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Segundas - 20 Hs - Mãe Claudete e Pai Joãozinho.
Quartas - 20 Hs - Mãe Marta e Pai Ney.
Sextas --- 20 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.
Sábados - 19 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.


Endereço - Rua Meciaçu 145 Vila Ipê - Campinas SP.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A Missão dos Cambones na Umbanda



Fonte http://blog.terreiro-pai-guine.com

Cambonos
O percurso de um médium de Umbanda dentro de um terreiro, costuma se iniciar, normalmente, aquando de uma visita como assistente a uma gira, num Templo. Muitas vezes, se dirigem até lá com o intuito de serem auxiliados por um Guia Espiritual para resolução de seus problemas materiais. Depois, o caminho costuma ser natural, podendo o médium aceitar ou não, seu percurso espiritual como membro de um Centro de Umbanda. Quando o médium não é de incorporação ou ainda não está desenvolvido para que o transe aconteça, começa por ter funções como cambone de entidades que prestem seu auxílio dentro do Centro.
Muitos são aqueles que atribuem pouca importância ao cambone dentro de um terreiro. Suas funções no Templo são tão importantes como as dos médiuns incorporantes pois são eles que fazem a ponte das comunicações e dos trabalhos entre os guias dos médiuns incorporantes e os consulentes atendidos por eles. Essa ponte interliga, a energia vibratória entre Guia Espiritual/consulente, além de facilitar a interpretação das mensagens comunicadas pelos guias espirituais dos médiuns incorporantes.
Ser cambono é um cargo de extrema importância e é necessário possuir muito conhecimento para que este se aperfeiçoe nos seus trabalhos espirituais e colabore de forma activa e eficaz no decorrer dos mesmos. Zelar pelo bom atendimento; ajudar a dinamizar as consultas; facilitar o trabalho das entidades servindo como seu intérprete fidedigno no decorrer das sessões espíritas; facultar os apetrechos dos guias rapidamente; observar atentamente o culto a todas as entidades para que sua prestação activa seja mais eficaz; observar atenciosamente todos os procedimentos normais para que se saiba identificar os mais estranhos e, assim, comunicá-los aos Guias-Chefes ou ao Dirigente do Centro na hora ( tanto comportamentos dos médiuns como das incorporações). Além de todas estas funções, é de inteira responsabilidade do cambone inteirar-se àcerca dos materiais usados pelas entidades ( bebidas, pembas, ervas, tabaco, velas, etc...) para que sempre estejam à disposição da entidade quando esta os solicite. O sigilo e a discrição são dois juramentos que todos os cambones deverão fazer pois, os assuntos particulares ali tratados só dizem respeito à entidade e à pessoa em questão.
O cambone pode cambonar os guias de um só médium, como cambonar os guias de vários médiuns, dependendo de sua função na casa. No caso do Pai ou Mãe de Santo, seu cambone deverá ser fixo e de alta confiança do Sacerdote, pois necessariamente terá que participar activamente em todas as decisões resolvidas relativamente aos médiuns e ao Centro. Os outros cambones poderão ser orientados antes da gira pelo Sacerdote máximo do Centro, ou por seus braços direitos, para no decorrer da gira, cambonarem alternadamente este ou aquele médium incorporante. Mas, este assunto varia de acordo com os fundamentos  de cada casa e do Dirigente em questão. É essencial se basear nos principios éticos dos fundamentos umbandistas. Por todas estas razões atribui-se aos cambones a designação de médiuns de sustentação. Estes médiuns, tal como os incorporantes, precisam estudar e se inteirar de todos os conhecimentos espíritas a fim de melhor trabalhar na seara do espiritismo dentro da Umbanda. A firmeza de pensamentos e sentimentos para evitar  desiquilibrios emocionais e espirituais é de extrema importância para salvaguardar a segurança dos trabalhos e dos trabalhadores na Umbanda. Apesar de muitos cambones não serem médiuns de incorporação, seus guias protetores podem lhes proteger e dar passes espirituais no astral (em estados de segundos) sem que estes se apercebam. É fundamental que estes médiuns façam suas firmezas e obrigações para que estejam protegidos de maleitas, cargas acumuladas, bloqueios energéticos, etc...
O cambone deverá ser e estar sempre atento tanto aos guias espirituais, como às pessoas, médiuns e assistentes dentro do Centro, para que possa fazer cumprir, caso seja necessário, a disciplina e os regulamentos internos doutrinados.
A assíduidade e pontualidade são valores muito importantes a serem respeitados pelos cambones, pois os Guias Espirituais contam com seu auxílio para poderem actuar no ambiente das energias necessárias aos trabalhos a serem realizados. A discrição e o sigilo àcerca dos problemos ouvidos de cada um deve ser mantida acima de tudo. A menos que por motivo de força maior, seja necessário testemunhar em verdade daquilo que foi mencionado.
Uma conduta sadia moral e espiritual é um dos valores que, não só os cambones mas todos os médiuns deveriam possuir e exercer dentro e fora dos Centros para que não sejamos alvo de cobranças de entidades desiquilibradas que visam nos desmascarar de possíveis erros ou faltas cometidas.
Ser cambone é um cargo repleto de responsabilidade. A função de servir os outros também é um aprendizado. Os valores morais de Humildade, Paciência e Compreensão são sempre trabalhados e deverão ser sempre praticados e exercidos. E a responsabilidade mediúnica destes médiuns é tão importante como a de qualquer outro médium. Seu desenvolvimento mediúnico não é atrapalhado pois sua experiência como cambone lhe aumenta seus conhecimentos e percepções, tanto físicas como espirituais. Muitos Dirigentes, no decorrer de seus trabalhos espirituais, propõem seus mediuns incorporantes a cambonarem outros seus irmãos no Centro, para que possam dar valor a esta função, assim como, desenvolver estes valores morais que tanto são fundamentais aos médiuns na Umbanda. Quem ama esta missão  tem  que se inteirar da importância de suas acções e actos para que possa crescer espiritualmente no caminho face à evolução espiritual.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Reflexões sobre a tragédia de Santa Maria no RS.




