Horários De Atendimento

Segundas - 20 Hs - Mãe Claudete e Pai Joãozinho.
Quartas - 20 Hs - Mãe Marta e Pai Ney.
Sextas --- 20 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.
Sábados - 19 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.


Endereço - Rua Meciaçu 145 Vila Ipê - Campinas SP.

sábado, 4 de agosto de 2012

Médiuns Imperfeitos



Um médium não é um santo!
Ele é apenas um ser humano comum, empossado de uma grande missão junto ao próximo.
Os médiuns quando sérios em sua missão, compreendem que a mediunidade é coisa santa com origem em Deus, que lhes concede a missão mediunica para que o médium possa evoluir através dela.  Portanto, um médium não é melhor ou superior aos seus irmãos e em muitos casos ou na maioria deles, o fenomeno ocorre ao contrário.
A mediunidade não é um dom para que uma vez desenvolvida, se possa cobrar por seu uso.
A mediunidade é tão comum entre os homens que podemos compará-la a cor do nosso sangue, que apresenta a mesma cor independente da raça em que temos origem.
A variedade mediunica é muito grande, Kardec catalogou perto de 60 tipos de mediunidade. Normalmente as mais comuns são a incorporação, a psicografia (escrita) e a videncia. Por serem mais comuns, são também as mais utilizadas por vagabundos e canalhas da espiritualidade, que normalmente fazem uso dela, normalmente em mistificações, visando a exploração das pessoas que acreditam em um ser humano que se diz médium.
No inicio, todos são ignorantes em relação ao que vão encontrar no caminho mediunico e nesse inicio são todosinteressados e humildes.
Se um médium for mal caráter, ele usará a mediunidade de forma errada e explorará as pessoas que dele se aproximarem através dela.
Existem aqueles(as) que hoje psicografam livros e os vendem. Quando o dinheiro enche os seus bolsos, os maus médiuns alegam nada ter em comum com as coisas santas, mas sim, que são dotados de uma capacidade nata em suas vidas e portanto, essa capacidade se transforma em trabalho remunerado, quando na realidade o dinheiro arrecadado nessas obras deveria ter objetivo beneficente e filantrópico.
Uma regra existe em relação aos médiuns classificados como "maus médiuns", normalmente são todos eles mistificadores e todo cuidado ao lidar com eles deve ser grande, tendo em vista que normalmente acuam psicológicamente as pessoas que os procuram incutindo-lhes o medo.
Vamos ver abaixo, como podemos distingui-los do que presta (mediunicamente falando).

Médiuns Levianos

Os que não tomam a sério suas faculdades e delas só se servem para divertimento ou para futilidades.

Comentário do Pai de Santo
Os médiuns levianos são normalmente vitimas de um obsessor que julgam ser um Guia em suas vidas. O obsessor se dedica a confundi-lo em sua missão e acata todos os pedidos que o médium lhe faz e na hora que for, na intenção de levá-lo a derrota na mediunidade.
Certa vez conheci uma jovem que me disse que recebia uma Baiana e a considerava sua grande amiga, já que todas as vezes que ela e suas amigas precisavam dela, a Baiana prontamente atendia a todas. Ao discordar da conduta de ambas, já que os espíritos não estão a nossa disposição em qualquer horário, a jovem me convidou para ir a sua casa a noite para tirar a prova. Quando cheguei, lá estavam a jovem, duas amigas e seus pais. Nos momentos seguintes, sem qualquer ritual ou cerimônia, incorporou a tal Baiana, que disse um monte de barbaridades a todos os presentes.
Quando se dirigiu a mim, lhe fiz algumas perguntas que ela não soube responder o que mostrou que a entidade (se é que havia alguma) não era uma Baiana e sim, um zombeteiro que se divertia com a jovem e suas amigas.
O zombeteiro se divertia e caçoava de todos, uma vez que nada sério era praticado ao lado dele. Nessas situações as mistificações (de ambos os lados) são quase que uma regra. Esse tipo de médium é muito perigoso. Se atendem a um espírito maligno, esse espírito poderá ensinar coisas terríveis ao médium e fazer grande mal as pessoas.

Médiuns orgulhosos

São os que julgam que nada mais têm a aprender e não tomam para si as lições que freqüentemente recebem. Não se contentam com as faculdades que possuem, querem tê-las todas. Não aceitam críticas e zangam-se com a menor contradição. Gostam de ser admirados e geralmente tomam aversão por pessoas que não os aplaudam, fugindo dos locais aonde não conseguem impor-se.

