Horários De Atendimento

Segundas - 20 Hs - Mãe Claudete e Pai Joãozinho.
Quartas - 20 Hs - Mãe Marta e Pai Ney.
Sextas --- 20 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.
Sábados - 19 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.


Endereço - Rua Meciaçu 145 Vila Ipê - Campinas SP.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Saudações, amigos !!



Muitas pessoas me perguntam o que significam e o motivo pelo qual fazemos as habituais saudações quando chegamos ao terreiro. A assistência, médiuns iniciantes e até mesmo alguns mais antigos têm muitas duvidas sobre o assunto e às vezes acabam copiando gestos de outras pessoas ou fazendo tudo no automático. Na realidade este ato de saudar quando se entra em um terreiro deve ser feito com muito respeito e, principalmente, com muita sinceridade pois neste momento estaremos saudando as Forças que sustentam aquela casa, todos os trabalhos realizados ali e o próprio médium. É por isso que é bom prestar bastante atenção neste ato aparentemente simples mas que faz toda a diferença, e é por isso também que acho importante entendermos um pouco mais sobre ele. Vamos lá?
Primeiramente, logo na entrada do terreiro, devemos saudar as Forças dos Senhores Guardiões e das Senhoras Guardiãs assentadas na Tronqueira. É neste momento que agradecemos a permissão de nossa entrada naquela Casa Santa, o recolhimento e encaminhamento de espíritos negativos que é realizado no ato desta “simples” saudação, agradecemos também a guarda, a força e a proteção que Eles realizam. Em um segundo momento Saudamos o Congá e o Altar, local Sagrado de um Centro que deve ser respeitado pois é onde se realiza a grande troca de energia, vale lembrar que as Irradiações Divinas estão sendo projetadas sobre todos aqueles que reconhecem o Poder Divino. O ato de “Bater Cabeça” não deve ser um costume mas sim uma atitude de reverência diante do Sagrado,  afinal de contas, é nessa hora que comungamos com nossos papais e mamães Orixás pedindo que ma­ntenham nossos olhos e ouvidos fechados para o ciúme, o egoísmo, a inveja, a intriga e a curiosidade que alimenta a fofoca, mas que ma­ntenham nossos corações e mentes aber­tos para o amor, a fé, a compaixão, a esperança, o discerni­mento, a sabedoria e a paciência, que mantenham também nosso espírito purificado e iluminado para que assim possamos ser bons instrumentos de Deus, da Lei e da Justiça. É o momento de agradecer por essa oportunidade única e ex­celsa que temos de estar diante do Poder Divino.
Feito isso o médium deve saudar e tomar a benção de seu Pai ou Mãe Espiritual, ou de ambos se for o caso. Quando isso ocorre, o filho está reconhecendo seu Pai Espiritual co­mo o detentor dos conhecimentos da Lei de Umbanda e como seu orientador, aquele que o conduzirá, sustentará e protegerá dentro da doutrina religiosa umbandista. Tomar a Benção é um procedimento de reconhecimento de Grau e de respeito à hierarquia, uma vez que o Pai Espiritual é a voz, a força, o representante e o intermediá­rio dos Orixás aqui no plano material. É escolhido e preparado pelas próprias Forças Divinas pois, se assim não fosse, não conseguiria sustentar uma gira ou realizar um desenvolvimento. Cada Centro tem a sua forma de saudar o Pai Espiritual, mas a saudação mais comum é aquela em que o médium toma entre suas mãos a mão de seu Pai Espiritual, a beija respeitosamente, leva-a até a sua testa e a beija novamente. Este ato representa que o médium reconhece aquelas mãos como sagradas e o seu desejo de que estas mãos preparadas o conduzam aos serviços de Deus ajudando-o a adquirir conhecimentos sagrados. No momento em que o médium pede “Daí-me, Pai, a sua benção” ele está saudando acima de tudo a Trindade Divina e sendo abençoado por Olorum, por Oxalá e por Ifá.
As mesmas atitudes e saudações devem ser realizadas ao sair do Terreiro, uma vez que após todo um trabalho estaremos saindo do sagrado em direção ao profano.
E aí, dá pra continuar no automático? Não né!
Uma excelente semana a todos e muito Axé!
Escrito por Mãe Mônica Caraccio

Vamos levar as plantas para dentro de casa!


