Horários De Atendimento

Segundas - 20 Hs - Mãe Claudete e Pai Joãozinho.
Quartas - 20 Hs - Mãe Marta e Pai Ney.
Sextas --- 20 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.
Sábados - 19 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.


Endereço - Rua Meciaçu 145 Vila Ipê - Campinas SP.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

A voz é pequeninha, de caipira.
Noite em que não faz a rala barba é quando se parece mais com o caipira que é, quando o vejo em alguma Gira ou evento.
Se parece no aspecto, somente.
Na prática, homem de rápidas decisões. A voz pequena, então, ajuda.
Mas deixemo-lo com sua voz de lado e foquemos no homem, de alma grande, coração profundo e olhar doce.  
Alguns não gostaram da descrição?
Pena. Como João, sei que não sou unanimidade. Quem o é? E bem por conta disso é que não estou nem aí com o fubá!
O ano, em seu final, corre pelo tempo em desabalada carreira e logo toparemos de frente com um ano novo bravo.
Regido por três de altíssima competência. Xango, Iansã e Exú.
Querem mais?
O ano promete e nele navegará Pai Joãzinho e sua navegação não será fácil.
Aproveito a deixa para lhe dedicar esta minha foto de capa onde aparece em seu verdadeiro meio, a Mata e seus filhos e afilhados. Aí você está em Casa.
Aproveito, também, para lhe agradecer, de público pelo recebimento através de suas mãos, do título de Embaixador  das Religiões de Matrizes Africanas do Estado de São Paulo, em Gira no TVB, o que muito me dignificou.
Aperte aqui meu abraço e receba, em nome do TVB, todo meu carinho e admiração!
Sua benção e muito Axé!
Ogan Mario de Ayra

Natal e Ano Novo na Umbanda

Natal e Ano Novo na Umbanda

É a hora dos umbandistas pularem sete ondas?

Muitas pessoas me perguntam sobre as comemorações de Natal e Ano Novo dos umbandistas. Nós devemos fazer algo especial nestas datas? Afinal, o Natal, que celebra o nascimento (data não confirmada) de Jesus Cristo, deve ser celebrado por quem frequenta a Umbanda?

Antes de responder a esta pergunta, devemos nos questionar se a Umbanda é uma religião cristã. A resposta é: SIM, nós somos cristãos e eu defendo meu ponto de vista aqui neste texto sobre Jesus.

Respondido isso, vem a grande pergunta:

Temos que fazer algum ritual especial no Natal?

Não. Está certo que cada casa tem a sua liturgia própria (e eu amo a Umbanda por isso), mas em minha casa e também nas casas que conheço não há nenhum ritual de Natal ou de passagem de ano. Há sim os rituais de encerramento do ano do terreiro, ou seja, após a última gira do ano cada terreiro tem seu procedimento para fechar a coroa dos médiuns para que eles façam um recesso digno e possam descansar melhor afim de voltarem plenos para as giras do ano seguinte. Contudo não há nada específico para o Natal e a virada do ano.

O que recomendamos é que todos dediquem momentos de sua vida nestes dias para oração em prol dos irmãos necessitados de luz, que levem a cabo os ensinamentos de Jesus Cristo e continuem praticando a caridade, que ajudem o próximo. Natal é uma data de alegria, então por que não fazer a alegria de alguém que esteja em um momento de aflição?

No ano novo cada um tem seus rituais como comer lentilha, pular sete ondas, usar calcinha amarela para chamar dinheiro ou cueca vermelha para atrair paixões, mas na Umbanda não há, novamente, nada especial para esta ocasião. Minha recomendação é que vocês separem algumas horas do seu dia para ficarem a sós consigo mesmos e refletir sobre o ano que passou, os bons e maus passos, sobre tudo aquilo que vocês deviam mantar ou se livrar no próximo ano. Novamente, ore para seus orixás e agradeça por estarem vivos e prontos para as batalhas que virão, peçam força para ajudar o próximo.

Se puderem, mantenham acesas as chamas de seu altar, tomem banhos de ervas (boldo é uma ótima pedida, por ser a erva de Oxalá).

E sejam felizes! 

sábado, 16 de dezembro de 2017

Umbanda - Mitos e Realidades

1. Pode uma pessoa praticar o mal sob influencia de espíritos?

Sim pode, tanto quanto pode praticar o bem, também influenciada pelos espíritos. Mas estejam certos de que para que as influencias negativas ou positivas atuem em nossas vidas devemos estar sintonizados com tais vibrações.

Portanto orai e vigiai. Você tem seu livre arbítrio e é o único responsável pelas companhias que atrair, tanto carnais como espirituais, e que permitir atuar em sua vida.

2. Todos somos médiuns?

Todos nós somos sensitivos, mas alguns em um grau mais elevado que o outro. Esses diferentes níveis de sensibilidade podem ser compreendidos com diversas formas de mediunidade que está liga a missão que o individua tem aqui na terra. Alguns são médiuns de incorporação, outros intuitivos, videntes, audientes, de efeitos físicos, de pisocofonia e de psicografia, todos passíveis de desenvolvimento de acordo com o livre arbítrio de cada um.

3. O Médium quando está incorporado sabe tudo o que está acontecendo e o que a pessoa está falando com a Entidade?

Normalmente sim. A grande maioria dos médiuns é consciente ou semiconsciente como falam, ou seja sabem o que está acontecendo mas não tem ingerência sobre as atitudes da entidade.

Normalmente logo após a consulta o médium ainda lembra de alguma coisa, que vem como “flash”, mas logo depois vão esquecendo aos poucos. Somente médiuns inconscientes é que não sabem o que se passou durante uma consulta, mas é muito raro este tipo de mediunidade.

Mas se a sua preocupação é se você pode conversar qualquer assunto com a entidade que o médium não vai contar pra ninguém, isso aí dependerá da índole do médium e da Casa que ele trabalhe, mas não se preocupe, pois o princípio básico de uma casa de Umbanda séria é o sigilo em respeito às consultas e o respeito com os problemas de cada um.

4. Se uma pessoa tem que trabalhar mediunicamente e se a mesma não entrar para um Centro ela poderá receber um guia ou entidades na rua, em casa, no trabalho ou em outro lugar?

