Horários De Atendimento

Segundas - 20 Hs - Mãe Claudete e Pai Joãozinho.
Quartas - 20 Hs - Mãe Marta e Pai Ney.
Sextas --- 20 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.
Sábados - 19 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.


Endereço - Rua Meciaçu 145 Vila Ipê - Campinas SP.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

3º Encontro de Jovens de Terreiro da RMC

3º Encontro de Jovens de Terreiro da RMC
Com o objetivo de fortalecimento e inserção das pautas da dos terreiros e povos de comunidades tradicionais de matriz africana na juventude, por uma juventude detentora do direito e cultura da sua tradição, realizaremos o 3º Encontro de juventude de terreiro na Região Metropolitana de Campinas e Adjacências que acontecerá nos dias 22, 23 e 24 de Janeiro de 2016 na Casa de Cultura Fazenda Roseira e as inscrições, alimentação nos três dias e alojamento são totalmente gratuitos.
Tivemos em 2014 o primeiro encontro, que nos trouxe um panorama geral das dificuldades enfrentadas pela nossa juventude, após essas apurações, voltamos para nossa base com a missão de identificar e defender o nosso patrimônio. Retomamos em 2015, para esse segundo encontro anual “Pelo direito a nossa tradição”, sendo assim, trocando experiências e conhecimentos, reconheceremos os nossos direitos e como enfrentar as dificuldades.
Agora em 2016 caminhamos para o terceiro encontro, neste estamos pensando “Nossos elementos, cultura e tradição sobre todas as juventudes”, como em todas as edições, temos um fortalecimento com o lugar do jovem da tradição na sociedade atual, dialogar com as diferentes juventudes é trazer toda a compreensão de quais jovens falamos. Sendo assim, por meio de nossos batuques, turbantes e comidas, vamos entender a verdadeira origem desses patrimônios.
E um agradecimento especial a Ekedji Floriza da casa Igbà Omi Asè Afojidan, filha do Babá Eduardo de Osumare, que nos cedeu sua imagem para a divulgação do evento.
Além de agregar religiosos, tradicionais e simpatizantes, o encontro, será um espaço para discutir temáticas como a intolerância religiosa, inserção do jovem na sociedade, o protagonismo da juventude, bem como a sua interação com as tradições que os cercam.
Uma programação inclusiva, coletiva e dinâmica, será de fundamental importância para entender as vivências dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana.
Programação do Evento
Dia 22 de Janeiro de 2016 – Sexta -Feira
14h Acolhimento e organização de Alojamento e Lanche
18h30 Jantar
20h Abertura e Boas Vindas – Pai Joãozinho, Alessandra Ribeiro, Vanessa Dias e André Moraes
20h30 Roda de Conversa Vozes e Tradição – Pai Elcio de Oxalá, Ogan Umbandista Mestre Dudu e Mãe Tatiana
22h30 Lanche
23h Roda de Apresentação dos Jovens – Todos Juntos – Dinâmica Adinkras
23 de Janeiro de 2016 – Sábado
06h30 Despertar
7h Café da manhã
8h O que é a Juventude de Terreiro – Vanessa Dias e André Moraes
11h Dinâmica entre grupos: Propostas para 2016
12h30 almoço
14h Oficinas diversas
1. O axé do acarajé: sabores e saberes
2. Turbantes e amarrações
3. Toques e Atabaques
4. Danças e movimentos
17h Lanche
18h30 Jantar
20h Batuques no Terreiro – Atividade Cultural Interativa
23h Lanche
Dia 24 de Janeiro de 2016 – Domingo
7h30 Despertar
8h Café
09h Oficina de Teatro do Oprimido – dinâmicas e jogos do Boal
11h Plenária Final entre os Jovens
12h30 Agradecimentos, saudações e Almoço com Pais e Mães
(Todos os pais e mães devem confirma presença até sábado ao 12h, podendo trazer no máximo até 4 pessoas por casa)
14h Samba de Yayá
15h30 Encerramento

