que pareça contraditória vamos aprendendo uns com os outros e vendo que em muito a verdade de um complementa a do outro e viceversa... Fiquei muito contente em ler tantas reflexões sobre a questão, Cristianismo e Umbanda, que inclusive nos faz lembrar quantos “umbandistas” se consideram católicos, espíritas ou afro-brasileiros...

A pergunta é genérica, se na “Umbanda” como um todo, em sua unidade, somos cristãos. Pois nas partes (Umbanda Branca, Pura, Tradicional, Popular, Esotérica, Eclética, Omolocô...) muitos já vem procurando definir o que sua “linha” ou “linharem” crê e defende. Creio que no geral, na Umbanda como um todo sempre teremos controvérsias, do ponto de vista “teológico”, de dentro, da doutrina de cada casa. Afinal “cada terreiro é uma escola”, produz conhecimento e valores seguidos por seus médiuns, alguns recebidos de forma direta da espiritualidade na presença dos guias-mentores da espiritualidade; as vezes absorvendo mais ou menos o que é e foi colocado por outros pensadores, médiuns e guias na religião, desde sua origem no plano material.

Tecnicamente as religiões Cristãs são aquelas que têm Cristo no ponto central e no alto de seu culto, assim é com as diversas nominações cristãs, dos antigos e primeiros grupos formados pelos apóstolos (judeus-cristãos) que seguiam a Cristo, passando pela Primeira Grande Instituição organizada e hierarquizada (Igreja Catolica), depois Ortodoxa, Luteranismo, Calvinismo etc. até chegar aos recentes neo-pentecostais.

Por esta questão de nomenclatura que, por exemplo e não como regra, Islã não se chama “Maometanismo” pois o Profeta Maomé (Mohamed) não está no centro da Religião e sim a “submissão”, sinônimo de Islã, no qual “muçulmano” quer dizer “submisso a Deus”. As “regras”, “código”, “doutrina” que regulam a tudo estão no “Corão” ou “Alcorão”.

Espiritismo não se chama “Kardecismo” por que não é Kardec e sim o ensinamento dos Espíritos que está no centro da doutrina. “Budismo” é um termo usado para definir o conjunto de filosofias, doutrinas, ritos e “religiões” que nasceram das diversas interpretações da mensagem de Sidharta Gautama, “Um Budha” (Um Iluminado). No entanto setes seguimentos “budistas” se auto definem como Hinayana, Mahayana, Zen, Chan e outras vertentes generalizadas como Budismo. Geralmente no centro do Budismo estão as quatro nobres verdades e não a figura do “Budha”, mas todos sabem que Ele é o principio da doutrina e o modelo de iluminação. Assim nenhum Budista se chateia quando é chamado de budista, ao contrario de um espirita que “ortodoxamente” não aceita a definição de “kardecista”. Embora sejam “espíritas” Chico Xavier costumava se definir como “Espírita Cristão”, fazendo valer o “Evangelho Segundo Espiritismo” como um dos cinco livros do Código Espirita, organizado por Kardec, como bem lembrou o irmão Etiene Sales.

A pergunta foi proposta na internet e pudemos observar várias respostas diferentes, umas buscando definições técnicas, outras falando de seu coração e terceiros com certa dificuldade em separar “Cristianismo” de “Catolicismo”.

Algumas respostas foram bem diretas e de alguma forma me tocaram e gostaria de revê-las, penas por exercício de reflexão comparada e análise dos valores de cada um.

Uma das primeiras respostas veio no Irmão Etiene Sales:

Vou dar um palpite naquilo que faço como Umbanda, mas já preparado para as madeiras e pregos. rss.
A Umbanda é um conjunto de diversas crenças e pode existir um aglomerado que em si se coloca como Cristão, mas na sua totalidade acredito que não. A Cristandade tem como fonte de doutrina a Bíblia e as palavras que lá se encontram...

Edmundo Pellizari, também deu uma contribuição, técnica, neste mesmo sentido:

Logo, teologicamente falando, o umbandista não é cristão. O umbandista é umbandista. E como umbandista, ele pode ter crenças religiosas cristãs, budistas, hinduistas ou yorubás. Tudo isso sem culpa ! Não existe necessidade de usar o cristianismo por tradição, cultura ou porque é politicamente correto !...

Também achei interessante a resposta do irmão Douglas Sanches:

O Umbandista é Cristão? A princípio não. Mas pode ser.
Você é Cristão? Não.