Não. Uma Entidade Guia ou Protetora “de Luz” não irá de forma alguma expor a pessoa ao ridículo ou a situações constrangedoras incorporando em lugares públicos. O fato é que se a pessoa é médium, e tem como missão trabalhar mediunicamente e opta por não desenvolver sua mediunidade isso não faz com que ela deixe de ser médium. O que acontece é que sua mediunidade ficará embrutecida e desamparada expondo a ação de espíritos trevosos que poderão, esses sim, manifestarem em locais públicos colocando a pessoa em situações embaraçosas e de risco.

A Umbanda ou outra religião qualquer serve para nosso crescimento moral e espiritual e como um elo de religação com Deus, freqüentar ou participar ativamente de uma deve ser uma opção particular de cada um e não uma imposição.

Devemos saber que pelo fato de termos uma mediunidade mais aflorada nos torna imãs, atraindo toda e qualquer energia que estiver nos ambientes aos quais freqüentarmos, o desenvolvimento dessa mediunidade, se faz necessário para aprendermos a lidar com essas energias e controlar as manifestações e termos a oportunidade através do trabalho mediúnico de resgatarmos nossos kármas e compromissos assumidos antes de reencarnarmos.

Negar e fugir disso não nos levará a nada, é claro que existem outras formas de praticarmos a Caridade, trabalhar mediunicamente deve ser uma opção e não uma imposição. Cada um com seu Kárma, missão e vontade.

5. É verdade que a pessoa que entra para trabalhar na Umbanda não pode mais sair, porque atrasa a vida?

Não, não é verdade. Como também não é verdade que a vida da pessoa em questão vai pra frente se ela entrar para a Umbanda.

O que ocorre é que ao entrar para a corrente de um terreiro de Umbanda a pessoa passa a dar vazão e a desenvolver sua mediunidade, assume compromissos e responsabilidades, se tranqüiliza e se harmoniza vibracionalmente e evolutivamente, ou pelo menos deveria.

O “atraso na vida” da pessoa ocorre porque ela deixa de se equilibrar, evoluir e fazer caridade. Conseqüentemente ela deixa de ter tranqüilidade para resolver até o mais simples dos problemas. Mas isso ocorre porque a pessoa saiu do Terreiro, mas não deixou de ser médium e continua recebendo influência do Astral. E se ela não continuar com suas responsabilidades em ter uma vida regrada, de conduta ilibata e não praticar a caridade de alguma forma, receberá maior influencia do Astral inferior, segundo a Lei das afinidades.

Que fique bem claro que não é o ingresso da pessoa ou a sua permanência na Umbanda, ou qualquer outra religião, que fará com que a vida da pessoa “ande pra frente” ou que todos os problemas dela se resolverão. Temos que ter a consciência de que é a sua conduta moral, seu desejo de praticar a caridade, de ajudar ao próximo, de buscar sua evolução é que será determinante se ela vai melhorar ou não, é uma questão de merecimento pessoal. A Umbanda através de um Terreiro sério lhe dará a oportunidade, o conhecimento e o meio, cabe a pessoa abraçar ou não.

6. É, mas uma vez eu ouvi um médium dizer que se ele abandonasse as entidades o castigariam? Isso é verdade?

Não, a entidade não faria isso. Certamente era o médium que em suas limitações de conhecimento entendia assim. Na verdade o que muito provavelmente aconteceria, se fosse em um Terreiro sério e com entidades sérias, a Entidade faria era aconselhar e alertar o médium quanto ao perigo que ele estaria sujeito ao abandonar a Umbanda ou seu compromisso mediúnico.

Entidade Protetora ou Guia, não bate ou castiga seu médium, ela respeita a sua opção e o livre arbítrio que lhe foi outorgado por Deus. Ele não tem ingerência sobre isso.

Como dito anteriormente, o médium ao se afastar do seu compromisso mediúnico ou do terreiro, não deixa de ser médium por isso, de acordo com o que faça da sua vida a partir daí é o que vai justificar sua nova condição, se fizer coisas boas continuará recebendo boas influências, mas se levar uma vida desregrada receberá influências negativas ou ruins.

A Umbanda, tão pouco seus guias e protetores, não têm função de nos punir e sim de orientar e amparar.

7. O que é um “guia de frente”?

É a entidade que chefia a coroa do médium, é representante direto de seu Orixá Regente. É responsável em comandar todas as entidades e guias que trabalhem na coroa do médium ela traz as orientações e ordens diretas do Orixá Regente. São também conhecidas como mentores. Em alguns terreiros pode ser também um Preto-velho ou um Caboclo.

8. Pode duas ou mais pessoas receber entidades com o mesmo nome?

Certamente que sim. Aliás isso é bastante comum de acontecer da mesma maneira que encontramos pessoas com o mesmo nome.

Podemos observar várias entidades se identificando como: Caboclo Rompe Mato, por exemplo, isso não quer dizer que é a mesma entidade ou o mesmo espírito, e sim entidades que trabalham em um mesmo campo vibracional.

Na verdade se paramos para pensar realmente, o nome é o menos deve importar, mas sim o grau de comprometimento com a caridade.

9. Como é o desenvolvimento de um médium Umbandista?

Embora esta questão seja bastante específica e a resposta varie de terreiro para terreiro, como a maioria das questões sobre ritualística e fundamentos, vejamos alguns pontos que devem ser observados.

a) É fundamental uma avaliação minuciosa do médium com relação a Umbanda e suas próprias aspirações. É de suma importância que ele esteja certo de que é isso que deseja para si e para sua vida, que entenda que a Umbanda é uma religião que o ajudará na sua evolução através da Caridade e não é para resolver seus problemas.

b) A casa que ele escolher para realizar este empreendimento deve estar o mais próximo do que ele acredite, entenda e queira para si. É fundamental que seja uma casa séria e comprometida com a caridade, ou seja, que seja realmente de Umbanda.

c) As diferentes ritualísticas da Umbanda servem exatamente para atender as diversas aspirações. Por isso antes de qualquer coisa ele deve freqüentar a assistência assiduamente, observar, envolver-se e estudar até ter certeza que ali é o seu lugar.

d) Cada casa tem um critério para se fazer parte da corrente, procure saber qual é. Ao entrar para a corrente deverá seguir rigorosamente as orientações do Dirigente e da Entidade chefe ou das pessoas a sua ordem.

e) Entender que nãos será umbandista dos portões para dentro do terreiro, mas sim de coração, corpo e alma. Deverá dedicar-se, educar-se, doutrinar-se seguindo as orientações recebidas, que sua conduta moral deverá ser constantemente vigiada.

f) Participar de todas as seções que esteja, abertas aos médiuns novos, estudar e se dedicar com afinco, buscando sempre melhorar seus pensamentos, desejos e vontades. Buscar constantemente a evolução espiritual e moral, para assim poder preparar o seu corpo e mente para ser um bom instrumento para as Entidades Protetoras e Guias.