A tragédia de Santa Maria me leva a algumas reflexões que considero importantes para o movimento espírita.

Recentemente participei de uma banca de doutorado na Universidade Metodista, em que o pesquisador José Carlos Rodrigues, examinou em ampla investigação de campo quais os principais motivos de “conversão”, eu diria, “migração” para o espiritismo, no Brasil. Ganhou disparado a “resposta racional” que a doutrina oferece para os problemas existenciais.

De fato, essa é grande novidade do espiritismo no domínio da espiritualidade: introduzir um parâmetro de racionalidade e distanciar-se dos mistérios insondáveis, que as religiões sempre mantiveram intactos e impenetráveis, sobretudo o mistério da morte.

Entretanto, essa racionalidade, que era realmente a proposta de Kardec, tem sido barateada em nosso meio, como tudo o mais, para tornar-se uma cartilha de respostinhas simples, fechadas e dogmáticas, que os adeptos retiram das mangas sempre que necessário, de maneira triunfante e apressada, muitas vezes, sem respeito pela dor do próximo e sem respeito pelas convicções do outro. Explico-me.


Por exemplo: existe na Filosofia espírita uma leitura de mundo de “causa e efeito”, que traduziram como “lei do karma”, conceito que vem do hinduísmo. Essa ideia é de que nossas ações presentes geram resultados, que colheremos mais adiante ou que nossas dores presentes podem ser explicadas à luz de nossas ações passadas. Mas há muitas variáveis nesse processo: por exemplo, estamos sempre agindo e portanto, sempre temos o poder de modificar efeitos do passado; as dores nem sempre são efeitos do passado, mas sempre são motivos de aprendizado. O sofrimento no mundo resulta das mais variadas causas: má organização social, egoísmo humano, imprevidência… Estamos num mundo de precário grau evolutivo, onde a dor é nossa mestra, companheira e o que muitas vezes entendemos como “punição” é aprendizado de evolução.

O assunto é complexo e pretendo escrever mais profundamente sobre isso. Aqui, apenas gostaria de afirmar que nós espíritas, temos sim algumas respostas racionais, mas elas são genéricas e não podem servir como camisas de força para toda a realidade. Que respostas baseadas em evidências e pesquisas temos, por exemplo, para essas famílias enlutadas com a tragédia de Santa Maria?

