PADRINHO JOÃOZINHO DIRETOR EXECUTIVO da ARMAC Membro do FOESP - Fórum das Comunidades de Terreiro e de Tradições de Matriz Afro-Brasileira de SP Vice-presidente da FEUCEM Membro do Conselho de Desenv. Participação da Comunidade Negra de Campinas Dirigente Espiritual do Terreiro da Vó Benedita Membro do Comitê Técnico de Saúde da População Negra de Campinas Membro do Coletivo de Combate ao Racismo da CUT Membro da Comissão da Verdade sobre a Escravidão no Brasil da OAB
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domingo, 4 de setembro de 2011
"RESPOSTAS DOS ESPÍRITOS SOBRE O PASSE DE CURA"
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO-VELHO
Na incontida vontade de saber, aproximei-me e o interroguei. Fala meu Preto Velho, diz ao teu filho por que externas assim uma visível dor?
E ele, suavemente respondeu:
- Estás vendo esta multidão que entra e saí? As lágrimas contadas estão distribuidas a cada uma dela.
- A primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para sairem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber...
- A segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam.
- A terceira, distribui aos maus, aqueles que somente procuram a Umbanda em busca de vingança, desejando prejudicar aos seus semelhantes.
- A quarta, aos frios e calculista que sabem que existe uma força espiritual, e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma, e não conhecem a palavra gratidão.
- A quinta, aos que chegam suave, com risos, o elogio na flor dos lábios, mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito: "Creio na Umbanda, nos teus cabocolos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso ou me curarem disso ou daquilo."
- A sexta, eu dei aos fúteis que vão de centro em centro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.
- A sétima, filho, nota como foi grande e como deslizou pesada: Foi a última lágrima, aquela que vive nos "olhos" de todos os Orixás. Fiz a doação dessas aos médiuns vaidosos, que só aparecem no centro em dia de festa e faltam as doutrinas. Esquecem, que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual.
Assim, filho meu, foi para esses todos, que vistes cair, uma a uma as sete lágrimas de Preto Velho.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Humberto de Campos entrevista Judas Iscariotes
O consagrado escritor Humberto de Campos encontra em Jerusalém, às margens do Jordão, o até hoje incompreendido Judas Iscariotes. Com ele conversa sobre a condenação de Jesus e realiza esclarecedora entrevista, ditada a Chico Xavier, em Pedro Leopoldo, em 19 de abril de 1935. Leiamo-la:
Nas margens caladas do Jordão, não longe talvez do lugar sagrado, onde o Precursor batizou Jesus Cristo, divisei um homem sentado sobre uma pedra. De sua expressão fisionômica irradiava-se uma simpatia cativante.
_ Sabe quem é este? _ murmurou alguém aos meus ouvidos. _ Este é Judas.
_ Judas?!...
_ Sim. Os espíritos apreciam, às vezes, não obstante o progresso que já alcançaram, volver atrás, visitando os sítios onde se engrandeceram ou prevaricaram, sentindo-se momentaneamente transportados aos tempos idos. Então mergulham o pensamento no passado, regressando ao presente, dispostos ao heroísmo necessário do futuro. Judas costuma vir a Terra, nos dias em que se comemora a Paixão de Nosso Senhor, meditando nos seus atos de antanho...
Aquela figura de homem magnetizava-me. Eu não estou ainda livre da curiosidade do repórter, mas entre as minhas maldades de pecador e a perfeição de Judas existia um abismo. O meu atrevimento, porém, e a santa humildade do seu coração ligaram-se para que eu o atravessasse, procurando ouvi-lo:
_ O senhor é, de fato, o ex-filho de Iscariotes? - perguntei.
_ Sim, sou Judas _ respondeu aquele homem triste, enxugando uma lágrima nas dobras de sua longa túnica.
Como o Jeremias, das Lamentações, contemplo às vezes esta Jerusalém arruinada, meditando no juízo dos homens transitórios...
_ É uma verdade tudo quanto reza o Novo Testamento com respeito à sua personalidade na tragédia da condenação de Jesus?