Comentário do Pai de Santo
No passado, no inicio de meu desenvolvimento, integrou-se a corrente um casal adolescente. Com o passar dos meses, o rapaz desse casal “desenvolveu” muito rapidamente a sua afinidade com os seus Guias, todos eles de nomes memoráveis dentro da Umbanda. Passados mais alguns meses, o jovem médium passou a ser muito admirado pela assistência do terreiro, mas não pela corrente que notava a sua predisposição para mistificações.
A incorporação de seus Guias era marcante, o grito do Caboclo era fortíssimo e fazia o terreiro tremer, impressionava qualquer leigo que visse  a sua chegada. Dizia ainda que era vidente e que via os Guias de todos os demais médiuns e que também ouvia de seus Guias muitos conselhos e ensinamentos e quando fazia algo estranho aos rituais, quando lhe perguntavam o porque de suas atitudes, ele sempre dizia;
“Meus Guias pediram, meus Guias me falaram ou meus guias me ensinaram” .
Com o passar do tempo, caiu em contradição em muitas coisas e passou a não ser mais tão admirado.
Resultado – Por não ser mais admirado deixou a corrente e abriu um terreiro em um dos quartos de sua casa. Em menos de um ano, foi parar na miséria. A dor da miséria lhe colocou um cabresto, hoje ele é evangélico e abomina a Umbanda. A sua burrice, aliada a sua mania de ser superior, o levou a derrota na espiritualidade.  Os orgulhosos sempre têm um triste fim. Isso ocorre para que aprendam a dobrar os joelhos, não passam de lixo em uma corrente decente e são rapidamente excluídos pelo Guia chefe de um templo.
Os médiuns orgulhosos em sua maioria desmoronam rapidamente na vida mediunica. Qualquer médium iniciante chega totalmente ignorante em relação ao que vai praticar como religião. Em sua iniciação (em local sério), passa a receber ensinamentos de bom nivel que lhe permitirá desenvolver a mediunidade e com o desenvolvimento passa a crescer na espiritualidade, mas quando o orgulho fala mais alto, associa-se em sua vida pesada obsessão que o levará ao total desastre nesse aspecto.
São em sua maioria ingratos em relação aos seus dirigentes, já que após pequeno aprendizado, julgam saber de tudo (o que é um grande engano) e dedicam-se a critica sobre a conduta de seu Pai ou Mãe de Santo em relação aos rituais, dias e horários de sua casa. Nessa situação são afastados da corrente a que pertenciam pelo plano espiritual e deixam a casa que os recebeu de braços abertos e se vão sem olhar para trás.
E em seguida, guiados pela pesada obsessão que sofrem, abrem terreiros sem o devido preparo e deles se aproximam outros que com a mesma idéia se comprazem  e a partir desse ponto inicia-se a queda na vida mediunica.
Por abrir uma porta sem os conhecimentos necessários para isso, passam a absorver a carga maléfica das pessoas que passam a frequentar o local e  encontram as doenças, os feitiços sobre os quais não tem  conhecimentos para rebater e a derrota material.
Em seu desespero passam a procurar por outros templos a fim de conseguir os conhecimentos necessários para conduzir um templo e até pagam por eles, afinal hoje existem Federações de Umbanda ou as ditas escolas iniciaticas de discutivel conhecimento e seriedade que diplomam aqueles que fazem seus curso, empossando-os como sacerdotes de Umbanda, porém, desconhecem o segredo de como as coisas são feitas (mironga)  dentro de um templo e vão a cada dia descendo mais e mais degraus na espiritualidade e também na vida material.
Uma vez derrotados materialmente, abandonam as nossas praticas e dedicam-se a outras formas de religião, como exemplo, as evangélicas, onde passam a espiar muitas de suas faltas.
O fato de hoje existirem escolas inciaticas e faculdade de Umbanda, em nada modificará a missão de um médium se ele não tiver em sua vida a missão de dirigir um templo de Umbanda.
Se um médium não nasceu com a missão sacerdotal, ele até poderá abrir um terreiro levado por seu orgulho, poderá bater no peito e dizer;
Eu sou um Pai ou Mãe de Santo!
MAS COM CERTEZA NÃO MORRERÁ COMO TAL,  já que aquilo que construiu não possui bases sólidas e irá desmoronar com o tempo e nesses casos é comum morrer o Pai ou Mãe de Santo e a sua casa se fechar, isso ocorre devido ao despreparo mediúnico do dirigente, onde nessa situação o mau médium não consegue formar um sucessor, já que nele ninguém confiou, por essa razão morrem sózinhos.
Só que até que isso aconteça, o mau médium levará a desgraça a muitos que nele confiarem o que aumentará seriamente o seu karma. São normalmente mistificadores e fantasiam situações em sua mente guiados por pesada obsessão e passam a representar exus para se mostrrem fortes, levando as pessoas que neles acreditam as encruzilhadas ou aos cemitérios, para fazerem despachos sem critério ou objetivos, o que é lógico, trará a todos os envolvidos pesada obsessão.
O orgulho é uma das causas primárias da derrota de todos os grandes vilões da história.
Quem planta colhe! (E como colhe)

Médiuns mercenários

Os  que  exploram suas faculdades mediúnicas,  cobram trabalhos, aceitam presentes ou exploram as pessoas que os procuram. São mistificadores por excelência.