Contatos e informações, falar nos seguintes números:
19 98106-7238/99160-5505 (Vanessa Dias)
19 99123-5976 (André Moraes)
19 99494-4998 (Bianca Ribeiro)
19 98320-8178 (Felipe Leonardo)
E-mails:
jovensdeterreirormc@gmail.com
vanessadiascultura@gmail.com
moraesfamilha@hotmail.com
Com a certeza de que juntos teremos grandes momentos, aguardamos a presença de todos. Se inscreva no linkhttps://juventudedeterreirormc.wordpress.com/projetos/encontro-anual/inscricoes-para-o-iii-encontro/
Comissão de Organização do
Encontro da Juventude de Terreiro RMC e Adjacências

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Ogan

MEDIUNIDADE DE OGÃ
Ser Ogã é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando músicas bonitas para as entidades, médiuns e assistentes.
Ser Ogã é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, concentração, responsabilidade e mediunidade. Sim, mediunidade. O Ogã também é médium, sabia? É o médium responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogã pode incorporar, porém a sua mediunidade manifesta-se normalmente de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta principalmente através da sua intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais onde os Guias responsáveis pelo toque e pelos cantos imantam os seus médiuns, tal como fazem os demais, e comandam todo setor da curimba. Esses mestres da música atuam ativamente, mas de forma pouco perceptível à grande maioria dentro do ritual de Umbanda e, muitas vezes, são poucos lembrados ou sequer é conhecida a sua existência. Mas não é verdade que todos os Guias da casa saúdam “os atabaques” quando incorporados nos seus médiuns? Na realidade, eles estão saudando seus “colegas anônimos” de trabalho, a magia e força lá assentada e que se manifesta através dos seus médiuns (Ogãs) que os representam junto ao atabaque.
Porém, às vezes, essa atuação “passiva” desses guardiões do mistério do som torna-se “ativa” e acontece uma espécie de “incorporação”: o Ogã toca um ponto ou um toque por ele até então desconhecido e depois esquece-o. Isto deve-se ao fato de todos os Ogãs trabalharem de forma ativa e mediúnica em parceria com esses mentores, profundos conhecedores dos mistérios do som ou da música.
Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãs, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogã como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins.
Salve a Coroa dos Ogãs!
MAIS SOBRE NOSSOS QUERIDOS OGÃS.............
A palavra Ogã vem do Yorubá e significa Senhor da Minha Casa. O Ogã – médium responsável pelo canto e pelo toque - ocupa um cargo de suma importância e de responsabilidade dentro dos rituais de Umbanda, o conjunto de vozes e toques do atabaque ajudando nos trabalhos espirituais para que possam ser fortes e bonitos.
Também devemos observar, que o conjunto de atabaques e vozes é parte fundamental da sustentação da casa e dos trabalhos, a desarmonia no couro, pode tornar fragilizado os trabalhos e as energias da casa em dia de gira, toque ou como vocês irmãos estão acostumados a chamar em suas casas.
O responsável pelo toque, o Ogã, tem de ser bem preparado e Coroado ou Iniciado como Ogã para exercer tal função em um Terreiro, pois além de serem médiuns intuitivos, são Sacerdotes natos, aqueles que nascem com a função de falar por um Orixá, de serem um Instrumento puro dos Orixás e fazem isso através de suas mãos e cantos.
Mas observem que esta importância tem que ter muita observação com respeito à humildade do médium e uma sintonia harmônica com o dirigente da casa, pois sem esta sintonia torna-se inviável a convivência e os trabalhos. Tudo vem relacionado com a harmonização entre os pontos centrais de equilíbrio e relação pessoal.
O Ogã é um canal aberto para muitas linhas de trabalho da Umbanda que trabalham ativamente através dele, são linhas de caboclos, exus, pomba-gira, boiadeiros, crianças, etc... Que por motivos próprios trabalham nos “bastidores”, sem incorporarem ou tomarem a “linha de frente” dos trabalhos espirituais. Formam uma corrente de espíritos que auxiliam nos toques e cantos da curimba, são mestres na música de Umbanda e Candomblé, verdadeiros guardiões dos mistérios do “Som”.
Muitas são as funções que os pontos cantados têm. Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da casa. Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, chamada, subida, sustentação dos Guias e fechamento de gira.