Buscar tudo isso irá facilitar a incorporação e o desenvolvimento de sua mediunidade, se entregue de corpo e alma, sem medo. É essencial lembrar que é um momento de adaptação, onde tanto médium quanto entidade estarão se afinizando. Não tenha pressa, o tempo que você levará para incorporar, dar passes, dar consultas, só dependerá de você mesmo, de sua dedicação empenho e preparo seguindo as orientações que lhe forem passadas.

10. É verdade que homens que trabalham com entidades femininas são Gays ou podem se tornar?

Não, não é verdade. O que determina a preferência sexual de uma pessoa é ela mesma e não a entidade, aliás ninguém tem ingerência sobre este assunto, isso é um pensamento machista e preconceituoso, a Umbanda não coaduna com pensamentos retrógrados. Ninguém vira ou se torna homossexual, ou ela é ou não é, isso é uma característica dela e deve ser respeitado O médium é um medianeiro, um aparelho para a espiritualidade trabalhar pela expansão da caridade, assim sendo a entidade não interfere na personalidade do médium, senão todos que incorporarem Ogum serão guerreiros, e quem trabalha com todas as linhas sofre de personalidades múltiplas. Então se for assim mulheres também não podem trabalhar com entidades masculinas pois se tornarão lésbicas.

Temos que mudar esta mentalidade e acabar com o preconceito dentro dos Terreiros. A Umbanda tem lógica e coerência, o que deve realmente interessar não é a preferência sexual do indivíduo, mas o quanto de caridade e amor a pessoa tem para fazer e dar, o quão dedicado a espiritualidade ela o é, e o quão envolvido com o astral superior ela esteja.

11. Como funciona a hierarquia dentro de um terreiro de Umbanda?

Dentro de um terreiro de Umbanda deve existir organização e disciplina. E para manter essa organização e disciplina deve existir também um sistema hierárquico. Alguns Terreiros dividem-se em parte administrativa e espiritual.

A parte administrativa funciona como uma associação normal, com Presidente, Tesoureiro, Secretários e outros cargos que possam vir a serem úteis na composição de seu estatuto. Já a parte espiritual é comum ser dividida da seguinte forma:

a) Babalorixá e Ialorixá: São os Dirigentes do terreiro, o Sacerdote (Babalorixá) ou a Sacerdotisa (Ialorixá). É o Responsável espiritual por tudo que acontece nas gírias, antes, durante e depois. São também chamados de pais e mães-de-santo. Eles têm a função de cuidar e zelar espiritualmente do Terreiro e dos médiuns, orientar e dirigir os trabalhos abertos e fechados ao público. São os responsáveis em fazer cumprir as diretrizes estabelecidas pelo astral superior.

b) Pai Pequeno e Mãe Pequena: São as segundas pessoas na hierarquia de um terreiro. Tem como função auxiliar e substituir quando necessário o Babalorixá e a Ialorixá. Outras funções específicas variam de terreiro para terreiro.

c) Médiuns de Trabalho: São os médiuns que trabalham incorporados, cujas entidades já dão consulta e já passaram por todos os preceitos do terreiro, que também variam de Terreiro para Terreiro.

d) Médiuns em Desenvolvimento: São Médiuns que como o nome já diz, estão em desenvolvimento, ainda não passaram por todos os preceitos da casa. Em alguns Terreiros ele podem dar passes, já incorporam uma ou outra linha de trabalho, mas não são autorizados a dar consultas. Estão sendo preparados para tornarem médiuns de Trabalho. Ajudam no auxílio as entidades incorporadas.

e) Cambonos: São os responsáveis para auxiliar as entidades, esclarecer a assistência quanto as obrigações passadas, coordenar a entrada da assistência nas consultas e passes.

f) Curimbeiro, Tabaqueiro ou Ogã: É a pessoa responsável pela puxada dos pontos cantados e bater ou tocar o atabaque, quando utilizados pelo Terreiro. Sua função é a de ajudar na evocação das entidades e auxiliar a manter a agrégora positiva da Casa durante as seções.

Deixemos bem claro que todas as funções são importantes dentro da organização de um Terreiro e nenhuma é melhor ou pior que a outra, o respeito e a disciplina deve sempre ser elementos básicos da convivência entre todos, deve-se tomar muito cuidado com a vaidade e a inveja, sentimentos que devem ser sempre repudiados por todo e qualquer umbandista.

12. O que pode ou não dentro dos rituais praticados nos Terreiros serem considerados de Umbanda?

Podemos observar a enorme confusão que as pessoas fazem em relação ao que faz ou não parte dos rituais da Umbanda e o que faz um terreiro serem considerados de Umbanda.

Em primeiro lugar a premissa básica para que se determine que um terreiro seja UMBANDA é a caridade que se pratica no local. Não podemos confundir fundamentos com elementos de rito ou culto. Em primeiro lugar é fundamental estabelecermos algumas premissas básicas para o perfeito entendimento a respeito da diferenciação do que seja “fundamento” de “elemento de rito”.

Fundamento: é tudo que existe velado ou não, dentro do terreiro que “fundamenta” e direciona seus trabalhos. Estabelece suas linhas de força trabalhada e cultuada, assim como a missão da Casa. Ou seja, interfere e determina o resultado final dos trabalhos realizados. É estabelecido pelos Dirigentes espirituais. Exemplo: firmezas ou pontos de força estabelecidos no Gongá.

Elemento de Rito: é tudo que existe, velado ou não, presente ou não, que não interfere no resultado final dos trabalhos e nem na missão da Casa. É estabelecido pelo sacerdote.