Sempre falamos da importância dos banhos de ervas e das defumações, sempre falamos da importância do contanto com a natureza, no entanto poucas vezes falamos ou pensamos em levá-las para dentro de nossas casas onde agem de forma expressiva filtrando as energias, potencializando as boas vibrações, encantando o ambiente, envolvendo as pessoas e adoçando nossas emoções.
É isso mesmo, manter uma vaso de erva, flor ou qualquer outra planta dentro de casa ou ao redor de nós só nos beneficia e nos envolve com uma energia viva impar. Portanto, seguem algumas dicas de Máximo Ghirello, fitoterapeuta e consultor de Feng Shui da Escola da Bússola, para que nos inspiremos neste contato com as plantas.
Vale a pena ressaltar dois pontos: primeiro, se as plantas, flores ou ervas estão colocadas em vasos com água deve-se trocar essa água pelo menos ‘dia sim – dia não’, afinal a água pode ficar concentrada de energias saturadas e, como a água é naturalmente condutora, pode conduzir essa energia saturada para todo o ambiente. Segundo ponto é a importância do vaso de barro, já que, como terra, ele transmuta qualquer energia, sendo assim sempre o mais indicado, principalmente quando o vaso fica dentro de casa ou para plantas consideradas de limpeza.
·         Espiritualidade – erva-doce, camomila, melissa e coentro devem ser cultivados nessa área, que favorece o autoconhecimento e as descobertas espirituais. Associado à direção nordeste, é regido pelo elemento terra, que atua sobre estômago, baço e pâncreas, que em desequilíbrio podem causar preocupação excessiva e ideias fixas.
·         Família e Saúde – dente-de-leão, boldo, carqueja a e artemísia entram na área da família, que trata da união familiar e da saúde dos moradores. A direção é leste e o elemento madeira, relacionado ao fígado, que tem forte influência nos estados emocionais. Quando em desequilíbrio, provoca mau humor, irritação e raiva constantes.
·         Trabalho – cavalinha, salsa, babosa e capuchinha fortalecem a área que diz respeito ao bom fluxo da rotina e da carreira. A direção norte é associada ao elemento água e aos órgãos que controlam os líquidos no organismo, isto é, rins e bexiga. Em desequilíbrio, podem afetar as emoções, causando medo e indecisão
·         Prosperidade – para ativar a abundância material e espiritual, cultive várias espécies de manjericão na direção sudeste. Essa planta simboliza a fartura, pois cresce rápida e ereta. O elemento madeira rege essa área e o fígado, do qual dependem nossa disposição e nosso bom humor.
·         Sucesso – sálvia, passiflora, hamamélis e malva são as ervas relacionadas a essa área e à direção sul. Essas plantas equilibram verborragia, excesso de pensamentos e depressão, comportamentos relacionados ao elemento fogo. A área do Sucesso, que diz respeito a todas as nossas realizações, está ligada ao coração e ao intestino delgado, e essas ervas ajudam a manter a circulação e a digestão bem equilibradas.
·         Relacionamentos – capim-limão, louro, erva-doce e alfazema são as ervas mais adequadas à direção sudoeste e à área que trata das relações afetivas. Os órgãos correspondentes são estômago e pâncreas, associados ao elemento terra e ao excesso de preocupações. Evite deixar nessa direção plantas com espinhos, pontas ou com acúmulo de folhas secas.
·         Criatividade – alecrim, manjericão cravo, guaco, hortelã e menta correspondem à direção oeste. O elemento metal, que está ligado a essa área da fertilidade física e mental, é associado ao pulmão e ao intestino grosso. As ervas indicadas atuam contra tristeza, gripes e problemas respiratórios, além de aliviar cólicas e má digestão. Também abrem caminhos para as mudanças.
·         Amigos – Orégano, manjerona, tomilho e segurelha, são as ervas medicinais da direção noroeste, que ativam o bom relacionamento com amigos, auxiliares e também viagens. Regida pelo elemento metal, essa área atua nos problemas do pulmão e alivia a mágoa e a depressão. A segurelha é indicada para bronquite e problemas respiratórios. Tomilho para gripes, tosses e resfriados e orégano para má digestão e falta de apetite.