Sandro Mattos da Apeu tem um texto sobre a questão, lembra as palavras de Zélio e pontos de Umbanda que falam sobre Cristo, também faz uma pergunta, que não quer calar e fecha com o sincretismo:

Se a Umbanda não é uma religião baseada nos ditames cristãos, porque então os umbandistas continuam com a imagem de Cristo no local mais alto do Congá? Afinal de contas não existe mais feitor, sinhozinho ou capitão-do-mato...

Que o Mestre Jesus Cristo, chamado carinhosamente por nós de Pai Oxalá, nos cubra com Vosso Manto Sagrado...

Ciganinha, que segue a linha do Caboclo das Sete Encruzilhadas, fala de dentro desta visão tradicional:

O Umbandista é Cristão? Pelo menos uma das linhas, a do Caboclo das Sete Encruzilhadas, sim. O Caboclo era cristão.
Você é Cristão? Sou. Porquê? Algumas coisas não têm explicação. Sou porque sou...

Pai Solano e Mãe Maria afirmam:

Não devemos confundir o ser cristão com o ser católico, reformador, pentecostal ou qualquer outra confissão de fé.

Gostei muito das palavras de Eduardo Dutra, que considerou o assunto “relevante e oportuno”:

Minha resposta, então, vai no sentido de que a Umbanda é uma religião diferente daquelas que se designam como cristãs, mas que nós umbandistas, sob muitos aspectos vivenciamos princípios morais que nos foram transmitidos pelo cristianismo....

Marcus Vinicius é bem direto em sua opinião e conceito pessoal:

De acordo com as minhas convicções, Cristão não é só quem é católico ou evangélico.

Ser Cristão significa crer em Deus e em Jesus e procurar seguir seus ensinamentos.

Ao que me consta, Deus corresponde ao Orixá Olorum e Jesus, ao Orixá Oxalá. Portanto, nós, Umbandistas somos Critãos, ou seja, Cristãos Umbandistas.

O irmão Edson Balan, fez um pedido e uma proposta, no meu entender:

Peço aos irmãos que organizem convenções onde possam cada um defender sua teses, fortalecendo-as

Buscando inicialmente eco concordatário em todo o nosso meio para depois se expor a mídia um parecer

Que se possa dizer “ Nós Umbandistas pensamos assim “ .

Foram muitos e-mails enviados sobre o assunto, se Umbanda é Cristã e se “você” é cristão.

Eu também tenho uma opinião, quando perguntam minha religião a resposta é sempre a mesma, pronta, “Umbanda”, sou “Umbandista”, sem corruptelas, qualificativos ou distinções. Apenas “Umbanda” e tenho orgulho de ser Umbandista. Ainda assim tenho uma formação Espirita, de berço, na qual aprendi a me sentir cristão, e quando entrei para a Umbanda, este sentimento não mudou, pelo contrário se reforçou e evidenciou. Um dos guias que me assistem costuma dizer que “A imagem de Cristo, de Jesus, não é enfeite”, outra entidade afirma: “Poder é Deus, Força é Perdão e Exemplo é Cristo”. Nossos pretos velhos “usam” nomes de “batismo católico”, João, Antônio, Pedro, Benedito...

Assim sou Umbandista e me sinto “cristão”, mas da mesma forma me sinto “naturista” pela influencia dos caboclos, “panenteista” pela influencia do Culto aos Orixás, me sinto até um pouco “Católico” (mas não católico como denominação) pela presença de santos essencialmente católicos como São Jorge, Nossa Senhora, São Jerônimo... Me sinto tão cristão quanto afro, indígena ou espirita por suas influencias... mas não sou “Cristão”, posso até ser “Umbandista Cristão” ou “Cristão Umbandista” e a Umbanda, na minha opinião, é tão cristã quanto nagô, bantu (afro), tupi, guarani (indígena), mística, esotérica, espirita, ocultista, mágica... etc.

Mas que Cristo está tão presente aqui quanto em qualquer religião é uma verdade, de meu ponto de vista, tanto quanto estão presentes, os Orixás e as Forças da Natureza e os Mestres Ascencionados... O que nos difere é que Umbanda tem uma linguagem própria para apresentar seus fundamentos, pois é uma RELIGIÃO, e como tal existe por si só, embora, como todas as outras bebeu em fundamentos alheios até criar os seus próprios fundamentos.

Um grande abraço á todos...

Alê Cumino

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