Entendido isso vejamos então o que determina realmente se um terreiro é de Umbanda ou não?

a) Na umbanda o atabaque é elemento de rito, ou seja, a presença ou não do atabaque NÃO interfere no RESULTADO final do trabalho. A gira pode ficar, e fica mesmo, mais alegre, mais “vibrante”, mas o resultado final é o mesmo. As entidades incorporam e fazem seu trabalho da mesma maneira.

b) As roupas (saias rodadas, etc.) são elemento de rito, o fato de serem brancas é que é fundamento, ou seja, se as mulheres trabalham com “baianas” rodadas ou sem roda, ou de jalecos não interfere no resultado final do trabalho. As roupas coloridas podem ser usadas em giras festivas. Vai da preferência do sacerdote.

c) Sacrifício de animal não é fundamento e muito menos elemento de rito da umbanda, entretanto é e tem fundamento em outras religiões.

Esses simples exemplos servem apenas para ilustrar, pois é tão fácil e simples saber ou detectar se um terreiro é de umbanda ou não. Há caridade? Não há cobrança por trabalhos, consultas ou passes? Não há sacrifício de animais? Então é umbanda. Fácil, não? O resto, ou quase tudo, é elemento de rito.

13. Qual a necessidade ou a importância do uso de roupas brancas?

A “Roupa Branca” usada pelos médiuns nos rituais de Umbanda, deve ser tratada de maneira especial e usada exclusivamente para este fim.

Ela representa a pureza e a simplicidade, além do branco ser uma cor que absorve a vibrações mas não as retém.

14. Qual o objetivo dos banhos de ervas?

Tem ervas que são para descarrego, outras para energização e outras com ambas as funções, outras simplesmente preparatórias para algum tipo de trabalho.

Dependendo da necessidade o médium ou o consulente, tomará seu banho de ervas objetivando sempre uma boa harmonização com as forças da natureza, para a consecução dos objetivos propostos.

Os banhos de ervas necessitam de uma ritualística preparatória e não devem ser tomados indiscriminadamente, só devem ser tomados sob orientação da Entidade ou do Dirigente do Terreiro ou de pessoas a sua ordem, pois sem o conhecimento específico do problema e do objetivo a ser alcançado, o banho pode ter efeito contrário. Por exemplo se a pessoa tiver agitada demais não deverá tomar banho de ervas Ogum ou Iansã, pois poderá ficar mais agitada ainda.

15. Porque batemos a cabeça no gongá?

O “bater a cabeça” é um gestual que representa humildade e respeito, é uma ato de oferecimento de seu Ori (coroa), de reverencia e agradecimento à Coroa Regente da Casa e de pedido de benção.

16. E os colares na Umbanda?

Os “colares”, os quais chamamos de “guias”, são utilizados para auxiliar fixação da vibração do Orixá e tem a função de atração ou proteção.

Utilizar ou não, a quantidade de contas e quanto o tipo varia de Terreiro para Terreiro conforme a orientação da Entidade Chefe ou do Dirigente. Mas elas não devem ser compradas, pois devem ser preparadas pela própria pessoa segundo os preceitos de cada casa.

17. Na Umbanda não existe sacrifícios de animais? Mas já vi terreiros que praticam esses rituais, então eles não são Terreiros de Umbanda?

Não, não são terreiros de Umbanda. A Umbanda anunciada e fundada como culto pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas não tem a prática de sacrificar animais.

O que precisa ficar bem claro é que Terreiro que pratica sacrifícios de animais, seja para iniciações, descarrego, oferendas ou qualquer outra coisa, não é um terreiro de Umbanda, mas sim outra forma de culto que não nos cabe discorrer sobre.

18. Porque fazer firmeza para Exús e Pombas-gira?

Exús e Pomba-giras são nossos guardiões e defensores dos ataques do astral inferior. Ao fazermos firmeza para eles estamos fornecendo pontos de energização e fixação de energia que visam a facilitar este trabalho.

19. Como é o trabalho de um Exú e uma Pomba-gira?

Como já vimos Exús e Pombas-gira trabalham para nossa defesa e proteção. Atuam nas regiões umbralinas ou onde sua presença se fizer necessária. São verdadeiros soldados do astral envolvendo os trabalhos de defesa com sua energia equilibradora.

20. Qual é a importância de uma gira de Exús?

As giras de exus servem para expurgar, descarregar, encaminhar, limpeza do terreiro, dos médiuns e de todos os trabalhos de desobsessão do mês.

Servem também para oportunizar a estas entidades maravilhosas, através da incorporação e da consulta, sua evolução e na busca de conselhos de assuntos mais de terra.

Não podemos esquecer que eles é que dão o primeiro combate contra as forças trevosas, são eles que nos defendem, que representam e levam as ordens dos enviados de orixás aos níveis mais baixos da crosta, são eles os executores dos kármas, que limpam, descarregam e atuam como elementos magísticos no desmanche de trabalhos de magia negra.

21. Porque algumas entidades na Umbanda bebem e fumam?

A Umbanda, seus médiuns, os espíritos que nela trabalham e, em particular, os espíritos que trabalham na linha de Exu são alvos de muitas críticas devido ao uso da bebida alcoólica e do fumo durante seus trabalhos.  Essas críticas baseiam-se no conhecimento, com o qual concordamos plenamente, de que o vício e a mediunidade responsável são incompatíveis.

Por isso, a Umbanda é comumente associada a espíritos ainda muito apegados à matéria e/ou a médiuns despreparados e de precária estrutura moral. É claro que temos entidades que por estarem em um plano ainda próximo ao da terra guardam os vícios de uma encarnação recente, bem como médiuns que se utilizam das entidades para se embriagarem. Mas isso não é regra, não é porque uma entidade bebe e fuma que ela é um espírito inferior, o fumo e a bebida também fazem parte da caracterização da entidade e ajuda na comunicação entre a entidade e consulentes que associando, por exemplo, um preto-velho que fuma cachimbo ou um Exu que bebe marafo como legítimos e, portanto, dignos de confiança e respeito.Muita das vezes, mesmo pessoas cultas podem levantar dúvidas quanto à legitimidade da comunicação mediúnica quando ela não envolve o uso desses instrumentos de caracterização da entidade (nos quais se incluem, também, a mudança de voz ou de postura física do médium, embora esses elementos tenham suas devidas funções, como se explicará melhor em outra oportunidade).  Essa caracterização das entidades é fundamentada em processos culturais desenvolvidos desde os tempos antigos e presentes no surgimento da Umbanda e facilitam que o médium iniciante reconheça e assimile a personalidade da entidade, permitindo que a entidade se expresse sem maior influência da sua personalidade, já que o médium se torna mais flexível a uma realidade psíquica estranha à sua.