• que a morte não existe e que esses jovens continuam a viver e que poderão mais dia, menos dia, dar notícias de suas condições;

• que a morte traumática deixa marcas para quem fica e para quem foi e que todos precisam de amparo e oração;

• que o sofrimento deve ter algum significado existencial, que cada um precisa descobrir e transformá-lo em motivo de ascensã;

• que a fé, o contato com a Espiritualidade, seja ela qual for, dá forças ao indivíduo, para superar um trauma dessa magnitude.

Não podemos afirmar por que esses jovens morreram. Não devemos oferecer uma explicação pronta, acabada, porque não temos esses dados. Os espíritas devem se conformar com essa impotência momentânea: não alcançamos todas as variáveis de um fato como esse, para podermos oferecer uma explicação definitiva. Havia processos da lei de causa e efeito? Provavelmente sim. Houve falha humana, na segurança? Certamente sim. Qual o significado que essa tragédia terá? Cada pai, cada mãe, cada familiar, cada pessoa envolvida deverá achar o seu significado. Alguns talvez terão notícias de algum evento passado que terá desembocado nesse drama; outros extrairão dessa dor, um motivo de luta para mais segurança em locais de lazer; outros acharão novos valores e farão de seu sofrimento uma bandeira para ajudar outros que estejam no mesmo sofrimento e assim por diante.

Oremos por essas pessoas, ofereçamos nossas melhores vibrações para os que foram e para os que ficaram e ainda para os que se fizeram de alguma forma responsáveis por esse evento trágico. Mas tenhamos delicadeza ao tratar da dor do próximo! Não ofereçamos respostas fechadas, apressadas, categóricas, deterministas. Ofereçamos amor, respeito e àqueles que quiserem, um estudo aberto e não dogmático, da filosofia espírita.

Dora Incontri*

*Dora Incontri é paulistana, nascida em 1962. Jornalista, educadora e escritora. Suas áreas de atuação são Educação, Filosofia, Espiritualidade, Artes, Espiritismo. Tem mestrado, doutorado e pós-doutorado em Filosofia da Educação pela USP. É sócia-diretora da Editora Comenius e coordenadora geral da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita. Docente de pós-graduação pela Universidade Santa Cecília.
Tem mais de 30 livros publicados. Livros sobre Educação, Filosofia, Espiritualidade; livros didáticos; livros psicografados.
Trabalha em prol do diálogo inter-religioso, milita por uma nova educação, que inclua interdisciplinaridade, espiritualidade, autonomina do educando, com mudança radical da escola tradicional. Inspira-se nos grandes clássicos da Educação, como Comenius, Rousseau e Pestalozzi, que tinham uma visão integral do ser humano.
Politicamente, se põe a favor de uma transformação social global em que o ser humano seja o valor principal e acredita que possamos fazer uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna.
Fonte http://www.triangulodafraternidade.com

Reflexões sobre a tragédia de Santa Maria no RS.




A tragédia de Santa Maria me leva a algumas reflexões que considero importantes para o movimento espírita.

Recentemente participei de uma banca de doutorado na Universidade Metodista, em que o pesquisador José Carlos Rodrigues, examinou em ampla investigação de campo quais os principais motivos de “conversão”, eu diria, “migração” para o espiritismo, no Brasil. Ganhou disparado a “resposta racional” que a doutrina oferece para os problemas existenciais.

De fato, essa é grande novidade do espiritismo no domínio da espiritualidade: introduzir um parâmetro de racionalidade e distanciar-se dos mistérios insondáveis, que as religiões sempre mantiveram intactos e impenetráveis, sobretudo o mistério da morte.

Entretanto, essa racionalidade, que era realmente a proposta de Kardec, tem sido barateada em nosso meio, como tudo o mais, para tornar-se uma cartilha de respostinhas simples, fechadas e dogmáticas, que os adeptos retiram das mangas sempre que necessário, de maneira triunfante e apressada, muitas vezes, sem respeito pela dor do próximo e sem respeito pelas convicções do outro. Explico-me.