E aproveitando o tema vejam algumas plantas indicadas pela NASA para purificar o ar. Em pesquisas algumas plantas  se mostraram capazes de retirar do ar, além do CO2, outras substâncias prejudiciais à saúde, como o benzeno, o tricloroetileno e o formaldeído. Essas plantas são:
·         Filodendro (philodendron scandens)
Descrição: Uma das plantas de sala mais comuns e também a melhor para filtrar as toxinas dos espaços fechados. Conhecida como hera de sala, o filodendro com folha em forma de coração tolera diversas condições.
Cuidados: Mantenha-o num vaso com terra normal ligeiramente úmida. Deve ser colocado em zona iluminada, protegida da luz direta do Sol, com temperaturas quentes e umidade reduzida.
·         Pau-d’água (dracaena fragrans)
Descrição: Também conhecida como planta do milho, esta planta da família das Agavaceae cresce lentamente e é caracterizada por faixas amarelas no centro das folhas. Ao longo do ano, pode dar frutos e flores discretos.
Cuidados: Mantenha-a em temperaturas moderadas a quentes e afastada da luz solar direta. A dracaena fragrans deve ser plantada em terra normal e regada muitas vezes para que esteja sempre molhada ou úmida.
·         Hera (hedera helix)
Descrição: Também conhecida como hera das Canárias, tem folhas escuras e enervadas. Embora sem flor, as videiras trepadeiras da hedera helix podem ajustar-se para formar topiarias ou caírem em cascata por cima de potes. Muito eficaz na filtragem do ar de espaços fechados, mas também muito susceptível a pesticidas. Sobrevive melhor ao ar livre.
Cuidados: a hedera helix necessita de ar fresco e da brilhante luz solar. Também deve ser mantida em temperaturas frescas para moderadas, em terra úmida, no vaso ou no jardim.
·         Paulistinha (chlorophytum comosum)
Descrição: Natural da África do Sul, os clorofitos propagam-se com muita facilidade e são provavelmente melhor conhecidas pelas plantas pequenas que caem da planta maior.
Cuidados: Os clorofitos estão bem em casa ou ao ar livre desde que sejam mantidos num ambiente fresco e com acesso a luz solar direta. Cresce melhor em terra normal que se possa manter úmida.
·         Lírio-da-paz (spathiphyllum maunaloa)
Descrição: o lírio de paz é distinguido pela sua flor branca, de forma oval, que rodeia um cacho branco. As folhas verdes escuras podem ter mais de 30 cm de comprimento, e a altura total situa-se entre os 30 cm e 1,2 metros.
Cuidados: Os lírios da Paz crescem melhor sob luz indireta e entre temperaturas moderadas a quentes. Terra úmida, mas não em demasia. Permitir que a água em excesso seja drenada do solo umedecido.
·         Fícus-benjamim (ficus benjamina)
Descrição: Árvore muito popular que liberta o ar de espaços fechados de toxinas naturais. Embora possa chegar aos 15 metros de largura e 30 de altura, é adequada para o interior de casa e dura muitos anos.
Cuidados: Deve ser mantida úmida, mas não em demasia. Cresce melhor em terra normal e em pleno sol.
·         Palmeira-bambu (chamaedorea seifrizii)
Cultivada como planta isolada, formando maciços ou renques, de preferência a meia-sombra, em canteiro enriquecidos com matéria orgânica, mantidos umedecidos. Apropriada para cultivo em vasos, principalmente na fase juvenil. Sensível ao frio.
·         Espada-de-são-jorge (sansevieria trifasciata)
Herbácea de resistência extrema, excelente  para jardins de baixa manutenção. No entanto seu crescimento é um pouco lento. Suas folhas são muito ornamentais e podem se apresentar de coloração verde acinzentada e variegadas, com margens de coloração branco-amareladas, todas com estriações de uma tonalidade mais escura. As flores brancas não têm importância ornamental. É uma planta de utilização bastante tradicional e a cultura popular recomenda como excelente protetor espiritual.
Agora é só pôr a mão na terra e aproveitar!!
Muito Axé a todos
Escrito por Mãe Mônica Caraccio