Dentro do conceito elemental, o fumo é uma defumação direcionada, que traz além do vegetal, os quatro elementos básicos (terra, água, ar e fogo) para trabalhos de magia prática. O Sopro por si só traz efeitos terapêuticos e espirituais muito valorosos e eficazes nos trabalhos de cura e limpeza, que somado ao poder das ervas é potencializado muitas vezes em resultados largamente vistos durante os trabalhos de Umbanda. Já o Álcool é do elemento água, provindo de um vegetal (a cana), que se sustenta na terra, altamente volátil no ar e considerado o "Fogo líquido", de fácil combustão. Tanto o Fumo quanto o Álcool são utilizados para desagregar energia negativa, queimar larvas e miasmas astrais, e no caso do Álcool para desinfetar e limpar no externo e no interno já que pode ser ingerido.

O fumo, Tabaco, o álcool são considerados um "Elemento de Poder", usados há milênios pelos povos indígenas, considerado sagrado com larga utilização em seus trabalhos de cura.Tudo que é sagrado traz o divino e as virtudes para nossas vidas, sempre que profanamos algo sagrado atraímos a dor e o vicio. Assim o mesmo tabaco e o álcool que cura em seu aspecto sagrado também vicia e traz a dor quando utilizado de forma profana.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Caridade

PARA REFLETIR....UMBANDA É CARIDADE...

caridade

O conceito principal e fundamental da nossa umbanda sagrada é a CARIDADE!

O lema do BOM umbandista deve ser: 

"Dê de graça, o que de graça recebes: amor, humildade, caridade e fé" 


Seguindo os ensinamentos passados por nosso pai Oxalá, nossos Pretos-Velhos, nossas entidades de luz e força, não há meio maior e melhor de se aproximar do Criador, senão pela caridade... pelo amor ao próximo.

A mediunidade é um dom, mais que um dom, um presente divino. 

Uma forma de atingir o coração das pessoas mais necessitadas e lhes encher de carinho e segurança.


bondade

Afinal, a Umbanda é amor! Amor pelos encarnados e pelos desencarnados.

Amor por ajudar aos necessitados. Amor pela caridade.

Desde que foi revelada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, a caridade foi colocada como alicerce da 

Umbanda e todas as entidades que estiverem dispostas a trabalhar em prol da humanidade terão seu lugar em um verdadeiro terreiro de Umbanda. 

Afinal, a Umbanda é serviço prestado ao próximo, é se esquecer do orgulho humano e aprender a ser humilde, aprender a respeitar o sofrimento alheio como se fosse o nosso próprio sofrimento.

Ser Umbandista é ter sempre o coração aberto ao novo, ao diferente, pois a Umbanda é filha do preconceito, e na Umbanda não se deve existir discriminação. Somos todos iguais e devemos nos tratar por iguais!

" Sejamos caridosos meus irmãos, e então seremos Umbandistas,  de corpo, alma, mente e coração".

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

QUERIDOS MÉDIUNS

QUERIDOS MÉDIUNS!




Os médiuns da Umbanda, são os mesmos médiuns que trabalham em qualquer linha ligada ao Espiritismo, não havendo nenhuma diferenciação, apenas, o que normalmente ocorre é que os médiuns que trabalham na Umbanda são os de Incorporação, principalmente, já que no rito da Umbanda todo o trabalho é feito por uma entidade, não pelo médium. O médium apenas, cede seu corpo e faculdades, para a manifestação dos Guias. Os demais tipos de mediunidade ( Vidência, Auditiva, Premonitiva ), são aceitas mas sua manifestação não é tanta, já que quem procura um terreiro vem buscar nas entidades que ali estão trabalhando, as soluções de suas agruras. 

Um médium de Umbanda é preparado, tanto pelos Guias, como pelo Pai de Santo. Esse, por si tem uma responsabilidade maior, saber frear os desejos terrenos dos seus filhos, pois esses desejos tendem a prejudicar o desenvolvimento do médium. 
Alguns terreiros, fazem para seus participantes "Giras" próprias para desenvolvimento. Nessas giras, são passados os conhecimentos necessários. Em alguns terreiros, essas giras são feitas somente para os médiuns da corrente, não sendo permitido a presença de plateia. Uma das razões disso prende-se ao fato da liberdade do Pai de Santo de falar com esses filhos, em desenvolvimento, sem constrange-los. Alguns na ânsia de desejo, acabam confundindo um incorporação verdadeira, com a vontade de estar incorporado. O Pai de Santo, tem por obrigação, guiar esses filhos, no caminho certo, parar as "tremedeiras" e "Chacoalhos", e faze-lo entender a diferença entre vibração e incorporação. Muitos não aceitam, mas o primeiro passo para um bom desenvolvimento é saber reconhecer as diferenças. 

Os médiuns em desenvolvimento, tem uma maior facilidade de receber entidades, como popularmente falam, de Esquerda, ou como eu prefiro falar, da Linha de Exús ou, dos Povos (Baiano, Boiadeiro, etc.), o motivo de tal é o foco vibracional gerado tanto pelo médium, como por essas entidades. Não é raro, achar um médium em desenvolvimento que já receba um Exu e esse fale, ande, se manifeste como se a muito esse médium o recebesse e ainda não ter se manifestado nenhuma entidade de outra linha. 
Fatores que facilitam o desenvolvimento e a incorporação de um médium são o preparo do ambiente para o trabalho de desenvolvimento. Podemos citar, para exemplificar que o Som dos Atabaques, a "Gira" favorecem o desenvolvimento porque fazem o desligamento do pensamento do médium em desenvolvimento. 
Existem alguns tipos de incorporação, e citaremos os mais falados : 

Inconsciente : É quando o médium entra em uma espécie de transe, como se estivesse dormindo. Enquanto ele se encontra nesse estado, o Guia incorpora agindo através do corpo do médium, podemos dizer que se tornaria dono das atitudes e dos sentidos. ( Essa incorporação é rara, por assim dizer, muitos médiuns falam ser inconsciente apenas para não gerar duvidas e conflitos) 

Semiconsciente : Nesse caso a existe uma consciência por parte do médium, mas mesmo com essa consciência, não há o domínio das faculdades físicas, sendo essas coordenadas pelo Guia. 