Por exemplo: existe na Filosofia espírita uma leitura de mundo de “causa e efeito”, que traduziram como “lei do karma”, conceito que vem do hinduísmo. Essa ideia é de que nossas ações presentes geram resultados, que colheremos mais adiante ou que nossas dores presentes podem ser explicadas à luz de nossas ações passadas. Mas há muitas variáveis nesse processo: por exemplo, estamos sempre agindo e portanto, sempre temos o poder de modificar efeitos do passado; as dores nem sempre são efeitos do passado, mas sempre são motivos de aprendizado. O sofrimento no mundo resulta das mais variadas causas: má organização social, egoísmo humano, imprevidência… Estamos num mundo de precário grau evolutivo, onde a dor é nossa mestra, companheira e o que muitas vezes entendemos como “punição” é aprendizado de evolução.

O assunto é complexo e pretendo escrever mais profundamente sobre isso. Aqui, apenas gostaria de afirmar que nós espíritas, temos sim algumas respostas racionais, mas elas são genéricas e não podem servir como camisas de força para toda a realidade. Que respostas baseadas em evidências e pesquisas temos, por exemplo, para essas famílias enlutadas com a tragédia de Santa Maria?

• que a morte não existe e que esses jovens continuam a viver e que poderão mais dia, menos dia, dar notícias de suas condições;

• que a morte traumática deixa marcas para quem fica e para quem foi e que todos precisam de amparo e oração;

• que o sofrimento deve ter algum significado existencial, que cada um precisa descobrir e transformá-lo em motivo de ascensã;

• que a fé, o contato com a Espiritualidade, seja ela qual for, dá forças ao indivíduo, para superar um trauma dessa magnitude.

Não podemos afirmar por que esses jovens morreram. Não devemos oferecer uma explicação pronta, acabada, porque não temos esses dados. Os espíritas devem se conformar com essa impotência momentânea: não alcançamos todas as variáveis de um fato como esse, para podermos oferecer uma explicação definitiva. Havia processos da lei de causa e efeito? Provavelmente sim. Houve falha humana, na segurança? Certamente sim. Qual o significado que essa tragédia terá? Cada pai, cada mãe, cada familiar, cada pessoa envolvida deverá achar o seu significado. Alguns talvez terão notícias de algum evento passado que terá desembocado nesse drama; outros extrairão dessa dor, um motivo de luta para mais segurança em locais de lazer; outros acharão novos valores e farão de seu sofrimento uma bandeira para ajudar outros que estejam no mesmo sofrimento e assim por diante.

Oremos por essas pessoas, ofereçamos nossas melhores vibrações para os que foram e para os que ficaram e ainda para os que se fizeram de alguma forma responsáveis por esse evento trágico. Mas tenhamos delicadeza ao tratar da dor do próximo! Não ofereçamos respostas fechadas, apressadas, categóricas, deterministas. Ofereçamos amor, respeito e àqueles que quiserem, um estudo aberto e não dogmático, da filosofia espírita.

Dora Incontri*

*Dora Incontri é paulistana, nascida em 1962. Jornalista, educadora e escritora. Suas áreas de atuação são Educação, Filosofia, Espiritualidade, Artes, Espiritismo. Tem mestrado, doutorado e pós-doutorado em Filosofia da Educação pela USP. É sócia-diretora da Editora Comenius e coordenadora geral da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita. Docente de pós-graduação pela Universidade Santa Cecília.
Tem mais de 30 livros publicados. Livros sobre Educação, Filosofia, Espiritualidade; livros didáticos; livros psicografados.
Trabalha em prol do diálogo inter-religioso, milita por uma nova educação, que inclua interdisciplinaridade, espiritualidade, autonomina do educando, com mudança radical da escola tradicional. Inspira-se nos grandes clássicos da Educação, como Comenius, Rousseau e Pestalozzi, que tinham uma visão integral do ser humano.
Politicamente, se põe a favor de uma transformação social global em que o ser humano seja o valor principal e acredita que possamos fazer uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna.
Fonte http://www.triangulodafraternidade.com

DESENCARNES COLETIVOS



(O texto abaixo foi baseado em outro escrito por Hélio Cruz, apoiado em estudos diversos. Foram feitas algumas modificações para adequá-lo ao aprendizado que recebemos em Nossa Casa).


