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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O nascimento de uma religião


O nascimento de uma religião

A Umbanda teve um inicio oficial que é o dia 16 de novembro de 1908, às 20h00 quando o Senhor Cabo­clo das Sete Encruzilhadas incorporou em seu médium Zelio Fernandino de Mo­raes e avisou aos presentes à primeira reunião ou sessão umbandista que ali es­tava sendo fundada uma nova reli­gião. Nessa manifestação histórica para a Umbanda ele também disse que, com os espíritos mais evoluídos aprende­ríamos aos mais atrasados ensinaríamos e a nenhum renegaríamos.

Também disse que, para ele todos os caminhos estavam abertos porque manifestava uma vontade do Pai de todos nós, que é Deus.

E de fato, daquela data em diante as sessões ou reuniões de Umbanda pas­sa­ram a acontecer regularmente e nunca mais pararam, multiplicando-se pos­teriormente com a abertura de mui­tos outros centros umbandistas, che­gando nos dias de hoje, um século de­pois às centenas de milhares de tendas espalhadas por todo o Brasil e em vários outros Países, popularizando-a de tal forma que não há como negar o quão proféticas foram às palavras do Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas.

A partir da primeira manifestação ge­nuinamente umbandista começou to­do um movimento de criação e expan­são da nova religião e foi preciso em­basá-la nas religiões pré-existentes que foram fornecendo a Umbanda uma base religiosa. A religião Cristã Católica Apostólica Ro­mana, por causa do sin­cre­tismo reli­gioso já existente no Brasil e criado no pe­ríodo da escra­vidão, for­neceu as ima­gens dos seus Santos e do Mestre Je­sus, foi sincretizado com Oxalá e era o Orixá maior da Um­banda, enquanto os outros Santos simbo­lizavam outros Orixás.

Esse sincretismo religioso entre os Ori­xás e os Santos Católicos já existia e num primeiro momento, os altares um­bandistas então só tinham imagens dos Santos e de Jesus e como eles traziam consigo toda uma história, cultura e moral, as datas de comemoração dos Santos passaram a ser as dos Orixás.

Como possuíam uma ética e uma moral Cristã, estas passaram a ser parte da Umbanda.

Por fim, como era no espiritismo Kar­decista que as manifestações espirituais melhor eram explicadas, a Umbanda no seu inicio adotou a doutrina espírita como fundamentadora das manifes­ta­ções umbandistas de então, carentes de uma base própria para explicar-se como religião.

Quanto às oferendas, que os Guias Es­pirituais começaram a recomendar aos consulentes necessitados de auxilio ou aos médiuns que precisavam firmar suas forças, os Cultos de Nação aqui exis­tentes forneceram os modelos ou formas de serem feitas na natureza.

Já os espíritos que se manifestavam como Guias Espirituais de Umbanda, os Pretos velhos vinham dos Cultos de Nação então existentes, englobados hoje no Candomblé. Os Caboclos vinham da religião in­dígena aqui existente e seus nomes aludiam às tribos.

Os primeiros Pretos Velhos ti­nham seus nomes associados aos de Países Africanos tais como: Congo, An­go­la, Cambinda, Mina, Keto, etc.

Os primeiros Caboclos apresen­tavam-se como Caboclo Aymoré, Tupi, Tupiniquim, Tupinambá, etc.

Mais adiante vieram as crianças ou Eres (os gêmeos africanos) e à esquerda apre­sentavam-se com os nomes dos Exus no diminutivo, enquanto à direita apresenta­vam com nomes dos Santos no diminutivo: Pedrinho (São Pedro), Joãozinho (São João), Mariazinha (San­ta Maria), Glorinha (Nossa Senhora da Glória), Tiãozinho (São Sebastião), etc.

O tempo foi passando a Umbanda foi crescendo e as adaptações foram au­mentando sendo incorporados cama­rinhas com seus recolhimentos; des­carregos no mar, nas cachoeiras, nos ce­mitérios, nos caminhos, nas en­cruzilhadas etc, adap­tadas dos Cultos Afros aqui existentes.

Já os descarregos dentro dos Cen­tros, estes foram adaptados das ses­sões de transportes já existentes nos Centros Espí­ritas. Os cantos litúrgicos foram uma adap­tação dos Indígenas, dos Afros e dos Cris­tãos, criando o “pon­to cantado umban­dista”.