Consciente : Essa é a mais comum e a de maior responsabilidade. Médiuns temem dizer que são conscientes, achando que por causa desse tipo de incorporação estariam em um estágio mais baixo, por assim dizer. Ledo engano, da parte desses. Se lhe é permitido ser consciente é que existe uma grande confiança entre o Guia e seu Médium. O Médium consciente tem o poder de omitir, alterar, acrescentar, o que lhe é dito por seu guia, se esse médium não tiver o discernimento necessário o trabalho não será feito a contento. Esse tipo de incorporação é também uma espécie de prova para o médium. 

Não ouve um Pai de Santo, que não tenha sido médium antes, e isso aguça a vontade de muitos filhos de santo de se tornarem em um futuro bem mais próximo do que deveria, um Pai de Santo. 
A responsabilidade de um Pai de Santo, não pode ser medida pelo tempo que ele convive na Umbanda, pesa muito o discernimento dele com relação aos demais filhos de santo e para com aqueles que irão procurar sua ajuda. Muitos gostam da pompa e do titulo, e esquecem que existe muito mais coisas do que isso. Esquecem que eles serão mentores de outros médiuns e não tendo o conhecimento necessário podem atrapalhar o desenvolvimento desses que o seguem. 

É comum ver abrir, e fechar, rapidamente terreiros de Umbanda, a falta de preparo é o ponto principal desse fato. Também é fácil achar pessoas que fazem trabalhos em casa, mas, até onde o estão fazendo corretamente??? Muitas não sabem. Existem seguidores que acham que para ser um Pai de Santo é necessário o Rito de Deitada, Raspagem, etc., mas, a realidade é outra, quem determina que um médium está preparado ou não para dar mais um passo na sua evolução são seus Guias. Eles devem demonstrar que o médium alem de estar preparado é sabedor da responsabilidade que estará por assumir. Muitas coisas lhe são ensinadas no retiro da Camarinha, mas muito mais lhe é ensinado nos seus trabalhos e por suas entidades. A confiança no Pai de Santo é um fator que será de grande peso. As vezes o médium acha-se no direito de fazer a deitada, mas como o Pai de Santo não quer fazer, a vaidade é mais forte e procura-se um outro que o fará. Quando ha uma negativa por parte de um Pai de Santo é que esse não acha que o momento é propicio, seja pelo médium ou por ele próprio não estar preparado para tal. Quantos casos que eu conheço que a vaidade é tanta, que um filho deitado, suposto Pai de Santo, ao sair da Camarinha já se acha pronto para fazer outro filho de Santo. Nem ele e nem o que ele fez terão o preparo necessário para dar sequência ao trabalho. 

Por causa de alguns médiuns é que a Umbanda não é, muitas vezes, levada a sério. Existe muita mistificação e falta de preparo. 
Achar que se está fazendo as coisas corretamente jogando as responsabilidades para os mentores Espirituais é comum acontecer. 

Os erros mais comuns, cometidos por médiuns são: 
- Não aceitarem que são médiuns conscientes, preferem mentir para si e para outros, dizendo serem inconscientes. Existe uma falta de confiança gerada em relação para o médium Consciente. 

- Deixar a vaidade tomar conta. Quem fez algo foi o Guia, o médium apenas emprestou, por assim dizer, seu corpo para que o Guia se manifestasse. Achar que seu Guia é mais "formoso" que o outro porque o Cocar ou a Capa que você deu para ele é mais bonita, porque a cada 10 filhos que vem no terreiro cinco querem falar com a sua entidade. Que ele se manifesta, dança mais que os outros é estar deixando a vaidade tomar a frente e esquece que a humildade é passada como ensinamento pelos seus próprios Orixás. 

- Pela entidades fortes, que trabalham em sincronia achar que se está preparado para abrir seu próprio terreiro e transmitir ensinamentos. Quando for a hora certa, seus próprios guias indicarão o caminho. Não deixe a sua vontade tomar a frente da vontade dos Orixás. 

- Trabalhar com apenas algumas entidades, pois elas se sobressaem das outras. 

MEDIUNIDADE 

Falar de mediunidade, tentar colocar em palavras o que seria esse termo, não é uma tarefa fácil. Existem conceitos que nos são passados sobre mediunidade, tipos de mediunidades, graus, etc. e, também que todas as pessoas tem o dom mediunico dentro de si, em escala e tipo de manifestação diferenciado. 

Quando se fala que uma pessoa é médium a primeira correlação que vem a mente é a Incorporação, também essa é a forma mais comum de mediunidade. Apesar da existência da Mediunidade de vidência, auditiva e intuitiva e outras classificações, quando se quer classificar um médium na umbanda, é normal classifica-lo se o mesmo for um médium de incorporação. 

Dizer que é um dom a Mediunidade é uma verdade, mas o que se deve também dizer é que é uma provação muito grande, um teste por assim dizer, que se pede quando se reencarna. 
Pelos meus anos dentro da Umbanda, eu pude perceber, aprender e aceitar, que nem sempre um médium seja ele de qual classificação, está em um grau de evolução superior a um médium que não se manifestou a mediunidade. 

Oxalá, nosso Pai Maior, presenteia muitas vezes com o dom da mediunidade aquele espirito que reencarna para cumprir uma provação e evoluir mais espiritualmente. Fazer uso desse dom de forma correta e coerente é um dos principais passos a ser dado no degrau de evolução. 
Muitos frequentadores de tendas de Umbanda, querem por que querem, poder incorporar, ter seu guia, trabalhar, e se frustram quando o mesmo não ocorre. A não manifestação por vezes é a demonstração que esse espirito que hoje habita o plano físico já cumpriu determinada provação. 

A principal provação que passa um médium é assumir a responsabilidade por esse dom e fazer uso dele da forma que seu livre arbítrio assim o quiser. Quando se fala que o mal uso da mediunidade pode ser punida com a perda da mesma é uma verdade, você pode ter esse seu dom suprimido, e é quase certo que em uma próxima encarnação passará pela mesma provação. Francisco Cândido Xavier, um dos médiuns mais responsável que eu conheço, uma vez falou que seu maior medo "era não ter conseguido cumprir a missão que lhe foi dada". 

A responsabilidade é maior do que muitas pessoas pensam. 