A morte é um dos problemas mais difíceis de ser enfrentado, pois é sempre vista como mistério. Todos nós temos compromissos de reajuste perante a Lei que rege o Universo.
Prezados irmãos e amigos, não pretendo com essa mensagem modificar o pensamento das pessoas. Apenas estou passando uma informação, demonstrando a minha crença, a minha verdade. Cabe a cada indivíduo a escolha de como quer entender as coisas, como quer viver a sua vida, e quais os métodos que quer utilizar para suas colheitas.

Por que tantos morrem juntos em desastres? Haverá explicação para tantas ocorrências “aparentemente inexplicáveis”?

Para os que professam determinadas religiões, é impossível compreender o sentido divino dessas tragédias, porque acreditam piamente que o homem vive na Terra uma vez somente. Agora, para aqueles que admitem que já viveram antes, fica mais fácil.
As grandes comoções que ocorrem na vida material trazem sempre enormes indagações e dúvidas por parte daqueles que ainda não adquiriram conhecimentos das verdades evangélicas a respeito da “Lei de Causa e Efeito” e das vidas sucessivas. Por este motivo, em determinados momentos de confusão mental e de dúvidas terríveis, as criaturas chegam a questionar o próprio Criador: Por que permitiu uma coisa dessas?
Esses acontecimentos, chamados catastróficos, como por exemplo, acidentes aéreos, marítimos, rodoviários, ferroviários e, hoje em dia, até por ato terrorista, que ocorrem com grupos de pessoas, muitas delas sem se conhecerem sequer, com famílias inteiras, em toda uma cidade ou até em uma nação, não são punições divinas. Geralmente são resgates coletivos que várias pessoas, juntas, precisam passar. Na realidade, essas pessoas atingidas estão marcadas, nos registros da espiritualidade, para participarem dessas desencarnações coletivas.
Não se pode negar aqui que possa haver a fatalidade, pois ela acontece algumas vezes. Então, é dada uma nova chance do recomeço após instrução sobre as causas do ocorrido. Entretanto, no que se refere às mortes coletivas, isso não é o mais comum.
Se analisarmos esses fatos unicamente pelas causas humanas, poder-se-ia chegar à conclusão da má sorte de se estar exatamente naquele lugar e naquele momento. Entretanto, quando se expande esta compreensão e nela se agrega a lei de causa e efeito e o princípio das vidas sucessivas, o cenário começa a fazer sentido. Podemos entender que nessas mortes coletivas há um encontro marcado de Espíritos que foram protagonistas de equívocos de comportamento e que na atual estada na Terra, estão zerando as suas pendências.
Toda ação que praticamos, boa ou má, recebemos de volta. Nosso passado determina o nosso presente, ou seja, o que temos hoje é reflexo direto do nosso ontem. Se o raciocínio vale na escala individual, por que não valeria também para a escala coletiva?
Na provação coletiva, dá-se a convocação dos Espíritos encarnados, participantes do mesmo delito ou de outros semelhantes, praticados num pretérito longínquo. Pode-se citar como exemplos de delitos as Cruzadas, a Inquisição, as Guerras, os atentados terroristas e outros similares, isto é, uma gama de violências e absurdos, em que todos os participantes só se livram das dívidas quitando-as.
Mas por que só agora? Perguntarão. É que somos Espíritos em aprendizado e, por este motivo, vamos adiando por várias encarnações a expiação necessária, até que haja o entendimento necessário à respeito da importância desse tipo de resgate. Assim, quando há compreensão, muitas vezes o próprio Espírito errante pede permissão para cumprir o que é necessário para seu adiantamento.
O interessante é que o próprio Espírito assume, antes de reencarnar, esse compromisso com o propósito de resgatar esses velhos débitos. No livro Ação e Reação, André Luiz afirma esse fato: “Nós mesmos é que criamos o carma e este gera o determinismo”.
Quando é chegada a hora do desencarne coletivo, a Espiritualidade superior, possuindo o conhecimento prévio desses fatos, providencia equipes de socorro para a assistência a esses Espíritos que irão adentrar no plano espiritual. Que passam a estar prontos para experimentar novas experiências engrandecedoras.
É importante saber que, mesmo que o desencarne coletivo ocorra identicamente para todos, individualmente, a situação dos traumas e do despertar no outro plano dependerá da evolução de cada um. Desse modo, a Providência Divina ampara tanto àqueles que assumiram tais resgates aflitivos e estarão prontos para a vida no reino dos Céus, quanto aqueles que ainda caminharão por estradas sinuosas ao longo da caminhada evolutiva.
Há aqueles que escapam minutos antes dos acidentes coletivos, por não precisarem passar por essa situação.   É por isso que muitos perdem o avião, o trem, o ônibus que se acidentaria dali a pouco, enquanto outros viajam nesses meios de locomoção inesperadamente.
Segundo um ensinamento evangélico, “Não cai uma só folha da árvore sem que Deus saiba”. E, com toda certeza, as mortes coletivas são parte da generosidade divina para com seus filhos, pois permite que eles alcancem o melhoramento através de sua resignação e experiência na Terra.