A pemba já usada nos Cultos Afros e os riscos de símbolos e signos usados pelos Índios em seus corpos durante certas ce­rimônias religiosas que, para eles, eram sagrados e só eram pintados para partici­parem delas, deram inicio à incipiente magia riscada umbandista, posteriormente encor­pada com a assi­mi­lação da simbologia cristã e oriental, criando aquilo que mais adiante ficaria conhecido como escrita Sagrada dos Orixás.

Colares de Pedras naturais, de se­mentes, de contas e de miçanga, de ossos, de dentes de animais, etc, já usados há muito pelos Pajés Indígenas e pelos Sa­cerdotes Afro-Brasileiros for­­­­­­-ne­ceram as guias ou colares de de­fesa, proteção e trabalhos para os pri­meiros umbandistas.

As sessões umbandistas adotaram o modelo espírita, mas os trabalhos ti­nham uma forma mais parecia com as ce­rimônias indígenas e as dos Cultos de Nação, com os espíritos incorporando sob o toque de tambores e dançando suas danças sagradas.

De original ou inédito havia pouco, inclusive João do Rio, em seu livro “As Religiões do Rio” nos descreve uma reu­nião muito parecida com as da Umban­da, só que muito mais antiga.

As vestes umban­distas eram parecidas com as usadas pelos espíritas (Bran­cas), mas com va­riações colo­ri­das, alusivas às cores dos Ori­xás.

Camisa verde para Oxossi;

Cami­sa xadrez para os Pretos velhos;

Cami­sa verme­lha para Ogum;

Camisa mar­rom para Xangô.

Isto para os ho­mens, porque para as mulheres eram saias e blusas azuis pa­­ra a Yemanjá, ama­rela para a Yansã, Xadrez ou Florida para Nanã, dou­rado ou também amarelo para Oxum.

De original mesmo, vieram os nomes simbólicos com que alguns Guias Espiri­tuais, começaram a apresentar-se tais como:

• Caboclo das Sete Encruzilhadas;

• Caboclo Sete Flechas;

• Caboclo das Sete Montanhas;

• Caboclo das Sete Lanças;

• Caboclo das Sete Espadas;

• Caboclo dos Sete Escudos;

• Caboclo das Sete Estrelas; etc.

E os nomes dos Exus umbandistas, também simbólicos e diferentes dos originais africanos, tais como:

• Exu Tranca Ruas; • Exu Tranca Giras;

• Exu Pemba; • Exu Ventania;

• Exu Corta Fogo; • Exu Corta Tudo;

• Exu Sete Faças; • Exu Tira Teima;

• Exu Cobra; • Exu Morcego;

• Exu dos Caminhos; • Exu Caveira

• Exu Sete Ferraduras • Exu Tatá Caveira; • Exu Sete Caveiras, etc.

E as Pombagiras, com seus nomes simbólicos ou alusivos, tais como:

• Pombagira Sete Saias;

• Pombagira Sete Punhais;

• Pombagira Sete Rosas;

• Pombagira Mirongueira;

• Pombagira Princesa

• Pombagira Rainha;

• Pombagira Menina;

• Pombagira Maria Mulambo;

• Pombagira Maria Padilha;

• Pombagira do Cruzeiro, etc.

E assim foi com quase tudo e o que era original na Umbanda passou desa­per­cebido por todos porque até os no­mes dos Orixás originais (Ogum, Oxossi, Xan­gô, etc) deram origem a nomes sim­bólicos de muitos Orixás antes inexis­tentes nos seus Cultos tradicionais na Ni­géria e suas adaptações aqui no Bra­sil, e começaram a surgir uma profusão de Orixás com nomes simbólicos, tais como:

Yansã das Pedreiras ou Sete Pe­drei­ras; Ogum Yara; Sete Lanças; Se­­­­te Escudos, etc.; Xangô Sete Montanhas; Sete Pedreiras, etc; Oxum das Sete Cachoeiras; Oxum das Pedras, etc. Oxossi Mata Virgem; Oxossi Folha Verde, etc.

À medida que os Caboclos iam se apresentando iam revelando novos nomes simbólicos de Orixás que mais adiante eram confirmados por outros médiuns em locais distantes.

Nesse primeiro século já foram revela­dos na Umbanda muitos dos Orixás regen­tes das linhas de Trabalhos Espirituais, com todos eles sendo regidos pelos tradicionais Orixás do Panteão Nagô.

Muitos novos nomes de Orixás forma trazidos nesse primeiro século da Umbanda e cremos que outros serão revelados durante o segundo século, quando então será cristalizado todo um panteão genuinamente umbandista, identificado por nomes simbólicos.