_ Em parte... Os escribas que redigiram os evangelhos não atenderam às circunstâncias e as tricas políticas que acima dos meus atos predominaram na nefanda crucificação. Pôncio Pilotos e o tetrarca da Galiléia, além dos seus interesses individuais na questão, tinham ainda a seu cargo salvaguardar os interesses do Estado romano, empenhado em satisfazer as aspirações religiosas dos anciãos judeus. Sempre a mesma história. O Sanedrim desejava o reino do céu pelejando por Jeová, a ferro e fogo; Roma queria o reino da Terra. Jesus estava entre essas forças antagônicas com a sua pureza imaculada. Ora, eu era um dos apaixonados pelas idéias socialistas do Mestre, porém o meu excessivo zelo pela doutrina me fez sacrificar o seu fundador. Acima dos corações, eu via a política, única arma com a qual poderia triunfar e Jesus não obteria nenhuma vitória. Com as suas teorias nunca poderia conquistar as rédeas do poder, já que, no seu manto e pobre, se sentia possuído de um santo horror à propriedade. Planejei então uma revolta surda como se projeta hoje em dia na Terra a queda de um chefe de Estado. O Mestre passaria a um plano secundário e eu arranjaria colaboradores para uma obra vasta e enérgica como a que fez mais tarde Constantino Primeiro, o Grande, depois de vencer Maxêncio às portas de Roma, o que, aliás, apenas serviu para desvirtuar o Cristianismo. Entregando, pois, o Mestre, a Caifás, não julguei que as coisas atingissem um fim tão lamentável e, ralado de remorsos, presumi que o suicídio era a única maneira de me redimir aos seus olhos.
_ E chegou a salvar-se pelo arrependimento?
_ Não. Não consegui. O remorso é uma força preliminar para os trabalhos reparadores. Depois da minha morte trágica, submergi-me em séculos de sofrimento expiatório da minha falta. Sofri horrores nas perseguições infligidas em Roma aos adeptos da doutrina de Jesus, e as minhas provas culminaram em uma fogueira inquisitorial, onde, imitando o Mestre, fui traído, vendido e usurpado. Vítima da felonia e da traição, deixei na Terra os derradeiros resquícios do meu crime, na Europa do século XV Desde esse dia, em que me entreguei por amor do Cristo a todos os tormentos e infâmias que me aviltavam, com resignação e piedade pelos meus verdugos, fechei o ciclo das minhas dolorosas reencarnações na Terra, sentindo na fronte o ósculo de perdão da minha própria consciência...
_ E está hoje meditando nos dias que se foram... _ pensei com tristeza.
_ Sim... estou recapitulando os fatos como se passaram. E agora, irmanado com Ele, que se acha no seu luminoso Reino das Alturas que ainda não é deste mundo, sinto nestas estradas o sinal de seus divinos passos. Vejo-O ainda na cruz entregando a Deus o seu destino... Sinto a clamorosa injustiça dos companheiros que O abandonaram inteiramente e me vem uma recordação carinhosa das poucas mulheres que O ampararam no doloroso transe... Em todas as homenagens a Ele prestadas, eu sou sempre a figura repugnante do traidor... Olho complacentemente os que me acusam sem refletir se podem atirar a primeira pedra... Sobre o meu nome pesa a maldição milenária, como sobre estes sítios cheios de miséria e de infortúnio. Pessoalmente, porém, estou saciado de justiça, porque já fui absolvido pela minha consciência no tribunal dos suplícios redentores.
Quanto ao Divino Mestre _ continuou Judas com os seus prantos _ infinita é a sua misericórdia e não só para comigo, porque, se recebi trinta moedas, vendendo-O aos seus algozes, há muitos séculos Ele está sendo criminosamente vendido no mundo a grosso e a retalho, por todos os preços, em todos os padrões do ouro amoedado...
_ É verdade _ concluí. Os novos negociadores do Cristo não se enforcam depois de vendê-LO.