Povo Cigano










quinta-feira, 7 de junho de 2012

Dia 13 de Junho – Dia de Exu, Dia de Santo Antônio

FONTE : http://espiritualizandocomaumbanda.blogspot.com.br/


História de Santo Antônio

Fernando de Bulhões (verdadeiro nome de Santo Antônio), nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, numa família de posses. Aos 15 anos entrou para um convento agostiniano, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, onde provavelmente se ordenou. Em 1220 trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana, na esperança de, a exemplo dos mártires, pregar aos sarracenos no Marrocos. Após um ano de catequese nesse país, teve de deixá-lo devido a uma enfermidade e seguiu para a Itália.

Indicado professor de teologia pelo próprio são Francisco de Assis, lecionou nas universidades de Bolonha, Toulouse, Montpellier, Puy-en-Velay e Pádua, adquirindo grande renome como orador sacro no sul da França e na Itália. Ficaram célebres os sermões que proferiu em Forli, Provença, Languedoc e Paris. Em todos esses lugares suas prédicas encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos, o que contribuía para o crescimento de sua fama de santidade.

A saúde sempre precária levou-o a recolher-se ao convento de Arcella, perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões para domingos e dias santificados, alguns dos quais seriam reunidos e publicados entre 1895 e 1913. Dentro da Ordem Franciscana, Antônio liderou um grupo que se insurgiu contra os abrandamentos introduzidos na regra pelo superior Elias.

Após uma crise de hidropisia (Acúmulo patológico de líquido seroso no tecido celular ou em cavidades do corpo). Antônio morreu a caminho de Pádua em 13 de junho de 1231. Foi canonizado em 13 de maio de 1232 (apenas 11 meses depois de sua morte) pelo papa Gregório IX.

A profundidade dos textos doutrinários de santo Antônio fez com que em 1946 o papa Pio XII o declarasse doutor da igreja. No entanto, o monge franciscano conhecido como santo Antônio de Pádua ou de Lisboa tem sido, ao longo dos séculos, objeto de grande devoção popular.

Sua veneração é muito difundida nos países latinos, principalmente em Portugal e no Brasil. Padroeiro dos pobres e casamenteiro, é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.

·         Sincretismo de Santo Antônio: Exu-RJ / Ogun-BA


·         Devoção de Santo Antônio: Padroeiro dos pobres, santo casamenteiro, sempre sendo invocado para se achar objetos perdidos. É também Patrono dos Aflitos.


·         Data Comemorativa: 13 de Junho.

Fonte: http://minhaprece.com/



Sincretismo de Santo Antônio com Exu

Sabendo que a Umbanda, segundo o Caboclo das Sete Encruzilhadas é “A manifestação do espírito para a prática da caridade”, qual a principal função desempenhada pelos Exus nos nossos Templos, Terreiros, Casas ou Centros?
Na Umbanda o Exu é uma Entidade (espírito) que cuida da Segurança da Casa e de seus Médiuns. Todas as religiões tem Entidades que cumprem esse papel, só muda o nome. Um bom exemplo disso são as comunicações recebidas por Chico Xavier e Divaldo Franco mostram a existência desses espíritos trabalhando também no Plano Astral.

A reunião de Exu ou Gira de Exu tem como finalidade descarregar os médiuns e os consulentes. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente com espíritos que ainda não encontraram um caminho. Estes espíritos vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsedando e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia. Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, para que tenhamos bons pensamentos e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira as desarmemos e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em muito, na sua recuperação. Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda, pois os Exus da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas dos espíritos que eles percebem já estarem prontas para o socorro, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho de separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será muito melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, quando menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo.