Se hoje, já com um século de existência a Umbanda destaca-se como religião, no entanto foi graças à fé, o amor e à de­di­cação dos seus semeadores anônimos que, dentro das suas Tendas humildes foram ensinando seus médiuns a sua assistência pública sobre a beleza e a Divindade dos Sagrados Orixás da Natureza e revelaram tantos nomes simbólicos de Orixás e de Guias Espirituais, que enriqueceram a Umbanda e tornaram-na tão abrangentes que só uns poucos campos da natureza ainda não tiveram os seus Orixás regentes revelados.

Mas isto, a discreta sabedoria dos Guias Espirituais fará no tempo e momento certo, concluindo todo um trabalho de semeadura de uma religião, iniciado por um jovem médium umbandista, o pri­meiro, diga-se a bem da verdade que in­corporado pelo primeiro “Caboclo de Um­banda” deu inicio à missão de con­cretização de uma vontade divina, espiri­tualizadora da humanidade.

Hoje, já passado um século, muito já foi feito, mas não é o bastante e muito mais será feito porque a cada dia novos médiuns umbandistas, alguns mais jovens ainda que o jovem Pai Zelio de Moraes ingressam na jovem religião umbandista e logo estão incorporando seus Guias que, altaneiros, dizem isso: vim em nome de Deus para servir meus irmãos encarnados na irradiação e na força dos Orixás.

Assim tem sido nesse primeiro século da Umbanda e assim haverá de ser em todos os séculos vindouros sempre aco­lhendo jovens com mediunidade, pre­parando e formando-os para que, quando amadurecerem tornam-se eles também Pais e Mães Espirituais de Umbanda Sagrada, a religião dos Orixás, fundada, aqui no Brasil pelo Senhor Caboclo das Sete Encruzi­lhadas, incorporado em seu médium e seu filho espiritual, que foi e sempre será o Pai Espiritual de todos nós, os seus filhos e herdeiros do seu legado luminoso de fé e de amor a Deus, aos Orixás, aos Guias Espirituais e aos nossos irmãos e irmãs encarnados!

Que o Divino Criador abençoe por toda a eternidade nosso querido e saudoso Pai Zelio de Morais e todos os seus Guias espirituais.

Pai Rubens Saraceni.

A importância da educação mediúnica


A importância da educação mediúnica

Mitos e Preconceitos

“Desenvolver a mediunidade não significa dar algo a quem não está habilitado para recebê-lo, mas sim, em habilitar alguém a assumir conscientemente o Dom com o qual foi ungido. Ao contrário do que apregoam, mediunidade não é punição, e sim benção divina, concedida ao espírito no momento em que encarna.”

A educação mediúnica é de suma importância para quem realiza práticas magísticas ou religiosas de fundo espiritual, espiritualista ou espiritualizador.

Quando alguém adentrar pela primeira vez num templo de Umbanda, notará que os praticantes fazem certas saudações rituais de significado ou valor por eles desconhecidos. O comportamento exterior dos praticantes se altera, eles se tornam diferentes dentro do recinto consagrado às práticas religiosas.

Tudo isto faz parte de educação mediúnica e os comportamentos têm de estar afinizados com o que se realiza dentro de um espaço consagrado.

Mas até aqui, ainda estamos abordando aspectos exteriores da formação religiosa, pois ao nos voltarmos para o interior dela, deparamo-nos com a educação mediúnica. Para colocar o médium em sintonia com o mundo invisível, cria-se toda uma pré-disposição às manifestações espirituais e aos rituais magísticos.

A educação mediúnica é muito importante, pois só se reeducando internamente um médium alcança níveis vibratórios mentais e conscienciais que lhe facultam os níveis espirituais superiores a sintonização mental com seu mestre individual a neutralização de possíveis vícios antagônicos (fumo e álcool, utilizados nos trabalhos) com as práticas religiosas e a compreensão ou percepção do que está acontecendo à sua volta, mas que não está visível, assim como do que está acontecendo dentro de seu campo mediúnico. Quando bem educado mediunicamente, sua sensitividade é capaz de identificar presenças positivas ou negativas que adentram em seus limites vibratórios.

Aí temos em poucas linhas, um apanhado de como a boa educação mediúnica auxilia os praticantes ou médiuns.

Mitos

Os mitos sempre têm um pouco de verdade e um pouco de fantasia.