Comentário do Pai de Santo
Certa vez fui visitar um pequeno terreiro a convite de um amigo simplório. Quando cheguei, sentei na assistência e junto lá estava meia dúzia de pessoas. Entre elas, uma senhora de aparência muito humilde aguardava o inicio dos trabalhos. Alguns minutos se passaram e o pequeno terreiro começou a receber mais pessoas, “que pagavam para pegar fichas”. Iniciados os trabalhos o “guia” chefe (com “g” minúsculo) incorporado, iniciou o atendimento.
Lá pelas 23 horas, todos que haviam pago pelas fichas, foram atendidos antes daquela humilde senhora, que preocupada com o horário, perguntou ao cambone chefe, quando seria atendida. Recebeu em seguida a resposta, que ela teria que esperar todos  os que pagaram serem antes atendidos. A mulher disse então que não poderia esperar e foi embora.
Nervoso com as mistificações que havia presenciado, briguei com meu amigo e o chamei de imbecil por freqüentar aquele antro e fui embora em seguida.
Passados cinco anos, reencontrei na rua o meu ex-amigo, que informou que a mãe de santo havia ficado muito doente, com doenças inexplicáveis e passou anos na cama e por isso fora obrigada a fechar a espelunca.
Todos que cobram por qualquer coisa que façam em nome de Deus, seja na religião que for, encontram a ruína e as doenças inexplicáveis.

Médiuns ambiciosos

São aqueles que embora não vendam suas faculdades, esperam tirar dela algum proveito ou vantagem e normalmente são mistificadores.

Comentário do Pai de Santo
Conheci certa vez um pai de santo, que era pai de um colega de trabalho. De origem muito humilde, o pai de santo trabalhava como mecânico de máquinas e obviamente ganhava muito mal pelo seu trabalho numa pequena oficina. Convidado pelo meu amigo a visitar o terreiro, quando cheguei, a principio nada vi de anormal. Os trabalhos no pequeno terreiro foram abertos sem muita cerimônia. Como o ambiente era pequeno e não usavam os atabaques durante as consultas, todos podiam ouvir o que as pessoas falavam com os três médiuns incorporados.
Quase no final dos trabalhos, um homem foi falar com o guia do pai de santo sobre uma proposta de doação de um terreno de sua propriedade, para que o pai de santo lá construísse uma oficina e um terreiro nos fundos. O guia sem muita cerimônia, disse ao homem que era Deus que pedia a ele a doação do terreno, “por que o seu médium não tinha como comprar o terreno” e que ele (o guia) já tinha ajudado muito aquele homem e portanto, nada mais justo que ele doasse o terreno para o pai de santo construir a oficina e o terreiro.
Interessante, não?

Médiuns de má fé ou mistificadores

Os que representam incorporações e comunicações. Normalmente são charlatões, que visam apenas explorar outras pessoas que neles acreditam.

Comentário do Pai de Santo
O pai de um outro amigo adoeceu sem cura (câncer). Ouviram então, falar de um médium que dizia receber o espírito de um médico que fazia operações espirituais. Meu amigo leigo em qualquer assunto espiritual pediu para que o acompanhasse até o local. Quando chegamos minha primeira pergunta  (porque sou macaco velho no assunto) foi:
“Quanto custa o atendimento”?
E recebi a informação que era de graça.
Mediante essa informação, entramos na casa, que era grande, quase uma mansão. Em seguida, chegaram mais dez pessoas trazendo seus doentes e todos se acomodaram na grande sala da casa. Um dos participantes da corrente pediu para todos se concentrarem em Jesus e perguntou se alguém gostaria de ler um trecho do Evangelho, enquanto o médium se preparava para receber o tal médico num dos quartos da casa e eu, li o trecho do Evangelho.
Terminada a leitura, o meu amigo foi chamado até a cozinha e lá ele foi entrevistado por um homem, sobre a doença de seu pai (qual era a doença, há quanto tempo, etc.).
As operações começaram a ser feitas pelo tal médico e as pessoas atendidas não podiam ir embora, tinham que aguardar na sala até que todos fossem atendidos. Chegando a vez do pai do meu amigo, eu já cismado disse;
“Deixa que eu levo o seu pai”.
Entrei na sala empurrando a cadeira de rodas e fechei a porta e o tal médico foi olhar o papel em que estavam escritos os detalhes da doença, descritos pelo meu amigo na entrevista que aconteceu na cozinha.
Perguntei então ao médico porque ele tinha que ler o papel para saber qual era a doença, já que sendo um espírito ele já deveria saber o que estava ocorrendo com o pai do meu amigo.
Sem muita cerimônia, passou a mão sobre a cabeça do doente e falou (com sotaque alemão) para que eu saísse com o doente e aguardasse na sala. Apesar da vontade de ir embora, resolvi esperar para ver até onde iria a safadeza.
Terminadas as operações, uma jovem se apresentou e informou que todos os operados deveriam levar para suas casas, algumas pedras (tipo quartzo) e coloca-las num copo d’água e beber diariamente a água que seria energizada espiritualmente e que as pedras eram de graça. E todos os presentes deveriam durante 30 dias comer mel, para que as operações pudessem ser bem sucedidas.
A jovem, em seguida informou que não poderia ser qualquer mel, teria que ser o mel que eles forneciam energizado pelo doutor, pela bagatela, em valores de hoje a R$ 200,00 um vidro de 500 ml. No total foram vendidos doze vidros de mel. Agora faça as contas, multiplique R$ 200,00 x 12 x 30 dias.