Fonte: http://www.ceenc.com.br

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

CURA DE ESPÍRITOS SOFREDORES

A cura e o alívio de espíritos que encontram-se atormentados é uma prática de auxilio muito corrente no meio espiritualista.
Diversas são as religiões e doutrinas que realizam esse trabalho no plano material e no plano espiritual.
No plano espiritual são os socorristas (uma classe de espíritos que estão voltados para o amparo espiritual daqueles que se encontram perdidos nas zonas umbralinas). Diversos são os motivos que levam um espírito a transitar por essas zonas umbralinas, zonas essas que são verdadeiras prisões mentais de atos ilícitos que cometemos conosco e contra nosso semelhante.
No Kardecismo o trabalho de cura, conscientização e doutrina é realizada em beneficio de espíritos retirados dessas zonas astrais umbralinas que podemos também nomear como o limbo tão bem descrito na bíblia. A zona Umbral não é nem o "Céu" nem o "inferno", digamos que seja a ante-sala para ambos, ali ou você ascende ao primeiro grau da luz ou desce ao primeiro grau das trevas. No umbral com ajuda dos espíritos socorristas caso você aceite fazer uma reforma intima você ascendera, caso o espírito deseje permanecer vibrando sentimentos negativos como o ódio, esse sentimento ira cada vez mais se acentuando e o espírito ira tornando-se cada vez mais denso, energeticamente falando, e caí para o primeiro grau das trevas onde tem inicio a sua trajetória decadente até chegar ao sétimo grau negativo onde o espírito torna-se a expressão viva da sua queda e de seu negativismo.
O kardecismo lida com a cura de espíritos aprisionados somente na faixa vibratória umbralina que ainda é o "meio" e por isso desde Allan Kardec, desenvolveu-se toda uma prática doutrinária embasado no evangelho para elucidação, conscientização e doutrina dos espíritos aprisionados nessa zona umbralina, para que depois de doutrinado, um mentor espiritual encaminha-o a um local onde possa ser curado de suas chagas (doenças e ferimentos) abertas em seu perispírito.
Agora na Religião de Umbanda a coisa é diferente.
Na Umbanda, em seus trabalhos espirituais também há a parte voltada a esse trabalho de cura de espíritos sofredores, porem esse trabalho ocorre em outro nível e de uma outra forma.

1º O trabalho de resgate de espíritos não se dá na zona umbralina, os espíritos resgatados pela religião de Umbanda são espíritos que já caíram nos graus descendentes desde o primeiro ao sétimo grau. A umbanda resgata espíritos já caídos nas trevas em seus mais diversos níveis.

2º Os espíritos socorristas de Umbanda são um pouco diferente dos socorristas kardecistas. Os socorristas de umbanda são uma classe de espíritos destinados a esse trabalho e que possui uma energia e imantação mais firme para resistirem as faixas vibratórias negativas mais densas, também são dotados de outros recursos como armas e idumentárias especificas simbólizadoras de seus graus, para que usem caso haja algum "imprevisto" ou impedimento no resgate desses espíritos caídos.