Para cada pessoa há uma forma de se manifestar a mediunidade, o deja-vu, termo muito conhecido e falado, é uma forma de mediunidade intuitiva ou de premonição, saber fazer uso dela é estar evoluindo espiritualmente. A paciência é uma virtude ao médium de incorporação que está se iniciando, a ansiedade é um fator negativo. O querer bloqueia as vibrações.

Se você foi presenteado com esse dom ou provação, a mediunidade, aceite-a de bom grado e faça uso dela, para atingir a evolução espiritual necessária. Não deixe que a vaidade, a ansiedade, venham a impedir que você percorra seu caminho. Apesar da jornada ser difícil você sentirá que vale a pena. 

OS ORIXÁS 

Crer na existência dos Orixás e o que eles representam está dentro de cada um de nós, vai da fé, do sentimento, e dos ensinamentos que nos forem passado. Os Orixás estão presentes em todas as religiões apenas em cada conceito é lhe dado um nome diferente. 

Tentando simplificar O Orixá, é força e luz, de uma pureza sem par, está presente em todas as manifestações da natureza, na vida. 

O Orixá, seria a o Primeiro de uma hierarquia espiritual, o degrau abaixo de um Ser Supremo, Oxalá ( DEUS ). 
Os Orixás, não se manifestam em, terreiros, roças, casas de caridade, sua luz e energia é tão grande que cegaria a quem o visse ou sentisse. Os espíritos do plano superior, por afinidade, estão ligados a cada um dos orixás, fazendo uma comparação terrena, seria como um pelotão de exercito, onde o Orixá seria o comandante e os Espíritos sob seus ensinamentos os soldados. 

É sua responsabilidade transmitir os ensinamentos do plano superior aos seus comandados e que esses transmitam aos espíritos que estão ainda em evolução. Por sua vez, seguindo a a mesma metáfora do exercito, seriam os soldados que se manifestam e trabalham nas Giras, com isso adquirem conhecimento e evolução para irem galgando degraus dentro da hierarquia espiritual. 

É dos Orixás também, a responsabilidade de manter o equilíbrio entre os planos astral e físico. 
Quando um espirito desencarnado se encontra na vibração de um Orixá esse assume características vibratórias da linha a que faz parte, assumindo características desse orixá. No Candomblé, é comum as manifestações de entidades dizendo-se um Orixá ( Ex.: Ogum, Oxossi, Xangô, etc.), na realidade está se manifestando um espirito ligado a essa família, que atua e trabalha sobre as forças e influencia desse Orixá. Na Umbanda, por sua vez, as entidades se manifestam já como emissários da linha de determinado Orixá. 

Como toda a incorporação é feita em uma esfera, O Orixá, em si, não se manifesta, pois sua faixa de vibração não é compatível com a vibração dos espíritos encarnados. O corpo físico atua como um bloqueador de vibrações ou melhor como um escudo que altera o grau vibratório do corpo astral. 

Na Umbanda é dito da existência de Sete Linhas, ou seja, existiriam sete vibrações diferenciadas, que seriam : Oxalá, Ogum, Oxossi, Xangô, Iemanjá, Oriente e Africana. As linhas vibratórias não podem, de forma alguma serem confundidas com os Orixás, propriamente ditos. Elas apenas determinam o tipo e o grau de vibração existente, não quer dizer que existe somente 7 orixás. Essa definição de sete linhas, alem de estar ligado ao misticismo do numero em sí, também tem suas raízes nas regiões da África, onde seriam a morada desses Orixás. 

Os Orixás, mais conhecidos, são mais que sete, assim podemos dizer que alguns desses Orixás tem o mesmo fluxo de vibração de outros. Novamente volto a falar para não confundirem os Orixás com os Guias que se manifestam em terreiros. 

A determinação da linha vibratória de um Orixá está ligada aos elementos da natureza que eles venham a manipular. Um único elemento ou a combinação de dois ou mais, fazem a definição da linha vibratória. Outros fatores também estão ligados aos Orixás ou o inverso, os Orixás estão ligados a outros fatores, que podemos citar como exemplo: Os dias da Semana, Os Meses do Ano, O próprio Ano em si ( Ciclo de tempo que o Planeta terra leva para dar uma volta em torno do sol), Os planetas, etc. 

AS ENTIDADES 

A manifestação de entidades espirituais em uma pessoa, é chamada de incorporação, mas quem seriam essas entidades??? 
Em comum acordo, todas as religiões com base no Espiritismo, tem como conceito que essas entidades são espíritos, desencarnados, que se manifestam por várias razões. Podem ser entidades que vem a procura de esclarecimentos e de um caminho que os levem para o plano espiritual. Podem ser espíritos evoluídos que tem como missão trazer conhecimento e esclarecimentos, etc, etc, etc. 

O que se pode dizer com certeza é que essas entidades, são força e energia e saber manipular essas forças ou guia-las é uma responsabilidade enorme, que nos foi presenteada. 
Quanto maior o grau de evolução de uma dessas entidades, menor é a possibilidade ou a frequência de incorporação ou manifestação no plano terreno. São inúmeras razões e explicações de tal fato, uma das entidades que se manifesta através de mim passou-me a seguinte explicação que agora eu reparto com quem estiver lendo, com a Sua autorização. 
"Vocês, seres corpóreos, que vivem no plano terreno, vibram em uma frequência baixa, quando nós queremos nos manifestar, temos quem fazer com que nossa faixa de vibração se aproxime o máximo possível da faixa de vocês. Quanto mais evoluído é o Espirito mais difícil é ele conseguir vir a uma faixa de vibração inferior" 
"Você pode imaginar a evolução espiritual como sendo uma escada, sendo que no primeiro degrau encontra-se os espíritos presos a matéria corpórea, em cada degrau acima encontram-se espíritos com uma evolução maior. Todos eles estão, por assim dizer, de mãos dadas, e quando um sobe um degrau, todos os que estão abaixo deles também evoluem um pouco mais" 
"Como em uma hierarquia, os espíritos mais evoluídos, guiam os outros em missões que os farão atingir degraus evolutivos, ou como se fala, ganhar um pouco de luz. Podemos dizer que, quem está ligado à matéria corpórea, ainda vive nas trevas. Quando da desencarnação, o espirito liberto, segue seu caminho até o degrau evolutivo que se encontra, passando ali a exercer as funções de sua evolução". 