Muito inteligente e criativo não!
E o nosso planeta está cheio desses vagabundos que deveriam usar a inteligência para fazer o bem, mas no entanto fazem o mal. Se numa vida futura, nascerem com problemas de grandes doenças ou aleijados, todos poderão dizer:
“Pobre alma, que karma dificil”
Quem planta colhe!

Médiuns egoístas

Os que somente em seu interesse pessoal se servem de suas faculdades, não fogem à regra de normalmente, explorar seu próximo. São extremamente obsediados.

Comentário do Pai de Santo
Conheci terreiros que não exigiam que seus médiuns trabalhassem em todos os trabalhos, os médiuns eram livres para comparecer ou não aos trabalhos.
O pai de santo não se importava com a presença dos médiuns e sim, com o dinheiro das mensalidades.
Desde que pagassem as mensalidades em dia, poderiam participar da corrente quando sentissem vontade. E a maioria dos médiuns adotava essa conduta, só comparecia aos trabalhos quando a dor de barriga chegava. Nesse dia, trabalhavam, se julgavam descarregados e depois voltavam quando a dor de barriga também voltava.
Também muito interessante!

Médiuns invejosos

Aqueles que procuram imitar outros médiuns que lhe são superiores moralmente. Normalmente abrem terreiros, porém, sem o adequado preparo. Atraem para si grandes problemas espirituais e materiais e contribuem para a deturpação que hoje se conhece.
(Veja médiuns orgulhosos, é praticamente a mesma coisa)

Comentário final do Pai de Santo sobre o assunto
Não importa o tipo de classificação na qual um mau médium se enquadra. Qualquer médium que permita que seus defeitos acompanhados de sua má índole venham a imperar em sua vida mediúnica é um derrotado.
No futuro conhecerá as leis de nosso Grande Pai, leis que irão puni-lo de forma exemplar, no sentido, de que aprendam a respeitar as coisas santas e também a respeitar o próximo, que normalmente mais fracos espiritualmente, os procuram na busca desesperada de solução para seus problemas.
O próximo que se aproxima de um médium, o faz na busca de saciar a sede que possui de ajuda espiritual ou de Deus. Se esse médium em sua insana vivência na espiritualidade dá vazão à exploração inescrupulosa do próximo, fatalmente pagará por seus erros e crimes espirituais.
O mau médium força o afastamento das entidades iluminadas que desejam a sua vitória e permite a aproximação de obsessores e espíritos malignos que irão a cada dia mais levá-los a vielas de escuridão e de vergonha.
Outros são cegos da espiritualidade guiando outros cegos, fatalmente cairão no abismo e levarão com eles, todos que neles acreditam ou com eles se comprazem.
Muitos se mostram limpos e reluzentes por fora, possuem o dom da palavra e enganam as pessoas. É como aprendemos: são como se fossem um bonito jarro branco, bonito e reluzente por fora, porém, em seu interior estão cheios de podridão, de rapina e de iniqüidade.
Use o seu bom senso, ensine as pessoas para fugirem deles!
O orgulho, a vaidade e o egoismo são as causas primárias da derrota de todos so grandes vilões da história.

É Verdade que uma Mulher pode se tornar Prostituta Influenciada pela Pomba Gira dela



Não existe absurdo maior do que esta crença. "Coitada" da Pomba Gira, Ela não merece isto!

Em primeiro lugar nem toda Pomba Gira foi prostituta, e as que foram, já atingiram grau de evolução suficiente para estarem atuando como Pomba Giras, portanto com as funções de defesa e proteção, já tendo superado as mazelas de qualquer encarnação pouco louvável que tenham tido.

Em segundo lugar Pomba Gira tem mais o que fazer.

Em terceiro lugar arrumar desculpa para ser libertino é o que todo ser desviado deseja.

Em quarto lugar a Umbanda é Sagrada, e jamais, por questões lógicas, poderia ser conivente com um absurdo escatológico como este.

Em resumo, qualquer um que afirme um absurdo desses tem total desconhecimento do que seja esta linha de trabalho chamada Pomba Gira.

Não tem coisa mais incoerente e absurda do que uma mulher dizer que vai mentalizar com a Pomba Gira dela para fazer o homem dela ter uma noite inesquecível. Além de passar um atestado público de incompetência, essa criatura vai mentalizar na realidade com algum espírito tão dementado quanto ela, e nunca com uma Pomba Gira de Lei!