Uma outra função importante é de emitir ondas energéticas pelo som do atabaque e pelos cantos que servem para diluir algumas energias astrais negativas que não fazem bem ao médium.
A curimba é um verdadeiro “pólo” irradiador de energia dentro do Terreiro, potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás, ajudando os médiuns tanto na hora das incorporações, desincorporações e da firmeza de um trabalho. A curimba, por si só, emite energia suficiente capaz de descarregar um médium ou uma Casa.
Por isso a curimba deve sempre estar em sintonia com os Guias Espirituais, com os Orixás e com o Dirigente do trabalho. O Ogã deve estar sempre pronto e procurando aprender mais e mais.
Sempre com amor, pois quando vibramos de coração, os cantos atuam sobre nossos chacras, ativando os, e deixando-nos em total sintonia com a Espiritualidade Superior.
Os pontos transformam-se em “orações cantadas”, ou melhor, verdadeiras determinações de magia, com um altíssimo poder de realização, pois é um fundamento Sagrado e Divino.
Poderíamos chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda, pois não é simplesmente evocar uma Divindade, mas é chamado de magia por envolver toda uma “cadeia” onde o som da curimba atua nos médiuns positivando-os e equilibrando-os. Infelizmente, não temos visto nos templos de Umbanda uma preocupação com a qualidade da curimba, ou seja, com o conjunto de vozes e toques de atabaques.
Há Casas em que os atabaques são “tocados” com tanta força que parece que os Ogãs estão descarregando sua energia e sentimentos positivos e ou negativos nos couros dos instrumentos e não é possível ouvir as letras dos pontos cantados às vezes, nem mesmo a melodia.
Curimba, é um ponto de força dentro de um Terreiro de Umbanda. Sempre enaltece nossas giras, sendo de suma importância dentro do Terreiro. Os atabaques são chamados de Ilú na nação Ketu e Ngoma na nação Angola, mas todas as nações adotaram esses nomes Rum, Rumpi e Le para os atabaques, apesar de ser denominação Jeje.No Candomblé Jeje os Ogãs são classificados como:
PEJIGAN que é o primeiro Ogã da casa Jeje. O mais velho de todos os Ogãs é geralmente o mais sábio.
RUNTÓ é o segundo, que é o tocador do atabaque Rum.
AXOGUN é um ogã de suma importância no Candomblé, pois é o responsável pela execução sacrificial dos animais votivos, e é um especialista no que faz.
No Candomblé Ketu os Ogãs são classificados como:
ALAGBÊ - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão.
OGÃ GIBONÃ - Zelador da casa de Exu, outro ogã de suma importância, pois seus conhecimentos ajudam na firmeza da casa.
OGÃ APONTADO - Pessoa apontada como possível candidato a Ogã. Equivalente ao Ogã suspenso.
OGÃ SUSPENSO - Pessoa escolhida por um Orixá para ser um Ogã, é chamado suspenso, por ter passado pela cerimônia onde é colocado em uma cadeira e suspenso pelos Ogãs da casa, significando que futuramente será confirmado e passará por todas as obrigações para ser um Ogã.
Há também outros Ogãs como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé.
No Candomblé Bantu os Ogãs são classificados como:
Tata NGanga Lumbido - Ogã guardião das chaves da casa.
Kambondos - Ogãs. Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável pelas folhas.
Tata Kivanda - Ogã responsável pelas matanças, pelos sacrifícios animais (mesmo que axogun).
Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças.Tata Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da casa de Exu (de preferência homem, pois mulher não deve cuidar porque mulher menstrua e só deve mexer depois da menopausa, quando não menstruar mais, portanto, pelo certo as zeladoras devem ter um homem para cuidar desta parte, mas que seja pessoa de alta confiança).
Xicarangoma - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão.
O respeito que os Ogãs devem ter pela Mãe e pelo Pai é enorme pois o Ogã nada mais é que o exemplo a ser seguido na gira pelos médiuns da casa, portanto devem passar uma imagem discreta, humilde e respeitosa.
Em suma o Ogã representa o respeito, harmonia, mística, e principalmente representa a religião de forma que só ele com o fundamento da musicalidade pode agir, assim como devemos sempre lembrar que tudo é uma extensão de energia das casas, uma corrente, um elo.
Salve a Curimba! Salve o Ogã! Salve a Umbanda
Axé Irmãos.......