(Saibam que cada médium de umbanda traz em sua corrente espiritual um guia "caçador de almas perdidas" que não incorpora, porem é responsável por resgatar espíritos caídos nas trevas e os agregarem em nosso campo mediúnico para que assim possam ser curados, regenerados e encaminhados para seu lugares de merecimento. Essa informação foi transmitida pelo Senhor Caboclo Arranca-Toco incorporado em mim, quando indaguei a ele o motivo de uma infinidade de espíritos sofredores se agregarem em nossa corrente e como atraímos tantos espíritos dessa natureza, pois quando damos passagem à esses espíritos nunca nenhum médium disse: (Ah ! hoje estou "zero" não tem nenhum) e por mais que tomássemos banho de sal grosso e estivéssemos "zem", pelo contrário aí é que vinha mais). Ele então informou que esses espíritos sofredores são deixados em nosso campo mediúnicos, por esses "caçadores de almas perdidas" cuja missão é facultar a esses espíritos resgatados um meio de retomarem suas evoluções.

3º Essa classe de espíritos sofredores que são resgatados na Umbanda, são espíritos que caíram nas trevas da ignorância e lá expandiram ainda mais o negativo que traziam em si, tais como o ódio, a devassidão etc. Que os levaram a quedas intermináveis. Porem em um determinado momento que esses espíritos ultrapassam todos os limites impostos pela Lei Maior, essa mesma Lei os verga, purificando-os através da dor, pois só usando desse último recurso a Lei Divina anula a ação negativa desse espírito caído e através da dor pura esse espírito caído, agora volta sua face para Deus e clama por perdão à todos os seus erros cometidos, e já profundamente arrependido, o seu intimo só vibra duas coisas que são: dor e a esperança de alguma forma fazer o bem e servir Deus ajudando seu próximo.

4º A Lei Maior usa de um de seus agentes nas trevas, para lembrar a esse espírito caído que fora da caridade não há salvação, e esses agentes nas trevas a serviço da Lei (Exus Guardiões) sabem exatamente como interromper a queda acentuada desses espíritos, usando de meios necessários para transforma-los em verdadeiros "anjos" querendo sair o mais rápido possível das trevas para fazer o bem ao seu semelhante.

5º Após esses espíritos caídos nas trevas serem purificados de seus negativismos, eles são agregados no campo magnético de um médium Umbandista ou no campo magnético de algum templo Umbandista e ali são curados e regenerados, recebendo a luz da chama branca das velas que curam e regeneram seus espíritos quase que instantaneamente e já curados são encaminhados ao seu local de merecimento, onde a partir daí retomam o caminho reto da evolução.

Vemos ai o motivo da diferença da incorporação de um espírito sofredor no Kardecismo e a diferença da incorporação de um espírito sofredor na Umbanda.
Vemos ai o porque o espírito sofredor que incorpora no médium Umbandista o faz de forma tão passiva e o que incorpora no médium Kardecista o faz de forma tão ativa. Na Umbanda esse espírito sofredor quando incorpora em um médium ele não precisa ser mais doutrinado, conscientizado e esclarecido, pois ele sabe que a causa de sua dor foi ter causado tanta dor no seu semelhante e ele aprendeu isso pagando um preço muito caro. Por isso quando ele incorpora em um médium Umbandista ele só o faz para ter seu espírito curado através da chama da vela branca e ter seu magnetismo humano refeito e que nós seus semelhantes, somos os únicos que podemos doa-lo em potencial. Por isso ele não fala quem foi em sua última encarnação, não dá o seu nome, não chora, não se revolta, não reclama e não fala o motivo de sua queda, porque ele foi transformado através da dor que é o ultimo recurso da Lei Maior para espíritos cujas quedas sucessivas o anulariam por completo. Ele quer somente ser curado e ter seu magnetismo humano refeito para poder o mais rápido possível resgatar todos os seus erros do passado.O primeiro recurso da Lei Maior é transmutar o espírito ainda na zona umbralina e o ultimo recurso da Lei Maior é o esgotamento do espírito através da dor, a pior escola para se aprender, porem um recurso válido e transformador para os espíritos que se perderiam em suas quedas. Lembrem-se disso: Em ambas as ações da Lei Maior ela sempre visa à preservação da vida do ser.


Sarava a Umbanda


contato : pablo.lokal@hotmail.com ou no blog: http://pabloaraujodecarvalhoumbanda.blogspot.com/

Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguem reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento..."
Joaozinho

paijoaozinho@terreirodavobenedita.com