Laroyê Exu, Exu é Mojubá!


Fonte: http://saojorgedearuandaemaeiem

sábado, 2 de junho de 2012

O Mal das fofocas e intrigas dentro de um terreiro de Umbanda.


A Umbanda é uma religião livre e aberta a todos, ou seja: livre, pois não se prende a uma doutrina exclusiva e restritiva, permitindo a cada ramificação e a cada terreiro, exercerem a sua própria doutrina e seus próprios fundamentos de acordo com seus guias espirituais; aberta, pois recebe a todos sem preconceito de crença, cor, status social ou econômico, ou preferências sexuais.

As casas de Umbanda estão sempre com suas portas abertas a todos, se motivando pela caridade no ajudar ao próximo e na educação moral e espiritual do ser humano.

O “código moral umbandista” se baseia no respeito às diferenças, no respeito a todas as crenças, e a todas as formas de praticar a religião de Umbanda que existem no mundo. É, no mundo, pois a Umbanda se tornou uma religião não só brasileira, mas que se encontra em vários países, como: EUA, Argentina, Uruguai, França, Suíça, Portugal etc.

Se preconceito, a Umbanda acolhe a todos e a todos tem uma palavra de força, de fé de conforto. Porém, os terreiros não são perfeitos, pois o material de trabalho dos Guias e Orixás somos nós, seres humanos que têm defeitos, manias, maus hábitos, defeitos morais e espirituais que os Guias têm de conviver, e, aos poucos, quando a matéria permite modificações, eles as fazem de bom grado, mas sabendo que nem tudo é passível de mudança. Só tempo é com muita paciência e boa vontade (com uma dose de determinação e aceitação do médium) é que as mudanças podem ocorrer (Umbanda não faz milagres, muito menos, os Guias e Orixás).

Um dos piores defeitos morais coletivos que pode existir dentro de um terreiro é a “fofoca”, e, com ela, as intrigas. Se existem fofocas isso demonstra que também existem inveja, ciúmes, vaidades, soberba ... Ou seja, uma série de maus modos que têm como termômetro a fofoca.

Normalmente o “médium fofoqueiro” não faz essa prática por mal. Ele a faz por um vício que traz de casa, do convívio familiar e que não foi corrigido em tenra idade, e que acaba se tornando um vício que persegue a pessoa dentro da própria família, em suas relações pessoais, no trabalho e, infelizmente, dentro de uma casa espiritual (não só nos terreiros de Umbanda, mas nas casas espirituais em geral: Igrejas, Centros Kardecistas, Terreiros de Candomblé etc).

O “médium fofoqueiro”, muitas vezes, não tem idéia do mal que acaba fazendo, pois se torna compulsivo e involuntário nas palavras (a língua acaba sendo mais rápida do que o pensamento racional e moral). Com isso acaba gerando desconforto dentro do ambiente do terreiro, pois finda no jogo cruel e imoral do “jogar uma pessoa” contra as outra, ou outras; amigos contra amigos, irmãos contra irmãos; Pai/Mãe de Santo contra o ou os filhos; os filhos contra o Pai/Mãe de Santo. Ou seja, gera um caos, onde o “médium fofoqueiro” fica olhando e se divertindo com tudo aquilo, sem dar conta do estrago que está fazendo.

As situações podem chegar a um ponto tal que as próprias “entidades” do “médium fofoqueiro” passam a absorver esse mal, ou o médium passa a ser anímico a tal ponto que suas “entidades” passam a também fazer fofocas, tais como: “tem uma pessoa aqui no terreiro que diz ser sua amiga, mas que vai te passar a perna”; “você deveria tomar cuidado, pois tem gente aqui dentro de olho no(a) seu(ua) homem/mulher”; “o cavalo de fulano fez aquelas obrigações, mas o seu não faz ...”.