É comum dizer-se que quem desenvolve sua mediunidade torna-se mais capaz do que aquele que não a desenvolve. Isto é uma verdade somente se aquele que se desenvolveu mediunicamente também compreendeu os compromissos que assumiu. Mas é pura fantasia se ele nada entendeu sobre seus compromissos. Uma vez que adquiriu um poder relativo, começa a se chocar com um poder absoluto, que é a Lei de Ação e Reação; assim, sua suposta superioridade logo o lança em um sensível abismo consciencial.

Portanto, quando o assunto é mediunidade, todo cuidado é pouco e toda precaução não é o suficiente, se não estiver presente uma forte dose de humildade e compreensão de que um médium não é um fim em si mesmo, mas sim tão somente um meio.

Preconceitos

Muitos são os preconceitos quanto à educação mediúnica. Muitas pessoas temem certas inverdades divulgadas à solapa por desconhecedores das religiões espiritualistas.

Vamos a algumas colocações correntes que pululam no meio religioso:

· a mediunidade é uma provação purgatória;

· a mediunidade é uma punição cármica;

· a mediunidade escraviza os médiuns;

· a mediunidade limita o ser.

Comecemos por desmentir estas colocações negativas:

1 – mediunidade não é uma provação purgatória, mas sim uma provação Divina e um Dom que aflorou no ser que alcançou uma certa etapa evolutiva e assumiu um compromisso no plano astral antes de encarnar. Se bem desenvolvida, irá acelerar sua evolução espiritual;

2 – não é uma punição cármica, mas sim um ótimo recurso que a Lei nos facultou para nos harmonizarmos com nossas ligações ancestrais;

3 – não escraviza o médium, apenas exige dele uma conduta em acordo com o que esperam os espíritos que através dele atuam no plano material para socorrer os encarnados necessitados tanto de amparo espiritual quanto de uma palavra de consolo, conforto ou esclarecimento;

4 – não limita o ser, pois é um sacerdócio. E, ou é entendida como tal ou de nada adianta alguém ser médium e não assumir conscientemente sua mediunidade;

Para concluir, podemos dizer que a mediunidade, por ser um Dom, tem de ser praticada com fé, amor e caridade. Só assim nos mostramos dignos do Senhor de Todos os Dons: nosso Divino Criador!

(texto extraído do livro “O Código de Umbanda”, pág. 589.)

Pai Rubens Saraceni.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

LINHA DE BOIADEIROS


São espíritos hiperativos que atuam como refreadores do
baixo astral, e são aguerridos, demandadores e rigorosos
quando tratam com espíritos trevosos.

O símbolo dos boiadeiros são o laço e chicote que, em
verdade, são suas armas espirituais e são verdadeiros
mistérios, tal como são as espadas, as flechas e outras
“armas” usadas pelos espíritos que atuam como refreadores
das investidas das hostes sombrias formadas por espíritos
do baixo astral.

Da mesma maneira que os pretos-velhos representam a
humildade, boiadeiros representam a força de vontade,
a liberdade e a determinação que existe no homem do
campo e sua necessidade de conviver com a natureza e
os animais, sempre de forma simples, mas com uma
força e fé muito grande. São habilidosos e valentes.

São regidos por Iansã-Oyá e Ogum, tendo recebido da
mesma autoridade de conduzir os eguns da mesma forma
que conduziam sua boiada, onde levam cada boi
(espíritos) para o seu destino, e trazem os bois
que se desgarram (obsessores, kiumbas e etc) de
volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem).

Suas maiores funções não as consultas como as dos
pretos-velhos, nem os passes e as receitas de remédios
como os caboclos, e sim o “dispersar de energias” aderida
aos corpos, paredes e objetos. É de extrema importância
esta função, pois enquanto os outros guias podem se
preocupar com o teor das consultas e dos passes,
os boiadeiros “sempre” estarão atentos à qualquer
alteração de energia do local
(entrada de espíritos negativos).

Portanto quando bradam em tom de ordem como se estivessem
laçando seu gado, estão na verdade ordenando os espíritos
que entraram no local a se retirarem, assim “limpam” o
ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações,
já que as presenças desses espíritos muitas vezes interferem
nas consultas de médiuns conscientes.

Esses espíritos atendem os boiadeiros pela demonstração
de coragem que os mesmos lhe passam e são levados por
eles para locais próprios de doutrina. Com seus chicotes
e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando
os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência.
Outra grande função de um boiadeiro e manter a disciplina
das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da
casa ou consulentes.