Judas afastou-se tomando a direção do Santo Sepulcro e eu, confundido nas sombras invisíveis para o mundo, vi que no céu brilhavam algumas estrelas sobre as nuvens pardacentas e tristes, enquanto o Jordão rolava na sua quietude como um lençol de águas mortas, procurando um mar morto.
COMO NASCE UM TERREIRO DE UMBANDA
Para explicar melhor este tema, vou contar uma breve história fictícia, mas que ocorre em muitas ocasiões.
Geralmente , o adepto de hoje da Umbanda é aquela pessoa que depois de passar por médicos, curandeiros, pastores, padres, adivinhos, gurus e outros tantos, encontra alguém que lhe sussurra ao ouvido:
- Eu conheço uma Mãe de Santo que vai resolver a sua vida.
Pacientemente, ele vai, com muita desconfiança, ao terreiro e ao chegar, encontra várias pessoas vestidas de branco e quase pensa que foi levado a um hospital, pois está diante de enfermeiros.
Passado um pouco, ele ouve os atabaques soarem e tem “inicio” uma cantoria”, totalmente desconhecida para ele.
Depois de ouvir alguns cânticos, algumas pessoas vestidas de branco se ajoelham, batem no peito e soltam um grito longo e estridente; outras se abaixam como tivessem muita idade.
Nesse momento, ele está muito confuso e pensa que foi parar num manicômio. Sente uma vontade enorme de se ir embora, mas alguém o chama e resolve entrar.
Alguém lhe diz:
- Venha falar com o Preto Velho.
-Com quem? Pergunta ele, sem entender nada do que se passa á sua volta.
- Com o “Pai João”, - esclarece a pessoa vestida de branco.
Ele olha para a frente, e para os lados do terreiro, e fala:
Não vejo nenhum Preto Velho, - nem vai ver, responde a pessoa de branco – ele está incorporado na “Mãe Laurentina”, o chefe do terreiro.
- Venha, ele está á sua espera.
Ele, então, ajoelha-se à sua frente, em um banquinho de madeira, e leva logo com uma baforada de cachimbo na cara. Não consegue entender nada do que fala a entidade, pois é um tal “mi zi fio” e “mi zi fio” para cá e para lá, e nada......não entende nada mesmo. Finalmente, um Cambono percebe o embaraço em que se encontra e, traduz tudo aquilo que o Preto Velho falou.
Após alguma conversa com a entidade, ele fica a saber que é médium e que necessita de se vestir de branco para começar a trabalhar no terreiro. Se ele for uma pessoa vaidosa, vai pensar:
“Que bom, sou médium”. Mas se é uma pessoa humilde, pensa: “E agora? O que é que eu faço com isto?”
Mais tarde, o cambono explica-lhe que, ao começar a trabalhar no terreiro, a sua vida irá melhorar gradualmente.
Como ele já passou por vários lugares e nada mais tem a perder, concorda com a idéia e, na semana seguinte, já começam os seus trabalho de Desenvolvimento Mediúnico.
Após algum tempo de trabalho espiritual, tal como cambonear as Entidades, e desenvolvendo a sua mediunidade, ele sente a sua vida mais equilibrada e quando menos espera ajoelha-se, bate no peito e grita. Ocorre nesse momento, a sua primeira incorporação. Passa o tempo e ele servindo de “cavalo” às suas entidades, começa a aprender o porquê da ritualística, e começa a entender melhor a Doutrina Umbandista.
Num tempo inesperado, realiza o grande ritual do Bori e assenta as suas Entidades e começa a dar consultas e passes mediúnicos.Cada vez mais, as suas Entidades são procuradas pelos assistentes. Começa então o seu maior problema; os ciúmes de alguns médiuns mal preparados mental e espiritualmente.
Um dia, um desses Médiuns, chega ao pé da Mãe de Santo e diz: “Ele está a querer o teu lugar”.
A mãe de Santo determina, então muito democraticamente: “ A partir de hoje, cada médium só pode dar três consultas”. A situação torna-se cada vez mais complicada e totalmente insustentável e um dia ele pega na imagem da sua entidade e, se depara que está fora do terreiro.