Fonte: Livro: Umbanda - Mitos e Realidade

Site http://marianodexango.blogspot.com.br/

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Alicerce



Alicerce

Certa vez, enquanto eu dormia, um amigo espiritual convidou-me a segui-lo a um local onde, segundo
ele, poderia demonstrar-me algumas lições práticas sobre uma importante estrutura no ritual de umbanda.
Motivado pela curiosidade e pelo desejo ardente de aprender, livrei-me de qualquer receio e pus-me
a volitar juntamente com a entidade amiga.
Estava todo feliz pelo fato de estar plenamente consciente de tudo o que estava acontecendo e esperançoso
de poder encontrar alguma belíssima colônia espiritual de vibrações elevadas.
Qual não foi minha surpresa ao perceber que a entidade estava me levando em direção a uma localidade
presente aqui mesmo na terra.
O espírito amigo olhou para mim e sinalizou com a cabeça que havíamos chegado ao local onde eu
iria ter o meu aprendizado.
Não pude disfarçar minha estranheza ao perceber que o referido local nada mais era do que uma
casa abandonada e estava mesmo imerso em meus pensamentos quando a entidade convidou-me a sentar
no chão, olhou profunda e fixamente em meus olhos e perguntou-me:
— Companheiro, qual a estrutura mais importante de uma casa?
Eu estranhei a pergunta, mas respondi:
— Por acaso seria o teto?
— Você porventura poderia justificar sua resposta?

— Bem, penso que sem o teto qualquer casa
fica exposta ao clima e à poluição e que, por isso,
não importa qual seja sua estrutura, um dia ela vem
a baixo.
Foi então que ele me fez uma preciosa pergunta:
— E se as colunas de uma casa não forem
resistentes, por acaso elas aguentariam o peso de
um teto ou de qualquer estrutura?
Eu nem precisei pensar muito e respondi que
isso seria impossível, já entendendo que a espiritualidade
estava correta e que a estrutura mais importante
de uma casa eram seus alicerces.
— O mais importante ainda, continuou o amigo
espiritual, é que todos os alicerces da casa não
têm a mínima ideia de que é deles a estrutura mais
importante, tendo em vista que estão quase sempre
revestidos por massas, pinturas ou qualquer outro
tipo de ornamento e, não obstante tal fato desempenham
o seu papel com extrema perfeição.
Eu lhe fiz este questionamento companheiro,
porque, como disse anteriormente, eu preciso fazerlhe
alguns apontamentos práticos sobre uma importante
estrutura do ritual de umbanda que se constitui
de seus cambones.
E a entidade espiritual, colocando sua destra
em minha cabeça dilatou minha percepção mental
e sensorial de tal forma que, mesmo sem sair do
lugar, fui levado em uma velocidade extremamente
rápida a visitar vários terreiros de Umbanda, aonde
me foi solicitado que em cada um deles observasse
atentamente o trabalho dos cambones em auxiliar a
Deus.
Assim fiz e quando terminou a minha “imóvel
viagem” abri meus olhos e ouvi a pergunta:
— E então companheiro, nós visitamos vários
terreiros de umbanda e, no que diz respeito aos
cambones havia sempre uma situação que se repetia.
Diga-me: qual seria esta situação?
— Bem, o que eu pude observar é que, independente
do terreiro visitado, em cada um deles
eu via pelo menos um cambone com uma coloração
energética pessoal bem mais apagada que a coloração
de todos os outros cambones.
Foi então que o amigo espiritual me perguntou:
— Você saberia dizer-me o motivo desta sua
observação?
Diante de minha negativa ele respondeu:
— Cada um dos cambones com a coloração
apagada representa um médium que não está exercendo
devidamente o seu papel de alicerce de uma
casa. Diga-me o que você observou no primeiro terreiro
visitado.
— Bom, no primeiro terreiro eu notei que o
cambone com a energia mais apagada era uma
médium que não guardava sigilo de absolutamente
nada do que ela escutava as pessoas conversarem
com a entidade que ela auxiliava, muito menos se
fossem os seus próprios irmãos de fé.
— Observaste bem! Respondeu a entidade.
- Esta cambone está com sua luz pessoal apagada
por estar desvirtuada nos campos do conhecimento
religioso ou como dizem vocês na terra, por falar
demais e indevidamente. Agora, diga o que você observou
no segundo terreiro visitado?
— Nesta referida instituição religiosa o cambone
com a luz mais apagada era um médium que,
ao invés de se concentrar mental e espiritualmente
com vistas a auxiliar, via magnetismo energético, o
trabalho desenvolvido pelas entidades preferia exacerbar
toda sua curiosidade, esquecendo-se de praticar
a caridade.
— Novamente observaste com extremo apuro
como um médium pode apagar sua luz pessoal
de forma tão intensa quando se encontra desvirtuado,
olvidando a prática do amor ao próximo em
detrimento ao apego de sua curiosidade pessoal e
despropositada.
Mas, diga-me companheiro, o que observaste
no próximo terreiro visitado?
— Neste terreiro a que se referes, eu vi que
um médium realizava suas atribuições de cambone
com extrema má vontade e quando dele me aproximei
para descobrir o porque eu pude ver que o
motivo de tamanha má vontade devia-se ao fato do
desejo do médium em trabalhar a favor da caridade
não como cambone, mas sim por meio da incorporação,
entretanto como isso
ainda não lhe era possível, ele cambonava com extrema
desfaçatez.
— Muito boa a tua observação de como age
um médium desvirtuado nos campos da evolução,
ou seja, neste caso, desejando praticar a caridade
de uma forma que seu próprio merecimento ainda
lhe nega e olvidando orgulhosamente o trabalho divino
de elevação e evolução espiritual através do
ato de cambonar.
Na realidade o cambone por você visualizado
é um médium que, desta casa espiritual, gostaria
de ser teto para que, de acordo com seu modo
de ver, pudesse aparecer aos olhos do próximo, se
esquecendo que as atribuições desempenhadas por
um médium em um terreiro não são outorgadas pelo
vão desejo de nenhum ser humano, mas sim, por
Deus e que, aos olhos do Criador, todos têm a mesma
importância.
Agora diga-me: - O que você viu no outro terreiro
que visitou?
— Bem, no quarto terreiro que visitei eu vi