Eles nos ensinam a força que o trabalho tem e que o
principal elemento de sua magia é a força de vontade,
fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta.

É uma linha poderosa e muito numerosa no mundo espiritual
e seus caboclos atuam nas sete linhas de Umbanda,
e são descritos como Caboclos da Lei.



Atabaques : Dentro da ritualistica de Umbanda existe
um elemento de grande importância que é a Curimba formada
por médiuns que se dedicam ao estudo dos cânticos
ritualísticos.

Há uma grande influência dos boiadeiros no trabalho da
curimba,pois eles regem suas forças e fundamentos.

Os atabaques são formados basicamente por três elementos
da natureza: Animal (couro) , Vegetal (madeira) ,
Mineral (ferragens) . Estes elementos por sua vez
encontram-se no ambiente (reino) natural destas entidades
e a força da curimba no terreiro está justamente em conseguir
dissipar as energias negativas, inibir a ação de obsessores
e desagregar miasmas e larvas astrais que estejam impregnados
no ambiente de trabalho conseguindo com isso um êxito maior.



Ervas de Boiadeiro: Alecrim do Campo, Capim-Manteiga,
Cravo da Índia, Folha de Manga, Gravata e Chapéu de Couro.

Saudação: Getuá Seu Boiadeiro!

Oração a Boiadeiro



Ó Deus salve o oratório (bis)

Onde Deus fez sua morada, oiá meu Deus

Onde Deus fez sua morada , oiá

Onde mora o cálice bento (bis)

E a hóstia consagrada oiá meu Deus

E a hóstia consagrada oiá

De Jessé nasceu a vara (bis)

Da vara nasceu a flor oiá meu Deus

Da vara nasceu a flor oiá

E da flor nasceu Maria (bis)

De Maria o salvador oiá meu Deus

De Maria o salvador oiá.



Pontos de Boiadeiro



Me chamam de boiadeiro

Não sou boiadeiro não

Eu sou laçador de boi

Boiadeiro é meu patrão

Getuâ,Getuâ



Abre a porta minha mãe.

Deixa boiadeiro passar (bis)

Ele vem de muito longe minha gente

Pra nos ajudar (bis)



Chetruá....chetruá

Laço de laçar meu boi

Chetrua....chetrua

Eu laço um e pego dois

Chetrua...chetrua

O meu laço é de laçar

Chetruá....chetruá

Meu boi fugiu mandei buscar

Chetruá....chetruá



Ô Sr. Juiz

Quem lhe chamou fui eu

Na hora da firmeza Getruá

O grito que o Sr. Deu (bis)



Cadê a minha corda

De laçar meu boi

O meu boi fugiu

Eu não sei pra onde foi (bis)





Olha a ponta do laço vaqueiro

Oi vem topa, oi vem topa

Na porteira do curral (bis)

A gira de Boiadeiros.

ma das giras mais antigas dentro da Umbanda é a dos nossos queridos Boiadeiros.
Uma manifestação de espiritos daqueles que foram muito acostumados a terra de chão e tocavam o gado pelas estradas do interior de nosso Pais, em condições muito difíceis mas que nunca abalou a adoração desse povo pela lida no campo.


Boiadeiro Mané Baiano, médium:Mãe Silmara

Os Boiadeiros, de um modo geral, utilizam chapéus de vaqueiros, laços de corda e chicotes de couro, são ágeis e costumam chegar aos terreiros com sua mão direita levantada, girando, como se estivesse laçando, esbravejando a inconfundível toada "êeeee boi" como se ainda estivessem tocando seu rebanho.

O que mais agrada um Boiadeiro é uma boa comida da roça, bebidas simples, mas sem dispensar as iguarias do povo mais moderno, afinal, já passaram necessidades suficientes para não precisar mais se privarem de uma boa cervejinha se assim forem ofertados.

A magia de sua gira é inconfundível, as histórias que trazem na bagagem são tão fascinantes como importantes no exemplo que nos exprimem.
Um Boiadeiro traz consigo as lições de um tempo onde o respeito aos mais velhos e a natureza, a família e aos animais, enfim, a boa educação e bons costumes falavam mais alto e faziam muito mais diferença do que nos dias de hoje.


Coronel José Bento, médium: Pai Alexandre

Marranbá che tuá Boiadeiros, é uma das saudações para este povo, ou Chetu, marrumbá Che, ou ainda simplesmente Sarava meu Pai Boiadeiro.

Sarava!

Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguem reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento..."
Joaozinho

paijoaozinho@terreirodavobenedita.com