"Os seres que vocês chamam de Anjos, e que para alguns se apresentam em uma forma etérea/corpórea, na verdade são espíritos com um grau de evolução de poucos degraus acima que a faixa de vibração corpórea, assim podem se manifestar aproximando-se da faixa vibratória da forma corpórea. Eles são guiados por espíritos superiores, os verdadeiros Anjos, Arcanjos e Serafins, da mitologia católica." 

"O Exu, ou melhor as entidades ligadas a linha de Exú, tem a frequência de vibração quase idêntica a vibração dos espíritos incorporados. Quando uma entidade em um terreiro fala que vai correr uma Gira, desmanchar um trabalho, na realidade ele está dizendo que vai mandar um "Exú", seu soldado direto fazer esse trabalho, primeiro por causa do fator vibratório e segundo para que esse espirito possa com esse ato, ganhar mais força e luz para ir obtendo o grau evolutivo necessário." 
Os Guias 

Confundidos com os Orixás, os Guias são as entidades que se manifestam, pela incorporação nos trabalhos espirituais. 

No Candomblé, em algumas linhas que seguem não só os ritos, essas entidade, são chamadas de "Encantados", e também trabalham efetuando consultas e passes. 
Na Umbanda, genericamente, são chamados de Guias, sendo que dependendo do trabalho, esse termo é substituído por outros, como por exemplo, Caboclos, ao se referirem as entidades das linhas de Ogum, Oxossi e Xangô. Pretos Velhos, aos que vibram pela influencia de Irocó e que assumem a postura de escravos. Povos, quando se fala de Baianos, Ciganos, Boiadeiros. E assim vai. 

Os guias que incorporam, se manifestam trazendo as características da linha vibratória a qual estão ligadas, existem, algumas características que com o tempo foram se tornando como uma assinatura e que algumas pessoas acham ser uma regra, e para essas pessoas qualquer mudança dessa regra não deixa de ser uma manifestação verdadeira. Algumas dessas características, podemos dar como exemplo: 
Os Guias de Ogum, se apresentam como uma espécie de Soldado Romano 
Os Guias de Oxossi, se apresentam como Índios, o mesmo acontecendo com os de Xangô. 
Os Guias da Linha de Baiano, dizem ser oriundos da Bahia. 
Os Guias da Linha do Oriente, quase sempre se manifestam como Ciganos. 
Os Guias da Linha de Preto Velho, se manifestam como pessoas idosas, característica essa já ligada por si só ao nome da linha. 
O que citei acima como exemplo, não refletem a verdade, mas já está tão enraizado que é difícil hoje em dia acabar com esse conceito. Um Índio ( Caboclo por assim dizer) pode ser muito bem um Guia de Ogum, não tendo a obrigação de se manifestar como um soldado romano, com toda a pompa, ele irá vir com todas as características que absorveu em sua vida terrena. O Baiano, pode ter nascido em qualquer lugar. A Linha do Oriente é mais ampla do que apenas Ciganos, podem se apresentar como Japoneses, Chineses, Mongois, etc., do mesmo Jeito que um Escravo Novo, pode vir na linha de Pretos Velhos, e a cor de sua pele não é influencia para a linha. 
Todos os povos do Planeta, podem se manifestar em qualquer pessoa e a língua falada não é necessariamente a que ele usou enquanto estava encarnado, como ele usa as faculdades e conhecimentos do médium, ele vai falar na língua conhecida. Sua forma de falar é uma característica própria, mas sem ser regra dele falar os "EXAS e IEs", tão comuns em todos os terreiros. 
Se tomarmos como exemplo um trabalho de "mesa branca", muito conhecido, ali dificilmente um espirito se manifesta com as características da Umbanda. O Guia, sabe como agir, tem o discernimento e, adaptar-se ao local onde está se manifestando é facil, para eles, mas, nada o impedirá tambem de se manifestar da mesma forma que em um terreiro. 
A Umbanda, aproxima-se mais com as pessoas, os Guias que se manifestam passam a impressão de serem "mais humanos", por assim dizer. Tem, por vezes, os mesmos defeitos que a pessoa que o procura. Fala errado, fuma, bebe, ri, brinca, é sério, etc..., diferente de outros trabalhos de espiritismo. Essa forma de agir dos Guias é o imã que atrai e dá confiança para quem os procuras. 
Os guias, tem livre arbítrio de se manifestarem, com as características necessárias para efetuar o seu trabalho. 
Quando um guia de manifesta, ele diz seu nome, nome esse ligado a sua linha vibratória e/ou falange. O mesmo guia, pode se manifestar em mais de um médium, desde que não seja no mesmo ambiente e ao mesmo tempo, mas não é raro, encontrar no mesmo ambiente duas ou mais entidades com o mesmo nome, ai, nesse caso, são entidades que vibram na mesma linha. O Guia, tem memória para recordar-se de qualquer trabalho feito a uma pessoa, mesmo que não tenha sido feito quando da incorporação no mesmo Médium. 
Uma coisa que é necessário esclarecer com relação aos Guias, seria a forma de trabalho ligado ao Exú, ou o Capangueiro, como é conhecido em alguns lugares. Toda entidade, não trabalha sozinha, quando da sua incorporação ela trás consigo, uma legião de espíritos que fazem a guarda e a proteção. Quando da necessidade de uma gira ou desmanche de algum trabalho, não é o espirito incorporado que o faz. Ele manda, por assim dizer, seu capangueiro efetuar o trabalho. (A hierarquia prevalece). Lembre-se que os Exus são considerados como a "Policia do Astral". O outro porque, está ligado a faixa vibratória das entidades da linha de Exú, estas estão mais próxima a vibração terrena gerando facilidade de desmanche ou envio de vibração. Com isso, essas entidades ganham, por assim dizer, mais luz e força, quando da execução de um trabalho. 
As linhas de povos, Baianos, Boiadeiros, Crianças, etc., também vibram quase na mesma frequência que a dos espíritos encarnados, havendo pouco diferencial de vibração entre essas entidades e os Exús. 
Um Guia, seja ele de que linha é, tem a mesma força que qualquer outro, não havendo um mais forte que o outro, o que diferencia é a preparação do médium.

Extraido do blog: http://povo-umbanda.blogspot.com
Postado por Aborisá Liah Ti Oyá Igbalé às 15:04

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