que a cambone com a luz pessoal mais apagada
era uma médium que dava muito trabalho para as
entidades no ato de cambonar pelo fato de literalmente
se intrometer em tudo que as entidades falavam
para as pessoas assistidas no momento das
consultas espirituais e, pior, esta pessoa cortava
abusivamente as falas das entidades para poder,
ela mesma dar consultas aos assistidos, como se
ela estivesse no mesmo nível hierárquico e evolutivo
das entidades que militam na umbanda.
— Muito bem notado companheiro sobre o
quanto a vaidade pode influenciar na luz individual
de um médium e desvirtua-lo nos campos da fé
quando este se esquece do fato de que, apesar de
serem nossos irmãos e amigos e de se apresentarem
de forma simples e humilde sem fazer nenhum
esforço para isso, as entidades que participam do
ritual de umbanda são extremamente sábias e infinitamente
mais evoluídas moral e intelectualmente do
que todo e qualquer médium, devendo, não apenas
por isso, serem tratadas com o máximo de respeito
e dedicação. Estou gostando de suas observações!
Agora diga-me: - O que você observou no terreiro
seguinte.
— Bom, neste terreiro eu notei que o cambone
que possuía a luz pessoal mais ofuscada era um
médium que não cuidava de sua preparação ritualística
para estar num terreiro de Umbanda servindo
Deus e a espiritualidade .
— E eu lhe digo que o fato observado por
você indica tão somente quanto o médium pode
desvirtuar-se nos campos da Lei divina e assim diminuir
intensamente o brilho de sua luz pessoal quando
vai participar de reuniões sem tomar as devidas
precauções com o álcool, a carne vermelha e o sexo
esquecendo-se intencionalmente dos fundamentos
sagrados destas ditas precauções, ou olvidando-os
pelos mais escusos motivos.
Mas não se acanhe companheiro, diga o que
você notou no terreiro seguinte que foi visitado por
você.
— Bem, no terreiro seguinte o cambone com
a luz mais opaca era uma médium que estava presente
no terreiro, mas sem a menor boa-vontade.
— É companheiro, quando se está presente
numa gira de umbanda para se praticar a caridade
apenas em corpo físico e “esquece” o mental e o
emocional em outra localidade perde-se muito o brilho
de luz pessoal pelo desejo de se chegar ao final
do ano religioso e dizer que participou de todas as
giras do ano corrente, valorizando a quantidade em
detrimento da qualidade, mostrando claramente um
desvirtuamento nos campos da justiça divina.
— Mas companheiro, agora, só para finalizar,
diga o que você viu no último terreiro que visitou.
— No sétimo e último terreiro que visitei eu
notei que o cambone que possuía a luz pessoal
mais apagada era uma médium que vivia a criticar e
podar todas as sugestões e ideias que eram fornecidas
pelos seus próprios irmãos de fé, não apenas
pela vontade de manter um certo conservadorismo ,
mas principalmente por uma questão de força, para
mostrar quem manda e também para defenestrar as
ideias e criações do próximo.
— Bem companheiro, neste último terreiro visitado
você pôde observar como um médium pode
diminuir de maneira tão intensa sua luz pessoal por
estar desvirtuado nos campos da vida.
Sim, pois posso lhe dizer que as ideias criadoras
também estão presentes nos campos da criação
divina que permite a evolução da humanidade
em todas as áreas da vida.
Na realidade isto significa dizer que a ideia
criadora, quando gera conhecimento, lei, justiça, fé,
evolução e amor, na verdade, está gerando a própria
vida no coração e mente de seus companheiros
de evolução. E quando um companheiro impede
que as ideias sejam escutadas e discutidas ele está,
simplesmente, se desvirtuando nos campos da vida
por estar atuando contra a própria criatividade humana.
Na realidade companheiro, de uma forma ou
de outra, em cada terreiro visitado esta noite você
pôde observar e compreender o porquê de eu ter
trazido você até aqui, nesta casa simples e até mesmo
desprovida de beleza física..