sábado, 2 de janeiro de 2016

Afinal, o que é um Orixá?

Uma das grandes dificuldades no entendimento da Umbanda para pessoas que ainda não conhecem a religião é entender o que é um Orixá.  Vivemos numa sociedade com forte base católica, nos é ensinado nas escolas o que é um Santo e o que é Deus.  É como se tivéssemos sido ensinados a contar em algarismos arábicos e, de repente, nos fosse solicitado fazer uma conta em algarismos romanos.

Eu mesma, quando comecei na Umbanda, tive uma certa dificuldade de entender a força e a beleza dessas energias vitais que ao lado de Deus (Olorum) regem nosso orbe.  Algumas leituras me ajudaram nesse entendimento e decidi compartilhar dois trechos de dois livros que me auxiliaram muito no caminho do conhecimento e acredito que também podem auxiliar a outros irmãos, que estão ingressando na Umbanda e ainda tem dificuldade de entender o que é um Orixá.  Ambos os livros são de leitura fácil e prazerosa e eu indico fortemente a leitura do livro completo.

O primeiro trecho é do livro chamado: “Natureza – onde reinam os orixás” (de Vovó Benta / Leni W. Saviscki).  Neste livro, um médium chamado Juliano juntamente com um grupo de jovens em desdobramento astral durante o sono, é conduzido a visitar o reino de cada orixá e seus servidores.  Uma belíssima estória que ilustra a área de atuação de cada uma das principais forças que regem a umbanda.  Logo no começo do livro, este trecho me chamou muita atenção e ajudou a entender como os orixás se conectam entre si e com a natureza:

Para compreender como as forças da natureza interagem – o que nos auxiliará a entender a manifestação dos orixás -, basta que nos lembremos de como a natureza atua.
Exponho a seguir o que chamo de ciclo das águas para ilustrar a manifestação dos sete orixás básicos na natureza e incluo Nanã a fim de que possam compreender melhor porque a menciono como “Senhora das Águas Originais”.

Nascendo numa mina, a água (NANÃ) rola pelas pedras (XANGÔ), em queda, formando uma cachoeira (OXUM), que corre pela terra (OMULU), germinando-a para o nascimento das árvores (OXÓSSI).  Indo desaguar no mar (IEMANJÁ), sob o aquecimento do Sol (OGUM), que provoca a evaporação e precipitação na terra em forma de chuva (IANSÃ), a água reinicia o seu processo.

O culto à essas forças que agem e interagem de forma absolutamente harmônica chama-se Umbanda. Caridade e amor ao Pai, criador de tudo; amor e respeito à natureza e a tudo o que nela existe.” (Mãe Iassan A. Pery)

O segundo livro, “Contos D’Aruanda – e algumas mensagens de fé, paz e evolução” (André Cozta, ditado por Pai Thomé do Congo) traz vários contos belíssimos que narram o encontro de entre os filhos e seus pais ou mães de cabeça.  Cada uma das histórias mostra como essas pessoas (que poderiam ser quaisquer um de nós), ao atravessar uma dificuldade, encontrou em seu pai ou mãe a força que precisava para seguir em frente. 
Em um dos contos, o menino Samuel adormece na praia e encontra Mãe Janaína, enviada de Iemanjá.  É travada a seguinte conversa:

Samuel pergunta:
- Por que eu estou passando por isso tudo? Por que primeiro dona Kayala, agora a senhora? Por que a Sagrada Mãe Iemanjá não apareceu para mim lá na ilha? Não seria mais simples?
- Meu filho amado, a Sagrada Mãe Iemanjá é um Orixá. Sei que você não sabe direito o que é ser Orixá e vou lhe explicar. Os Orixás, meu filho, são divindades regentes das vibrações, dos pontos de forças da natureza, ou cuidam, cada um em sua vibração, de uma parte da natureza.  Você já ouviu falar de Deus e já ouviu falar da Mãe Natureza, não é mesmo?
- Sim, sim, já ouvi sim!
- Então, filho amado! O universo é muito complexo.  Os Orixás estão assentados à volta do Nosso Divino Criador Olorum, cada um cuidando de sua vibração, governando o que lhes cabe no Universo.  Há aproximadamente duzentos Orixás, porém, na Umbanda, cultuamos alguns deles apenas.  Você ainda vai ouvir falar sobre as Sete Linhas da Umbanda.  Elas são, na verdade, os Sete Sentidos da Vida, que são regidos por 14 Orixás, em sete pares:

1) O Sentido da Fé (que se manifesta no chacra coronário, tem como elemento o cristal) é regido pelo Sagrado Pai Oxalá e pela Sagrada Mãe Logunã-Tempo;

2) O Sentido do Conhecimento (que se manifesta no chacra frontal, tem como elemento o vegetal) é regido pelo Sagrado Pai Oxóssi e pela Sagrada Mãe Obá;

3) O Sentido da Lei (que se manifesta no chacra laríngeo, tem como elemento o ar) é regido pelo Sagrado Pai Ogum e pela Sagrada Mãe Iansã;

4) O Sentido do Amor (que se manifesta no chacra cardíaco, tem como elemento o mineral) é regido pelo Sagrado Pai Oxumaré e pela Sagrada Mãe Oxum;

5) O Sentido da Justiça (que se manifesta no chacra umbilical, tem como elemento o fogo) é regido pelo Sagrado Pai Xangô e pela Sagrada Mãe Oro Iná;

6) O Sentido da Evolução (que se manifesta no plexo solar, tem como elemento a terra) é regido pelo Sagrado Pai Obaluaê e pela Sagrada Mãe Nanã;

7) O Sentido da Geração (que se manifesta no chacra básico, tem como elemento a água) é regido pela Nossa Sagrada Mãe Iemanjá e pelo Sagrado Pai Omolu (apesar de o elemento do Pai Omulu ser Terra, ele atua no Sentido da Geração como guardião da vida);

Mãe Janaína prossegue:
- Atuando pelo lado de fora desses Sentidos da Vida, como amparadores temos:
a) O Sentido da Vitalidade, regido pelo Orixá Exu;
b) O sentido dos Desejos, regido pela Orixá Pombagira;

Ela respira fundo e continua a falar:
- Mas você terá bastante tempo e, na hora certa, compreenderá o significado disso tudo.  O mais importante agora é você saber que todas essas Divindades estão assentadas em Tronos à volta da morada de nosso Pai Maior e Divino Criador Olorum (que o padre ensinou a chamar de Deus). Você é um filho de pemba, veio à Terra nessa vida com missão predeterminada na Umbanda, para trabalhar na vibração da nossa Sagrada Mãe Iemanjá, porque você foi criado por Nosso Pai Maior na vibração aquática.  E, para concluir, respondendo ao seu questionamento: como Orixá que ela é, com tantos filhos, tantas cabeças para cuidar, precisa de uma falange grande trabalhando e auxiliando-a.

Espero com esse texto despertar a curiosidade e ajudar aos queridos irmão de fé a encontrarem o conhecimento e reforçarem sua fé.

Um grande abraço a todos e muito Axé!
Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguem reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento..."
Joaozinho

paijoaozinho@terreirodavobenedita.com