Vai para casa, coloca a imagem em cima do armário do seu quarto e, se é mulher, deita-se e chora a noite inteira; se é homem, fala meia dúzia de palavrões, jura que nunca mais volta a incorporar e pensa que os seus problemas acabaram. Grande Engano: é aí que eles começam.
Alguns assistentes que se consultavam com as suas Entidades ficam preocupados com a sua ausência e começam a indagar o seu paradeiro.
Alguém chega a estas pessoas e diz: ”Olha, ele não trabalha mais aqui, mas sei aonde ele mora”. Começa então uma romaria a casa do médium e essas pessoas pedem-lhe que os ajude, pois estavam a ser consultadas pelas suas Entidades e os trabalhos ficaram pela metade. Pedem então que o médium incorpore pelo menos uma vez para terminar o trabalho que tinha sido começado.
O médium tira a imagem de cima do armário e, ali mesmo, na sala ou na cozinha, incorpora as Entidades para atender aquelas pessoas.
A procura pelo médium torna-se cada vez mais intensa e os trabalhos passam a ser realizados na garagem. Nessa altura, alguém mais preocupado diz: “Vamos abrir legalmente um terreiro antes que a polícia nos prenda”. Está funcionando mais um terreiro de umbanda com seus novos adeptos.
Quando o terreiro é bem dirigido, cresce material e espiritualmente, aumentando cada vez mais o número de médiuns, cambonos e assistentes. Se o terreiro não é bem dirigido, dará origem a novos médiuns descontentes, que possivelmente, originarão outros terreiros.
Esse é um dos motivos do crescimento da Umbanda, muitas vezes de forma desordenada, muitas vezes sem a devida preparação de seus dirigentes.
E sem entender nada, a sua missão estava realmente a começar......!
Texto extraído do livro"Iniciação á Umbanda" de Ronaldo Antonio Linares, Diamantino Fernandes Trindade e Wagner Veneziani costa - Editora Madras
A falta de Reconhecimento e de Agradecimento
Axé a todos! Quem já não ouviu falar sobre o perigo que é a Vaidade? Quem já não ouviu tristes histórias de médiuns quando tiveram a Vaidade alimentando seus íntimos? Quem já não percebeu como é difícil lidar com a Vaidade e o quanto Ela é sutil e arrasadora?
Sei que muitos fogem e negam esse sentimento, mas Ela não foge e não nega ninguém. Ela, A Vaidade, não titubeia em se fazer viva a qualquer momento, em qualquer lugar e em qualquer pessoa, aliás, existem vários momentos em que a vaidade é absurdamente incentivada e vivenciada, existem diversas pessoas manipulando outras pessoas sob o prisma da vaidade.
Mas ninguém gosta ou quer reconhecer seus momentos de vaidade, nem tampouco a possibilidade de sentí-la, mesmo porque, Ela aflora de forma tão “sutil”, tão “simples” aos olhos míopes da ingenuidade que, por consequência, as pessoas deixam de se vigiarem, esquecem de se educarem, de cultivarem a humildade e de entender o outro como “outro”, automaticamente se tornam vaidosas. Percebam, é uma bola de neve, uma ação refletindo uma reação continuamente.
Sei que a maioria das pessoas utiliza o termo “vaidade” para falar do bem cuidar do corpo, da importância de ter uma boa aparência, no entanto, mais que isso, vaidade é o desejo sem limites de atrair admiração. Isso mesmo, DESEJO SEM LIMITES DE ATRAIR ADMIRAÇÃO.
Em nossa Umbanda, vivenciando nossa religiosidade, sabemos o quanto a vaidade é prejudicial. Ela chega a ser a principal causa de afastamento de médiuns dos terreiros. Ela é tão avassaladora e destruidora que retarda potencialmente a ascensão de qualquer médium. Portanto, temos que estar vigilantes o tempo todo, temos que cultivar a humildade dentro de nós entendendo que nada somos e nada fazemos sem o Outro.