Nilcelia Tocaceli

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Relato de uma Cambone


Relato de uma Cambone
De tanto ir e vir quis ficar, vestir o branco no corpo e na alma e fazer parte daquele balé pela paz e pela vida.
Sheilla Riekes Prochmann - Abril de 2004
Quando, pela primeira vez, estive nesta Casa, trazida pelo amor e pela dor, fiquei encantada, literalmente hipnotizada, pela plasticidade e pelo espetáculo cênico que vi. O toque dos atabaques entrou em mim no mesmo ritmo do pulsar do meu coração e eu me deixei levar pela magia e força da gira de Ogum. Pensei já ter me surpreendido com tudo naquela noite, até que me foram apresentados os Exús, daí entender porque se diz que, nesta vida se vive e não se vê tudo.
Aquelas Entidades de olhar penetrante, comandadas por Sr. Tranca Ruas das Almas, com suas capas vermelhas e negras, movimentando-se pelo Terreiro, me fizeram lembrar do fascínio, tantas vezes descrito, de Hemingway pelas touradas. Pareciam todos toureiros, numa invisível tourada do bem contra o mal; da cura contra a dor; do alívio contra a demanda.
Mesmo sem conhecer os seus “porquês”, podia-se entender, sem usar a razão, a grande batalha que se travava ali, um combate cheio de amor e “malícia”, para subjugar forças poderosas e invisíveis.
Durante uma semana não consegui pensar em outra coisa que não fosse voltar. E voltei. Para, semana após semana, ser surpreendida. Ora pela simplicidade e sabedoria dos Pretos Velhos, ora pela força e dignidade dos Caboclos. Ainda me estava reservado o encantamento pela elegância dos Ciganos, pela alegria das Crianças, e me deixei laçar pela fantástica retidão dos Boiadeiros.
De tanto ir e vir quis ficar, vestir o branco no corpo e na alma e fazer parte daquele balé pela paz e pela vida. No primeiro dia na corrente, aquilo que imaginei ser só alegria, se transforma numa mistura de emoções que poucas vezes havia experimentado na vida. Vontade de ir e de ficar, confiança e dúvida, segurança e medo, mas fiquei mesmo assim, ciente de que estava fazendo a escolha certa e dando uma chance, não para a Umbanda, mas para mim mesma.
Sempre gostei de desafios, e este foi dos bons. Tive de aprender a deixar soltar as amarras que me prendiam ao domínio de mim mesma, a não ter sempre o comando absoluto de tudo, e mesmo assim, conciliar consciência e ausência.
E aí, fui cambonear, e outras lições me aguardavam. Lições de dedicação e humildade. Percebi que não bastava respeitar, era preciso servir. Mas não uma servidão cega, e sim um servir onde se compartilha ensinamentos, donde se suga todo proveito possível; até entender que estava servindo a mim mesma. Cada charuto que acendi, cada bebida que servi, cada ponto que lavei, acenderam em mim uma chama que arde, mas não queima; me embriagaram de esperança e lavaram de minha alma toda e qualquer dúvida que ainda resistia em mim.
Toda vez que achei que não me surpreenderia com mais nada, fui pega pela minha própria ingenuidade. E chorei todas as lágrimas de emoção a que tive direito.
Quando vi Sr. Akuan repreender com os olhos cheios de amor, lembrei do que é ser pai ou mãe. Quando vi Sr. Folha Verde emocionar-se em meu casamento entendi que vale a pena, sempre, chorar de emoção; quando levei um imenso puxão de orelhas do Sr. Rompe Mato e, ao me desculpar ouvi dele “eu só brigo com quem gosto” me certifiquei da profundidade de uma verdadeira relação de amizade e afeto.
No dia em foi jogado meu Obi, limpei meu coração de todo e qualquer desejo, e fui presenteada com os ventos da força e da coragem que são soprados por Iansã. E ser filha dela não é fácil. Tenho que dominar a intensidade de meus próprios ventos, para que eles refresquem e limpem, mas não destruam. E a não despejar sobre Ela, a responsabilidade pelos meus próprios vendavais. Eu continuo ventando, assim como ela, mas já consigo transformar raios e tempestades em chuvas mais amenas. Pelo menos venho tentando com afinco. Às vezes consigo, às vezes não, mas tenho contabilizado apenas os êxitos, para não me entristecer com o que não consegui.