Essas situações são terríveis e acabam marcando o próprio médium, e, sem dizer, as suas “entidades”, pois acabam, ele/ela e as entidades, perdendo a credibilidade, a confiança. Nesse ponto, onde antes havia “o veneno pernicioso da fofoca” gerado pelo médium, ele acaba colhendo o próprio fel que plantou. Caindo em desgraça diante dos irmãos e da própria assistência, fazendo com que o Guia chefe da casa ou o próprio sacerdote chefe, acabe tendo que tomar medidas drásticas, como: a suspensão, a bronca pública ou mesmo a expulsão do médium do terreiro.

Porém, como lidar para que as coisas não cheguem a um ponto extremo de ter que expulsar um “médium fofoqueiro” de um Terreiro?

Inicialmente as queixas devem ser levadas ao Guia chefe da casa e/ou ao Sacerdote de comando do Terreiro, para que ele possa avaliar essas queixas. Caso as mesmas sejam pertinentes, o “médium fofoqueiro” deve ser chamado, tendo em vista que a pessoa não faz essa prática por ser ruim, mas porque tem problemas diversos (baixa estima; ciúmes inexplicáveis; é muito possessiva e não aceita dividir ou ter perdas; problemas de relacionamento em casa: marido, pais ou filhos; é uma pessoa, muitas vezes, amarga com a vida e com as pessoas em volta dela, frustrada nos relacionamentos pessoais, nos relacionamentos familiares, no trabalho ou com sua própria aparência etc). Assim deve-se tem muito tato para conversar com o médium para que ele não se sinta perseguido ou constrangido (Normalmente o “médium fofoqueiro” e uma pessoa que se sente perseguida diante de qualquer problema, principalmente dentro daqueles que ela tenha provocado – isso é uma forma de autoproteção ou fuga do problema. Também se sente constrangido por qualquer motivo e diz, gagueijantemente, que não foi ele/ela colocando a culpa em outrem ou em ciúmes e invejas; chora copiosamente ou, em casos de fuga, se deixa receber um kiumba que diz que “vai levar, foi trabalho mandado ou algo do gênero”, fazendo muito estardalhaço e sendo agressivo). No todo a conversa deve ser franca é concentrada no problema colocado e se a pessoa tem idéia do que fez, buscando-se sempre os motivos (coerentes ou não).

O “médium fofoqueiro” deve entender que aquele tipo de prática não pode existir dentro do terreiro, ficando claro que punições são cabíveis a esse tipo de prática, podendo chegar à expulsão. Caso as coisas tenham ido para o lado dos Guias do “médium fofoqueiro”, os mesmos devem ser convocados e chamados à atenção, pois não estão cuidando do “cavalo” devidamente, e, acima de tudo, estão permitindo o animismo e a falsa espiritualidade residirem no médium.

O sacerdote também deve buscar saber o estado espiritual e mental do médium para que ele possa ser tratado e/ou cuidado (se for espiritual no espiritual, o Guia chefe da casa deve ser consultado para ver o que pode ser feito em termos de descarregos, banhos, oferendas e/ou obrigações; se for no material/mental, deve-se indicar um Guia da casa para acompanhar o médium, e, dependendo da gravidade do problema, um psicólogo, terapeuta ou mesmo um psiquiatra, deve ser recomendado).

O “médium fofoqueiro” deve ser sempre monitorado até que os problemas sejam sanados, e o bem estar volte à comunidade como um todo.

O trabalho espiritual é constante e não adianta acreditar que as coisas irão se resolver sozinhas ou pelo Astral Superior. Esse é um pensamento muito comodista, pois as coisas dos homens, em geral, são resolvidas pelos próprios homens ou com apoio e intervenção da espiritualidade através dos Guias. Se as coisas são deixadas de lado por medos vários, elas tendem a crescer a um ponto do insuportável, onde acabamos tomando medidas ou posicionamentos extremos, onde poderíamos ter uma ação mais preventiva ou pró-ativa para evitar ou sanar os problemas.

Etiene Sales – GhostMaster

Sacerdote Umbandistas e pesquisador na área de Ciência das Religiões.
http://maroladomar.blogspot.com.br/
Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguem reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento..."
Joaozinho

paijoaozinho@terreirodavobenedita.com