O fato é: a Vaidade está sempre viva em um elogio, em um olhar de admiração, em uma situação resolvida, Ela está sempre pronta para aflorar no primeiro momento de “falta de reconhecimento” e “falta de agradecimento” para com o Outro, para com o Divino e para com o Universo.
Isso quer dizer que a vaidade pode brotar nos momentos de cura, de conquista e de auto-estima, portanto nos momentos de alegria e satisfação, basta ter a semente e estar com o solo propício. Quem já não conquistou algo importante ou difícil na vida e estufou o peito sonorizando “eu sou bom mesmo” esquecendo totalmente de agradecer e de reconhecer que nada, absolutamente NADA se conquista e se constrói sozinho?
E não é só isso, a vaidade está quase sempre misturada ao sentido da Fé e com a capacidade de sentir Fé.
Calma, sei que agora deu calafrio, mas pensem comigo, quantas pessoas ao afirmarem sua Fé têm a vaidade esculpida em seus rostos, atos e falas afirmando que a sua fé é a melhor do que qualquer outra, que ‘seu Deus é o Deus dos milagres’ e que somente ‘Ele’ pode curar, melhorar, resolver e ajudar?
Além disso, é fato que a Fé proporciona realizações, melhoras, conquistas, auto-estima, e quando vivenciamos esses sentimentos, quase sempre aflora a prepotência, a arrogância e a vaidade. É aí que nos achamos deuses e nos esquecemos do Outro, do Divino, do Universo. E é a partir daí que, mesmo não percebendo, nos encontraremos sozinhos achando que somos aquilo que nunca fomos: BONS.
Para ficar mais claro a importância de caminharmos juntos, de reconhecermos o “outro”, de perceber a sutileza da vaidade e como a Fé também aflora nosso lado obscuro sem que ao menos percebamos, segue um texto bem legal de Pai Solano de Oxalá que publiquei no JUCA – Jornal de Umbanda Carismática em agosto 2008 espero que gostem e que ajude na capacidade de discernir.
Axé a todos e excelente semana.
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O Caboclo das Sete Encruzilhadas e Pai Antônio consideravam três situações altamente perigosas para qualquer médium:
1 – O médium homem com a consulente mulher e vice versa;
2 – A cobrança por “serviços”;
3 – A vaidade que gera, às vezes, até a mistificação.
W.W. da Mata e Silva conta em um de seus livros a história de um médium recém chegado a um terreiro e que começava a firmar sua mediunidade, em especial com o Preto Velho.
Certo dia encontrou na rua um amigo que estava bastante acabrunhado. Perguntando-lhe o que passava, ele desfiou um rosário imenso de problemas. O médium, solícito, lhe disse: Porque você não passa lá no terreiro que eu frequento para pedir ajuda ao Preto Velho para ver se ele não te ajuda?
O amigo, já desanimado de tudo, foi ao terreiro e conversou com o Preto Velho que se incorporava naquele amigo. Dias depois encontraram-se novamente e o médium perguntou ao amigo: E aí? Melhoraram as coisas? O amigo respondeu: Rapaz, você não pode acreditar; minha vida virou como se tivesse passado um furacão e tudo se acertou.
Feliz o médium se foi. Alguns dias depois esse mesmo médium encontrou-se com outro amigo e o quadro foi igual, um desfiar de lamentações. O amigo médium disse ao outro: Passa lá no MEU terreiro que EU e MEU Preto Velho damos um jeito para você.
No terceiro caso, acontecido logo em seguida o médium já disse: Passa lá no MEU terreiro que EU dou um jeito nisso.
Como vemos, nessa história de Mata e Silva, resume-se a questão da vaidade do médium e a desagregação de sua relação com as entidades que com ele trabalham.
Na verdade, na última vez o médium falou o certo: ELE TERIA DE DAR UM JEITO, POIS PELO VISTO ELE JÁ TINHA CHEGADO AO NÍVEL DA MISTIFICAÇÃO.
Escrito por Mãe Mônica Caraccio \\ tags: Vaidade
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Joaozinho