E continuo lavando tábuas, uma a uma. Quando esfrego uma tábua, limpo de mim toda mágoa, quando quebro uma vela, quebro minhas resistências, quando afio um ponteiro, torno mais afiado meu desejo de um dia, quem sabe, chegar onde devo ou preciso. Venho me apaixonando constantemente. Deixei-me seduzir pelo humor ácido da minha querida Velha do Cemitério, que me chamava de “metida à sabichona e curiosa”, e que confiou a mim o motivo pelo qual vem servindo a quem precisa, contando-me sua história, que tentei reproduzir da maneira mais fiel possível, para conhecimento de todos. E tive que dominar o ciúme de vê-la camboneada por outra pessoa que não eu. Fui tomada pelo carisma da Cigana Carmen, que ao me emprestar seu espelho, pediu que nele eu visse refletido quem realmente sou. Encantei-me com o comportamento cheio de humor e sabedoria de Chermira, que me ensinou a ver o amor de um modo surpreendente e inesperado; pela devoção de Vovó Maria Conga por Nossa Senhora dos Açores, e que com muita paciência me contou que trançava palha de cana, infinitas vezes, até a raiva passar (como seria bom se aprendêssemos a trançar nossa própria raiva, neste cativeiro em que vivemos!).
Convivi com a força dócil do Sr. Vira Mundo, e com a magia encantadora de Mama Rosa, cujo perfume pude sentir durante dias, dando a certeza de sua presença. Fui tomada pela “pontaria certeira” das cartas de Ramirez, e compartilhei a sua felicidade ao reconhecer entre os que ali estavam, a sua filha de carne; e pela a alegria, por vezes quase infantil de Vovó Catarina, (só não aprendi, ainda, a acender cachimbos, mas eu chego lá) , isso, sem falar na sua vitalidade, deixando-me exausta mas feliz, de tanto andar atrás dela.
Presenciei Tio Antônio aborrecido e desconfortável por beber uma bebida que não era a dele, mas mesmo assim, ser gentil com quem esteve em sua frente. Até que, ao cambonear Caboclo Boiadeiro, eu pude ver, com olhos que nem sabia ter; seu rosto de homem agreste, magro e moreno, se formar por sobre as feições loiras do seu cavalo. Minha emoção foi igual à dele, choramos os dois, e ouvi dele que a emoção é um dos ingredientes indispensáveis à gira de Boiadeiros, que só com esse sentimento conseguimos tornar concreta e possível a força destes “homens” tão ligados a energia que vem da terra. Disse-me também, que por vezes é mais fácil tanger gado que homens, que estes animais de tamanho e força incríveis, tem a docilidade de se deixar conduzir, que nós não temos, mesmo quando precisamos ou pedimos.
Aprendi a compreender o peso da dor do Caboclo Guará, ao ver sua tribo dizimada e seus filhos mortos por ele mesmo, na tentativa de solver com sangue, sua incapacidade de escolher a hora certa de guerrear (quantas vezes nós mesmos não adiamos nossas batalhas e, quando por fim, nos decidimos, lutamos a luta certa na hora errada). Hoje respeito seu silêncio cheio de dor e arrependimento, e sei que o simples fato dele estar ali já nos ajuda, sem que precise dizer uma palavra sequer.
E o que dizer do Sr. Ogum Matinata? E da minha satisfação em conseguir romper a sua resistência inicial ao cambone novo? (E aprendi com a Uca a não ter ciúmes dos novos cambones e a quem agradeço por todas as vezes que recorri a ela e fui ajudada). Sr. Matinata, agora, me conduz pelos caminhos da sua sabedoria, pelos segredos da magia do seu ponto, e pelo modo quando, ao nos chegar pelas costas nos faz escancarar o coração.
“Quem vê cara, não vê coração, filha!”, me disse ele. E eu fico ali, segurando seu coité, bebendo dos ensinamentos que ele, no seu modo sisudo de ser, me dá com tanta boa vontade. Sr. Táta Caveira mereceria um capítulo à parte. E ai de quem não andar na linha! Inclusive eu! Ele exige na mesma proporção que entrega. Diz todos os palavrões que eu mesma tenho vontade de dizer, e por vezes digo. Fica indignado com a falta de vontade e força das pessoas, mas os acode sempre. Fica bravo, mas protege; xinga, mas ajuda; reclama, mas está sempre lá, às vezes de bom, às vezes de mau humor, como todos nós, e recebe a todos com aquele olhar maroto de “lá vem mais um...”. Conversa com Sr. Morcego,com a intimidade de velhos amigos, ao mesmo tempo em que me cobre com sua capa, sempre que pressente que eu preciso de “colo” e diz que só eu mesma para gostar de “colo” de Exu. E eu gosto!
E assim me é permitido ir transitando entre essas Entidades maravilhosas, entendendo que estão mais próximas de nós do que podemos supor, como disse a Velha do Cemitério, quando choraminguei que estava com saudade dela: “Só temos saudade de quem está longe, filha!”.
Só não entende quem não quiser! E vou continuar lavando tábuas, acendendo charutos e velas, servindo bebidas, pois é o mínimo que posso dar, pelo muito que tenho recebido.
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Joaozinho

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